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Terça-feira, Setembro 21, 2021

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Semana Santa do Sardoal | A festa onde ninguém é de fora já começou

As celebrações da Páscoa iniciaram-se na tarde de Quinta-Feira Santa, no Sardoal. Mais uma vez, a vila enche-se de fé e religiosidade para os crentes, e atrai centenas de visitantes (mesmo sendo não-crentes) para verem o seu património histórico, tradição e cultura.

Depois de uma visita inaugural pelas igrejas e capelas da vila, que contou com a presença do executivo camarário e de um conjunto de convidados, entre os quais municípios da Associação da Rota da N2, fez-se uma viagem pela história, arquitetura e arte sacra daqueles templos, pela voz de João Soares, técnico de Conservação e Restauro do município.

Miguel Borges, autarca sardoalense, destacou este momento como sendo importante em dois aspetos: “Para quem é crente, no âmbito da fé e da religiosidade, é o momento mais alto da Igreja Católica, é o período da paixão, morte e ressurreição de Cristo, o período mais importante. Para os sardoalenses, não só os crentes mas também os outros, é um período de grande dimensão em termos de valorização do nosso património, material e imaterial, de toda esta beleza e riqueza que temos fruto da Semana Santa”, explicou.

Este é também, segundo o presidente da Câmara do Sardoal, um “momento de convívio, de confraternização, em que os sardoalenses de vários sítios se juntam, regressam a casa, e é um momento em que o sardoalenses recebem, e recebem muito bem!”, acrescentou, fazendo ainda notar que este “é um período em que no Sardoal ninguém é de fora”. Quem visitar a vila por estes dias, garante, “sentir-se-á certamente como sardoalense”.

No que toca aos trabalhos de enfeitar e adornar as igrejas e capelas do concelho, o autarca reconheceu ainda que este é também um momento único, em que toda a comunidade se une em prol de um objetivo: a Semana Santa.

 

Visita às capelas e igrejas – Capela de N. Sra. Do Carmo @ Semana Santa de Sardoal

Publicado por mediotejo.net em Quinta-feira, 13 de Abril de 2017

 

Viver a Semana Santa durante todo o ano

Na capela de Nossa Senhora do Carmo, que é propriedade do município, Miguel Borges recordou o investimento que se pretende fazer para criação do novo Centro de Interpretação da Semana Santa e Património Religioso. Com enorme potencial em termos de desenvolvimento económico, e inserido na estratégia da autarquia no âmbito do turismo religioso, este Centro pretende ser uma resposta ao “grande desafio”, que segundo Miguel Borges é “saber como desenvolver todo o potencial turístico nos outros dias do ano”.

“Temos aprovado no âmbito do PARU (Plano de Ação para a Regeneração Urbana) a intervenção numa das nossas capelas, a capela de Nossa Senhora do Carmo, que é pertença da CM Sardoal, vamos recuperá-la, na arte e restauro que tem, mas também transformar num Centro de interpretação da Semana Santa e do Património Religioso”, mencionou.

O que se pretende é que “quem vem ao Sardoal em agosto, setembro ou dezembro, possa perceber ou possa ter o mínimo de contacto com aquilo que é a Semana Santa, e depois então visitar-nos durante essa altura”, notou.

Mas, os investimentos no âmbito do centro histórico que assentam nesta estratégia não se ficam por aqui. Para já, a autarquia tem já aprovada uma intervenção na substituição e beneficiação do pavimento, melhorando a mobilidade no local. “Um dos grandes problemas dos centros históricos é não terem vida, e para terem vida e gente a morar no centro histórico temos que criar condições para que isso aconteça, e nós na verdade, com a população que temos e alguma bastante envelhecida, o tipo de pavimento do centro histórico representa grande dificuldade para quem lá vive ou para quem nos visita [em termos de deslocação]”, reconheceu Miguel Borges.

Deste modo, “no âmbito do PARU, temos aprovado um projeto de substituição de alguns daqueles seixos por um pavimento mais largo, em granito, com corredores centrais que possibilitem não só a quem nos visita mas a quem lá vive que possa ter uma maior facilidade na sua mobilidade. Temos de facilitar a qualidade de vida, é uma forma também de atratividade para que os jovens possam perceber a qualidade que o centro histórico tem, e também possam morar e dar vida”, concluiu o autarca.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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