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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Saúde | Enfermeiros desmarcam greve convocada para 3 e 4 de novembro

Com o chumbo do Orçamento de Estado os sindicatos entendem que não existe neste momento "um interlocutor com poder de decisão", mas avisam que os enfermeiros estão "desmotivados e exaustos após dois anos de uma exigência e dedicação brutais, para ajudar a travar o crescimento da pandemia".

O Sindicato dos Enfermeiros (SE) anunciou hoje a desmarcação da greve convocada para 03 e 04 de novembro, na sequência do chumbo do Orçamento do Estado para o próximo ano, mas mantém as suas principais reivindicações.

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Face ao chumbo do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) e a previsível remarcação de eleições antecipadas para o início do próximo ano, “esta é uma forma de luta que, neste momento, perde relevância”, afirma o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Pedro Costa, citado em comunicado.

No entanto, “tal decisão não desvia o SE um milímetro das suas principais reivindicações: o reconhecimento e valorização dos enfermeiros”, assegura o dirigente sindical.

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Depois de uma reunião entre todos os sindicatos de enfermeiros, “a maioria das estruturas concordou que deixamos de ter um interlocutor com poder de decisão”, afirma Pedro Costa.

E, com o chumbo da proposta de OE2022, “é previsível que o primeiro trimestre de 2022 seja governado com recurso a duodécimos”, prossegue, salientando que isso significa que “não pode ser gasto nem mais um cêntimo do que a verba gasta em igual período” deste ano, “o que inviabiliza, até aprovação de novo orçamento, a satisfação das nossas reivindicações”, explica o dirigente sindical.

“Este é o momento de os sindicatos recentrarem a sua luta”, defendeu Pedro Costa.

“Queremos ouvir o que os partidos têm para nos dizer, de que forma pretendem valorizar a nossa profissão se forem empossados como Governo”, acrescenta, salientando que “não bastam as finais da Liga dos Campeões, as palmas à janela ou os votos de louvor em eventos públicos”.

Para o presidente do Sindicado dos Enfermeiros, “é fundamental que seja reconhecida, em letra de lei, a equiparação entre contratos CIT e CTFP, o pagamento dos milhares de horas extraordinárias ou a valorização da avaliação quantitativa dos profissionais de enfermagem”.

“Os enfermeiros estão cansados de promessas, estamos desmotivados, exaustos após dois anos de uma exigência e dedicação brutais, onde desempenhamos um papel fulcral para ajudar a travar o crescimento da pandemia de covid-19 em Portugal”, sustenta.

Além disso, a “taxa de absentismo entre os enfermeiros está a crescer de forma significativa porque muitos estão em risco de ‘burnout'”, alerta, defendendo a urgência em ajudar os profissionais do setor.

Pedro Costa teme que a ocorrência de um período de inverno muito rigoroso e exigente em termos de procura do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que “levem os enfermeiros à exaustão total e acabem por entrar de baixa”, agravando os serviços que “já de si estão deficitários de recursos humanos”.

O presidente do SE salienta não compreender como o Governo ainda em funções foi incapaz de resolver todos estes problemas, “quando até o vice-almirante Gouveia e Melo reconheceu que os enfermeiros foram o pilar do Serviço Nacional de Saúde nos últimos dois anos”.

Por isso, “esperemos que haja maior disponibilidade do próximo Executivo”, remata.

Agência de Notícias de Portugal

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