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Sábado, Julho 24, 2021

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Saúde quer evitar intoxicações alimentares nas peregrinações a Fátima em 2017

O perigo de intoxicações alimentares durante as peregrinações a Fátima no Centenário das Aparições, em 2017, com a visita do papa, é uma das preocupações do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo.

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O coordenador da unidade de saúde pública, Rui Calado, disse à agência Lusa, à margem de um seminário para hoteleiros e restauração, que as intoxicações alimentares são uma “preocupação” do ACES Médio Tejo.

“Sabemos que os hoteleiros metem nas salas de refeição 500 a 600 pessoas. Basta ter um alimento que foi confecionado no mesmo recipiente e que está contaminado para ser potencialmente capaz de induzir doença em grande percentagem das pessoas que o comerem”, salientou o responsável.

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Considerando que uma situação destas seria “terrível para as pessoas”, Rui Calado alertou que seria também “terrível para as instituições, até porque os hotéis recebem pessoas de todo o mundo e estas coisas serão comentadas no mundo inteiro”.

“Queremos passar a imagem de um país desenvolvido, que sabe receber os seus turistas e os seus peregrinos e queremos que venham em segurança também na parte da alimentação”, adiantou o coordenador do ACES Médio Tejo, justificando a importância da realização do seminário “Peregrinações com saúde 2017”, dirigido a operadores da hotelaria e restauração.

A médica especialista em Saúde Pública, Lourdes Léon, alertou ainda para o perigo dos peregrinos que trazem comida de casa. “Há que ter cuidado de quem prepara o alimento, o tipo de comida que é confecionada e a forma como vai ser conservada para ser consumido”.

Esta médica alertou ainda para a “higienização das mãos”, pois “nem sempre é possível lavá-las antes de comer e há risco de contaminação”.

Daí que Rui Calado revele que irá reunir com os seus superiores e sugerir campanhas nacionais dirigidas aos peregrinos, para que eles “possam tomar conta de si próprios e percebam quais os riscos que enfrentam durante a sua peregrinação”.

A diretora executiva do ACES Médio Tejo, Sofia Theriaga, salientou que as “grandes organizações e instituições já têm a estrutura montada”.

“O sucesso também depende de cada um de nós e da nossa atitude, com pequenos gestos no nosso trabalho. É bom querer melhorar e aprender. Às vezes, é apenas sugerir: se está, calor deve levar uma garrafa de água e chapéu na cabeça”, adiantou a responsável.

Sofia Theriaga salientou que estas medidas não devem ser aplicadas apenas para a peregrinação de 12 e 13 de maio de 2017, que conta com a presença do papa Francisco no Santuário de Fátima, mas também para “todas as peregrinações”.

Nesse sentido, Rui Calado revelou que existe um “projeto especial de prevenção da doença do legionário para Fátima, para três anos, mas que será renovado, de identificação e de intervenção nas unidades hoteleiras”, assim como a ida de brigadas da saúde pública a vários restaurantes e hotéis.

O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, lembrou que Fátima tem vindo a aumentar o número de peregrinos, pelo que se tornou “um dos mais importantes e relevantes cartões de visita”. “A preocupação da saúde daqueles que vêm, tem de estar na nossa primeira linha de prioridade”, sublinhou.

Para o reitor, o Centenário das Aparições “potencia ainda mais o interesse de visita”, mas “o grande desafio são todos os dias do resto do ano”, em que Fátima continua a receber milhares de pessoas.

Também o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, lembrou que as “enchentes são já uma rotina”, cuja resposta tem sido conseguida.

“Qualidade” e “confiança” foram as palavras mais usadas por Paulo Fonseca, que disse estar já a pensar em 2018, pois acredita que em 2017 “vai correr tudo bem”.

“Queremos mostrar ao mundo uma Fátima de qualidade, porque queremos que o mundo continue a vir a Fátima”.

Agência de Notícias de Portugal

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