Sertã: Autarquia reafirma intenção de construir novo Centro de Saúde

(Foto: mediotejo.net)

José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, voltou, mais uma vez, a reafirmar a intenção da autarquia em construir de raiz um edifício para albergar o novo Centro de Saúde da Sertã, tendo esta semana manifestado essa intenção ao secretário de Estado da Saúde.

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O assunto do Centro de Saúde da Sertã voltou a ser motivo de discussão na última reunião de executivo camarário. A questão foi levantada pelo vereador Jorge Coluna (PSD) quando veio enaltecer as intervenções públicas dos deputados da Assembleia da República sobre o Centro de Saúde da Sertã, que reconheceram “as faltas de condições daquele edifício”.

Jorge Coluna, na sua intervenção, criticou e desafiou “aqueles que defendem a recuperação do atual Centro de Saúde” a indicarem “as intervenções que acham para ali necessárias para que daqui a 50 anos não tenham de fazer um novo Centro de Saúde”. O vereador do PSD chegou ainda a sugerir a saída da Sertã da área de intervenção de Castelo Branco, passando para a área de administração regional de saúde de Coimbra.

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Durante a discussão, o presidente da autarquia, José Farinha Nunes, referiu que esta semana esteve com o secretário de Estado da Saúde “que demonstrou o conhecimento da intenção da autarquia da Sertã em construir um edifício de raiz e que iria analisar a situação”.

O vereador Vítor Cavalheiro (PS), que defende a requalificação do atual edifício do Centro de Saúde, salientou que, neste momento, o Centro de Saúde da Sertã “encontra-se mapeado numa candidatura ao Portugal 2020, com 629 mil euros para obras de requalificação”.

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Sobre esta questão, o presidente da autarquia demonstrou que prefere que a esse valor seja aumentada uma verba do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) para se poder construir o novo centro de saúde num terreno junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Sertã onde as máquinas da autarquia têm já estado a trabalhar na movimentação de terras.

A proposta apresentada pela autarquia da Sertã ao Ministério da Saúde é a de utilizar o valor dos 629 mil euros, de fundos do Portugal 2020 destinados a obras de requalificação, para a construção do edifício novo aos quais se juntariam outros fundos do FEDER e depois a autarquia assumiria a recuperação e adaptação do atual edifício para ali instalar uma Unidade de Cuidados Continuados.

(Foto: mediotejo.net)
O Centro de Saúde da Sertã voltou a ser um tema quente em discussão na última reunião do executivo camarário (Foto: mediotejo.net)

O vereador Vítor Cavalheiro (PS) dirigiu-se ao presidente da autarquia questionando “se acha que aquele edifício não é possível requalificar para Centro de Saúde, então e é possível adaptá-lo para lá funcionar uma Unidade de Cuidados Continuados” e acrescentou que “adaptar aquele edifício para Unidade de Cuidados Continuados é completamente diferente de adaptar o edifício para Centro de Saúde”.

Vítor Cavalheiro (PS) reconheceu que o atual Centro de Saúde precisa de obras, “que não tem uma projeto e construção brilhante” mas defende a sua manutenção naquele sítio devido à localização que tem e que é mais benéfica para a população.

Ao mediotejo.net, José Farinha Nunes explicou a sua posição ao defender a construção de um novo edifício para o centro de saúde dizendo que “no final dos trabalhos de requalificação do atual edifício, terá os mesmos custos de um novo e por isso é que eu acho preferível fazer um novo porque praticamente vão gastar a mesma quantia, fica um novo e a autarquia por administração direta faz a requalificação e adaptação a unidade de cuidados continuados, por exemplo, ou para outro fim, daquele centro de saúde porque aí podíamos andar um ano, não havia trabalhos a mais, não há uma série de custos que, de outra forma poderá haver, se for uma empresa chega lá e não estão previstas determinadas intervenções e leva o que entender que deve de levar sem controlo, há uma derrapagem muito grande e se formos nós a fazer essa adaptação isso já não acontece”.

José Farinha Nunes refere que, depois de construído o novo centro de saúde, a autarquia assume a adaptação do atual edifício e salienta que “para o Ministério da Saúde é preferível porque fica com dois edifícios, um novo e outro praticamente novo adaptado a cuidados continuados que também pertencem à saúde”. “Nós estamos a comparticipar com o terreno e com o projeto do novo centro de saúde e com a requalificação do atual centro de saúde que são cerca de 600/700 mil euros”, reforçou o autarca.

A autarquia aguarda agora pela decisão do Ministério do Saúde que irá definir se se requalifica o atual edifício do Centro de Saúde ou se é para avançar com a construção de um novo.

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