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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Sardoal | Universidade Sénior retomou atividade após ano e meio de interregno

A Universidade Sénior de Sardoal regressou à atividade no final de outubro. Após cerca de um ano e meio de interregno nas atividades letivas, a alegria de estar de volta iluminou os rostos de alunos, professores e promotores.

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Na sessão de abertura do ano letivo 2021/2022, a 22 de outubro, os 73 alunos da Universidade Sénior de Sardoal ficaram a conhecer os professores e as 19 disciplinas lecionadas. No retomar das atividades, passado mais de um ano com confinamentos pelo meio, “aquele primeiro dia foi de fortes emoções”, disse ao nosso jornal Miguel Borges, reitor da Universidade Sénior.

“A atividade da Universidade não esteve de todo parada, mas não é a mesma coisa, não há o calor humano, não há o sorriso, foi conduzido a uma percentagem ínfima daquilo que pode ser o trabalho da Universidade”, notou.

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Agora “foi ver muita alegria naqueles rostos, de nós dirigentes e promotores, dos professores e alunos com vontade de voltar a viver como verdadeiramente merecemos viver”, acrescentou Miguel Borges.

A Universidade Sénior de Sardoal regressou à atividade no final de outubro. Créditos: CMS

O ano letivo prossegue agora “com a normalidade possível. É claro que há um conjunto de regras que vamos ter de manter. Aliás há um conjunto de regras que vamos ter de manter por muitos e bons anos”, disse Miguel Borges.

Explicou que as regras estão definidas, designadamente quanto à higienização das mãos, o distanciamento social em algumas atividades, nomeadamente nas aulas de expressão física, nas quais “tem de haver um número mínimo de alunos” tendo em conta que “a pandemia não terminou e possamos estar em segurança”.

Nota que casos de infeção por SARS-CoV-2 continuam a acontecer e procedemos atualmente ao reforço da vacinação, precisamente porque “há risco”, afirma.

A Universidade Sénior de Sardoal regressou à atividade no final de outubro. Créditos: CMS

Naquela Universidade para “jovens com mais de 55 anos” como gosta de sublinhar o reitor Miguel Borges, frequentada este ano por 73 alunos, o objetivo principal é o envelhecimento ativo da população, uma finalidade claramente ultrapassada pela união de vidas, muitas vezes solitárias, que a Universidade representa.

É precisamente o convívio que leva os séniores até à Universidade, porque se os estudos, à primeira vista, parecem conclusivos, os anos de aprendizagem sucedem-se sem alunos com vontade de terminar e, naturalmente, sem a preocupação do mercado de trabalho. O momento agora é de socializar, embora com as “precauções” a que os tempos obrigam.

A Universidade Sénior de Sardoal regressou à atividade no final de outubro. Créditos: CMS

Mas a socialização é um fator essencial na vida dos idosos. Estudos mostram que os laços sociais construídos ao longo da vida revelam-se de extrema importância na terceira idade, mais do que a carreira profissional, o dinheiro ou a educação.

Sabe-se que o isolamento corrói a alma e o corpo. Com o aumento da esperança média de vida, a Europa, nomeadamente Portugal, ainda mais no Interior do País, observa a formação de uma multidão de gente solitária, isolada, abandonada à sua sorte. Daí o investimento nas pessoas que faz a Universidade Sénior de Sardoal, com uma única meta a atingir “serem felizes!”, referiu o reitor Miguel Borges.

A Universidade Sénior de Sardoal regressou à atividade no final de outubro. Créditos: CMS

A sessão terminou com um momento musical, a cargo do Grupo FM, no jardim do Cá da Terra, no qual a diversão e animação foram constantes. O evento, que decorreu no Centro Cultural Gil Vicente, contou com a presença do diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Santarém, Renato Bento.

A Universidade Sénior de Sardoal regressou à atividade no final de outubro. Créditos: CMS

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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