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“Se…”, por Massimo Esposito

Se eu tivesse nascido num outro país. Se eu tivesse nascido de outra raça. Se eu tivesse tido outros pais. Se eu tivesse nascido de outro sexo. Se eu tivesse frequentado outras escolas. Se eu tivesse tido outros apoios. Se eu tivesse tido outros amigos. Se eu tivesse nascido num outro século. Se eu tivesse tido outros impulsos. Se eu tivesse tido outra namorada. Se eu tivesse feito aquele projeto. Se eu tivesse entrado na política. Se eu tivesse escolhido ser empresário. Se eu tivesse participado naquele movimento. Se eu tivesse nascido com outra religião. Se…………..

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Sim, há muitos “Se” na nossa vida, muitas escolhas e outras situações que não podemos escolher. Se somos aquele que somos hoje é por um conjunto de oportunidades que tivemos ou não tivemos. Uma adição de escolhas positivas e negativas que se sucederam ao longo dos anos. A maioria são opções que escolhemos e outras de que não podemos culpar ninguém, nem os nossos pais, nem a data de nascimento nem o país onde nascemos, e assim por diante.

Mas há outros “Se” que foram marcantes para nós porque fomos nós a decidir qual a opção. Casar com quem ou não casar mesmo. Emigrar ou não. Comprar casa ou aluga-la. Aceitar aquele trabalho ou recusa-lo. Ser responsável ou atropelar as leis e a moral. Nós fazemos parte da única forma de vida que vive das suas escolhas, que pode decidir: informar-se ou ficar no escuro, viajar ou ficar na aldeia, aprender ou não, amar o viver de si mesmo, fazer mudanças de caráter ou continuar assim.

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O cavalo é lindo (eu gosto muito de cavalos) mas nasceu cavalo e nem pensa em mudar, fica cavalo até o fim. Pode ser livre, mas se o prendem deixa-se conduzir também por uma garotinha e come o que lhe dão. O homem e a mulher têm o privilégio de saber mudar as coisas da vida e neste momento de pandemia, que não podemos sair, nem às vezes trabalhar ou ficar com a família, podemos decidir se devemos ser positivos e olhar o futuro com esperança ou deixar-nos andar e depois poder entrar em depressão.

Não podemos continuar a deitar a culpa aos outros ou a situações externas. Sim! sei que não é fácil (eu sofro a mesma problemática) mas temos de afastar-nos do dizer …”SE” e começar a criar, projetar, ser objetivos a olhar para frente e ver que há futuro. Só assim podemos fazer parte da Humanidade com cabeça levantada como os nossos ancestrais fizeram nos séculos passados.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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