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Quarta-feira, Junho 16, 2021

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Sardoal | Trabalhadores tailandeses aprendem português para “integração na comunidade”

Um curso de Língua Portuguesa dirigido aos migrantes tailandeses que vivem e trabalham em Sardoal arrancou na segunda-feira no Centro Cultural Gil Vicente. Um projeto desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas de Sardoal em articulação com o Município. A ideia surgiu em março de 2020 aquando da visita do representante da Embaixada da Tailândia às instalações da empresa Buijnik, em Sardoal.

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A empresa Buijnink, instalada em Sardoal há mais de um ano, na antiga Sarplás, e filial da Buijnink International, conta com cerca de 80 trabalhadores, entre eles uma comunidade tailandesa (composta por 24 pessoas) que, ontem, iniciou a aprendizagem da língua portuguesa. O objetivo passa essencialmente pela “integração na comunidade” sardoalense.

No início do ano de 2020, exatamente a 5 de março, o Ministro Conselheiro da Embaixada da Tailândia, Kittipool Hongsombud, esteve em visita de trabalho ao Sardoal, para conhecer as instalações da empresa Buijnink Internacional, a laborar na vila desde final de 2019.

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Visita do Ministro Conselheiro da Embaixada da Tailândia, Kittipool Hongsombud, no dia 5 de março de 2020, para conhecer as instalações da empresa Buijnink Internacional, a laborar em Sardoal desde final de 2019. Créditos: CMS

Além de visitar a empresa, a comitiva, constituída também pelo empresário Leon Buijnink, foi conhecer o Centro Cultural Gil Vicente, o espaço Cá da Terra e esteve reunida nos Paços do Concelho.

Dessa reunião saiu o projeto de curso de Língua Portuguesa para a comunidade tailandesa. “O presidente da Câmara [Miguel Borges] tomou a iniciativa, sugerindo as aulas de português, a empresa concordou com a importância do projeto, que seria uma mais valia para a integração da comunidade tailandesa, até porque na empresa o assunto já havia sido falado e com a ajuda da Câmara foi mais fácil”, explicou Cátia Francisco da empresa Buijnik ao nosso jornal.

A comunidade tailandesa, através do projeto desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas de Sardoal em articulação com o Município, tem, então, aulas de português 3 vezes por semana, “às segundas, quartas e quintas, em horário pós-laboral, com início às 18h30, três horas por dia. Numa ação de 100 horas, divididas em quatro unidades de curta duração, com 25 horas cada”, explica ao mediotejo.net a diretora do Agrupamento de Escolas de Sardoal, Ana Paula Sardinha, estimando que a formação termine a 31 de julho.

Entendeu-se que a fluência na língua do país de acolhimento é uma condição indispensável para que estes cidadãos se tornem mais autónomos, uma vez que o seu desconhecimento se pode tornar sinónimo de desigualdade, fragilidade e vulnerabilidade. Nesse sentido, o Agrupamento de Escolas de Sardoal solicitou à Direção Geral da Educação autorização para a lecionação de uma ação de formação.

Assim, aprendem português 23 alunos de nacionalidade tailandesa “com vocabulário muito reduzido, mesmo em inglês e portanto não será tarefa fácil”, considera a diretora. Contudo a professora do Agrupamento designada para o Curso de Língua Portuguesa “tem experiência neste tipo de formação e estamos confiantes que corra bem”.

A necessidade foi identificada também pelo Agrupamento de Escolas de Sardoal notando que aquelas pessoas não estavam dotadas “das competências básicas de escrita e leitura” de português e Ana Paula Sardinha propôs “à tutela esta ação e foi aceite”, conta.

A frequência desta ação com aproveitamento dá-lhes equivalência ao nível A1 (elementar).

Visita do Ministro Conselheiro da Embaixada da Tailândia, Kittipool Hongsombud, no dia 5 de março de 2020, para conhecer as instalações da empresa Buijnink Internacional, a laborar em Sardoal desde final de 2019. Créditos: CMS

Recorda-se que a Buijnink International centra as suas atividades no sector de extração de cortiça, resina e apanha de outros produtos florestais, exceto madeira, tendo a sua sede localizada em São Teotónio, Odemira, onde labora há 12 anos.

A empresa Buijnink instalada em Sardoal, conta com um administrador holandês, e ali trabalham essencialmente com rama de eucaliptos, para fins ornamentais, sendo o principal destino da produção a exportação.

Até à compra por parte da empresa Buijnink as instalações industriais da ex-Sardan e ex-Sarplás, estiveram desativadas desde o encerramento da atividade da última empresa, sendo um espaço de memória e que durante muitos anos foi gerador de riqueza para as gentes do Sardoal. A aquisição foi formalizada através de escritura pública no dia 21 de maio de 2019.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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