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Sábado, Maio 8, 2021

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Sertã | Câmara e Junta assinalam aniversário da Canonização de São Nuno de Santa Maria

Numa organização conjunta do Município da Sertã e da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, o 12.º aniversário da canonização de São Nuno de Santa Maria vai ser assinalado esta segunda-feira, dia 26 de abril, em Cernache do Bonjardim (Sertã), terra natal daquela figura histórica.

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As comemorações começam com uma missa, às 16h00, na igreja do Seminário das Missões que será transmitida através das plataformas digitais do Município (site oficial e redes sociais).

Segue-se uma pequena romaria ao local de nascimento de São Nuno de Santa Maria, no recinto do Seminário das Missões, protagonizada pelo Presidente da Câmara da Sertã, José Farinha Nunes, e pela presidente da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, Filomena Bernardo, que culminará com a deposição de uma coroa de flores no local.

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Trata-se de “um momento marcante não só para todo o movimento religioso português mas também para o concelho da Sertã, que viu um dos seus filhos mais diletos ser canonizado pelo papa Bento XVI em 2009”, realça José Farinha Nunes.

Para o autarca, ao assinalar-se o 12.º aniversário da canonização de “uma figura tão notável como São Nuno de Santa Maria”, está-se a “prestar homenagem a um homem de enormes qualidades e cujo exemplo de vida ainda hoje serve de modelo e inspiração para todos nós”.

Nuno de Santa Maria (de seu nome Nuno Álvares Pereira) nasceu a 24 de junho de 1360 em Cernache do Bonjardim. Foi autor de várias façanhas militares, tendo uma ação decisiva na marcante Batalha de Aljubarrota, onde se jogava a independência de Portugal. Figura central no reino, foi Condestável e um dos homens mais poderosos do país.

Abdicou de todos os títulos e das vastas propriedades que detinha e entrou para o Convento do Carmo, em Lisboa, onde iniciou uma vida dedicada à caridade. Morreu no dia de todos os santos de 1431 e quase cinco séculos depois, mais precisamente em 1918, foi beatificado pelo papa Bento XV.

Em 2009, o papa Bento XVI canonizou-o, lembrando uma “figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélico, é possível atuar e realizar os valores e princípios da vida cristã”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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