Sertã | Aprovado orçamento no valor de 19 milhões e 700 mil euros para 2017

O executivo camarário da Sertã aprovou no dia 23 de novembro um orçamento no valor de 19 milhões e 700 mil euros para o ano de 2017. A verba é superior em um milhão e 300 mil euros em relação ao orçamento de 2016, justificado pelo presidente da autarquia, José Farinha Nunes (PSD) pelo facto de estarem inscritas algumas obras que podem ser candidatadas a fundos comunitários. O orçamento foi aprovado por maioria, contando com a abstenção dos vereadores do Partido Socialista.

Este foi o último orçamento dos municípios que integram o Médio Tejo a ser aprovado por um executivo sendo o atraso justificado pelo presidente da autarquia, José Farinha Nunes (PSD) com as obras que estão a decorrer nos Paços do Concelho e que obrigaram os serviços a mudar de instalações temporariamente para o antigo Gabinete de Apoio Técnico.

Farinha Nunes elencou as principais obras previstas nas Grandes Opções e Plano para 2017 e que passam, por exemplo, pelas obras Recuperação do edifício dos Paços do Concelho, pela requalificação e modernização das Instalações da Escola Secundária da Sertã, pela Revisão do PDM, pela Requalificação do Monte da Sra. da Confiança, pela limpeza e intervenção em cursos de água, pela instalação de um parque infantil em Cernache do Bonjardim, pelas obras nos mercados municipais da Sertã e Cernache ou a construção de uma piscina flutuante no Trízio.

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A estas obras acresce, ainda despesas com bolsas de estudo, com iniciativas de promoção da igualdade de oportunidades, Férias Desportivas, iluminação pública, festival de gastronomia, limpeza de bermas e valetas, entre outras.

O vereador Vítor Cavalheiro (PS) refere que a maioria das obras enumeradas e que são consideradas relevantes já integravam os orçamentos anteriores pelo que “não devem ser tão relevantes assim”. O vereador socialista aponta para o facto deste orçamento ser aprovado fora do prazo legal e ainda de ser superior ao orçamento de 2016 numa verba de 1 milhão e 300 mil euros. Considerou ainda que a verba inscrita para pagar as obras nos Paços do Concelho é manifestamente insuficiente o que  vai obrigar a uma correcção futura. “No dia 2 de janeiro vai ter que fazer uma alteração para reforçar esta verba. A Câmara vai pagar 400 mil euros por aquela obra”, considerou perante o aceno negativo de Farinha Nunes. A autarquia pensa gastar cerca de 90 mil euros com esta empreitada.

Criticou ainda o facto de não ter sido respeitado o estatuto de oposição dado que, contrariamente ao que se passou no ano passado, os vereadores do PS com assento no executivo camarário não foram chamados para dar o seu contributo na fase de elaboração do orçamento.

José Farinha Nunes voltou a justificar-se com as obras que decorrem nos Paços do Concelho e que atrasaram bastante a preparação do documento.

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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