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Sábado, Novembro 27, 2021

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Seca | CAP insiste no reforço de verbas para investimentos em armazenamento de água

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) reafirmou esta quarta-feira, dia 15 de novembro, que vai manter a pressão junto do Governo para que sejam reforçadas as verbas do Plano Nacional de Regadio e se comecem a executar obras para armazenamento de água.

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Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP, afirmou, no final da reunião do Conselho Consultivo do Ribatejo desta estrutura associativa, realizada hoje em Benavente, no distrito de Santarém, que é preciso criar maior capacidade de armazenamento de água no país para minimizar os impactos da seca na agricultura e ajudar à fixação de populações no interior do país.

No caso do Ribatejo, a construção de pequenas barragens, nomeadamente a do Alvito, no rio Ocreza, permitiria um acréscimo de armazenamento em todo o vale do Tejo, acautelando os efeitos da redução do caudal do Tejo, sobretudo no verão, e reduzindo, no troço final do rio, o recurso a água que danifica culturas e solos devido à subida da água salgada.

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Oliveira e Sousa afirmou que esta é uma questão que tem estado “em cima da mesa”, mantendo-se a pressão junto do Governo “para que sejam reforçadas as verbas do Plano Nacional de Regadio e que se comecem a executar obras já projetadas e previstas há tempo”, como é o caso do Alvito e da barragem do Pisão, no Alto Alentejo, por exemplo.

Frisando que não se trata de grandes barragens, o presidente da CAP afirmou que estas estruturas para armazenamento de água são necessárias um pouco por todo o país, dando o exemplo do Oeste, onde os hortícolas e os frutícolas têm sido regados com águas de ribeiros, poços e pequenas charcas, sem segurança para quem tem que cumprir contratos com o setor comercial e com a exportação.

Oliveira e Sousa apontou, entre os benefícios do investimento feito no Alqueva, o ser “demonstrativo” de que é solução para problemas como o que o país está a viver, não só para a sobrevivência do setor como para garantir a permanência de pessoas e de atividade económica no interior do país.

Para a CAP, é urgente que as medidas extraordinárias no âmbito da seca, anunciadas pelo Governo em junho, cheguem de facto ao terreno e que sejam já tomadas decisões “a pensar na seca do ano que vem”, porque o fenómeno não vai desaparecer e as medidas “não podem ser tomadas em cima da hora”.

“Neste momento há uma certa inércia na prossecução das medidas que são necessárias que cheguem a tempo e horas para que não se repita o que aconteceu este ano”, disse Oliveira e Sousa, pedindo ao Governo que obtenha de Bruxelas autorização para que sejam alteradas regras em situações como os prazos em que os animais podem ou não pastorear em determinadas zonas, ou em relação a culturas que têm que ter determinado tipo de técnicas ou de cobertura vegetal.

No Conselho Regional realizado hoje no cineteatro de Benavente foi ainda analisado o impacto dos incêndios na região, que, embora de dimensão menos expressiva do que noutras zonas do país, afetaram igualmente o interior do Ribatejo.

Referindo o facto de as áreas onde foram criadas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) virem demonstrando que há uma diminuição de área ardida, Oliveira e Sousa pediu que “as pessoas entendam que é bom estarem associadas, estarem integradas, porque os benefícios aparecem mais tarde”.

No encontro foi ainda feito um ponto de situação sobre o Programa de Desenvolvimento Rural 2020, que apresenta “problemas de execução e pouca capacidade de resposta em função das solicitações dos agricultores”, e a evolução do processo de reforma da Política Agrícola Comum (PAC), ainda em fase de grande indefinição em virtude da saída do Reino Unido, adiantou.

Agência de Notícias de Portugal

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