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Semana Santa do Sardoal | À Descoberta pelos Caminhos da Fé (C/VÍDEO)

Urze, giesta, glicínia, malmequeres, pétalas de rosa, alecrim, flores de camélia, gerberas, junco, alecrim, pedaços de pinha… São alguns dos materiais utilizados nesta forma tradicional de tapeçaria fabricada pelas mãos inspiradas da comunidade do concelho durante a comemoração da Semana Santa de Sardoal, entre 13 e 16 de abril (Domingo de Páscoa). Esta Sexta-feira Santa, à semelhança de outros anos, o município convidou os pedestrianistas curiosos, ou simplesmente aqueles que, de maneira diferente, quiseram visitar as capelas enfeitadas fora do centro da vila. Pelo quarto ano consecutivo, as aldeias mais distantes da sede do concelho voltaram a não se negar à participação nesta festa em que, como diz o presidente da autarquia, “ninguém é de fora”.

O percurso a pé, de aproximadamente 12 km, levou os participantes a visitarem as igrejas e capelas decoradas com tapetes de flores naturais nas Paróquias de Santiago de Montalegre e Alcaravela, fazendo percurso a pé desde o Pelourinho, em Sardoal, seguindo até Andreus. Daqui até Mivaqueiro, depois Santiago de Montalegre, Panascos, Vale das Onegas, Presa e Santa Clara.

João Soares, técnico de conservação e restauro da CM Sardoal, participou no percurso e fez enquadramento histórico e religioso dos vários templos e imagens, ajudando os forasteiros, e até os sardoalenses mais interessados, a conhecer um pouco mais o património religioso fora da sede de concelho.

Com alguma ajuda do autocarro da autarquia, que permitia poupar esforços (e recuperá-los depois de subidas mais íngremes), os cerca de 50 participantes seguiam pelos trilhos, alguns a cruzar percursos ou rotas pedestres que atravessam o concelho.

Manuela Grácio, que deu apoio na organização desta iniciativa, explicou que as Igrejas de Santiago de Montalegre e Santa Clara, Alcaravela, não podem estar enfeitadas porque têm cerimónias religiosas, tal como a Igreja Matriz de Sardoal.

Após cerca de 2h30, o regresso à vila. Às 17h30 iniciavam-se as celebrações. Era dia da Procissão do Enterro do Senhor.

Joana Rita Santos
Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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