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Sardoal | Tejo Ambiente aumenta água e saneamento em 3.33% e resíduos sólidos em 1.97%

Desde segunda-feira, 1 de março, que a tarifa da água e de saneamento aumentou em Sardoal. Na última sessão de Assembleia Municipal, o diretor geral da empresa intermunicipal Tejo Ambiente esteve presente e deu conta de um aumento na fatura da água e saneamento em 3.33% e de 1.97% nos resíduos sólidos.

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A última sessão de Assembleia Municipal de Sardoal contou com a presença do diretor geral da empresa intermunicipal Tejo Ambiente, José Santos, que deu conta do valor da taxa que vai aumentar a fatura da água, saneamento básico e resíduos sólidos no concelho de Sardoal, já a contar desde segunda-feira 1 de Março.

Em resposta ao deputado municipal eleito pelo Partido Socialista, Adérito Garcia, José Santos indicou que o aumento do tarifário para 2021 será de “3.33% de aumento para as atividades água e saneamento e 1.97% para a atividade resíduos sólidos” a acontecer a partir de 1 de março na Tejo Ambiente.

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A empresa intermunicipal, que abrange 108 mil habitantes e 77 mil alojamentos, tem por missão a gestão integrada e partilhada dos Sistemas de Abastecimento de Água, Resíduos Urbanos e Saneamento Básico daqueles seis Municípios, “de forma mais eficiente e ambientalmente sustentada”. Tem sede em Ourém e nela trabalham 125 pessoas.

José Santos (à direita) e Carlos Agostinho (à esquerda) diretor geral e diretor executivo da empresa intermunicipal, respetivamente. Foto: mediotejo.net

Sobre a faturação o engenheiro admitiu que cerca de 200 clientes da empresa Tejo Ambiente “tiveram faturas relativas a um período menor ou igual a 17 dias”, acrescentando “não ser esse o objetivo” da empresa intermunicipal.

Segundo José Sousa, “os escalões definidos tem por base um período de faturação correspondente a 30 dias. A leitura que se faz de uma fatura ou de um conjunto de faturas emitidas pela Tejo Ambiente deve ser feita neste sentido: num período de 365 dias correspondente a um ano ou 12 meses. Têm que ser faturados a cada utilizador que seja nosso cliente no dia 1 de janeiro daquele ano e simultaneamente no dia 31 de dezembro do mesmo ano, temos de ter emitido um conjunto de faturas, de preferência 12, que tenha contemplado 356 dias de tarifa fixa e o consumo de água consumido pelo utilizados durante o período de 365 dias”, explanou.

O responsável da Tejo Ambiente garantiu que “o grande objetivo da Tejo Ambiente é que as faturas saiam com leituras reais, em período de 30 dias”, no entanto, dado o processo de leitura manual, “não nos é possível garantir faturar sempre com 30 dias. Poderemos faturar com 28 ou com 32 dias”. Contudo, a administração da empresa afirma-se “afincada em normalizar este período de faturação”.

Recorde-se que alguns dos seis concelhos que integram a empresa Tejo Ambiente – para agregação dos sistemas de águas, saneamento e recolha de lixo dos concelhos de Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha – deram conta de erros de contagem nas faturas da água por parte da empresa intermunicipal Tejo Ambiente, o que originou contas “inflacionadas” imputadas aos consumidores.

Quanto à limpeza das fossas séticas, José Santos disse que  “a Tejo Ambiente tem no seu modelo financeiro contemplado o dever de efetuar até dois despejos de fossas séticas por ano a todos os munícipes que o requeiram mas que não tenham a rede de saneamento disponível. Quer dizer que a Tejo Ambiente deve satisfazer os pedidos dos munícipes para despejar a fossa até duas vezes por ano e aqui nada cobrará desde que a rede não esteja disponível. Nos outros casos não é assim, estando a rede disponível ao munícipe deve estar ligado à infraestrutura. Se não for assim pagará a respetiva solicitação de recolha do efluente da fossa”.

Indica que a Tejo Ambiente “efetuou cerca de 1699 despejos de fossa” no seu perímetro em 2020. “Isto correspondeu a 18% acima do valor comparativo à soma das atividades prestadas pelos respetivos municípios em 2019. Para o mesmo perímetro aumentámos a nossa prestação de serviço gratuita”, referiu.

Um ano depois do seu arranque, a empresa intermunicipal Tejo Ambiente, que agrega seis municípios do Médio Tejo, aprovou um orçamento considerado de 16 milhões e 629 mil euros.

O Orçamento para 2021 faz uma distinção entre os investimentos englobados ou a englobar nas candidaturas a fundos comunitários e os investimentos de carácter mais “operacional” e de menor expressão financeira, necessários para otimizar a atividade da Tejo Ambiente no imediato, por exemplo ao nível da satisfação do serviço prestado aos utilizadores.

No Município do Sardoal, o grande investimento é a empreitada já em curso para beneficiação do sistema de Saneamento de águas residuais de Cabeça das Mós, pelo valor 900 mil euros (+ IVA).

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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