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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Sardoal | Sucursal do Millennium bcp encerrou esta sexta-feira

A sucursal do Millennium bcp de Sardoal fechou as portas esta sexta-feira, 15 de dezembro, depois de ali ter funcionado e servido as populações do concelho durante cerca de 40 anos. São 1400 clientes do bcp de Sardoal. Apesar do encerramento, o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), confirmou ao mediotejo.net a manutenção de um serviço de proximidade através do balcão da Loja do Cidadão. A forma como o serviço de atendimento ao público vai ser prestado pelo banco ainda não foi comunicada à autarquia.

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A delegação do Millennium bcp em Sardoal encerrou no final do dia de hoje, sexta-feira, 15 de dezembro, confirmou ao mediotejo.net a instituição liderada por Nuno Amado.

Esta decisão foi previamente comunicada ao presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, com a justificação de não ser rentável uma vez que o balcão “tem cerca de 30 movimentos semanais”.

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“Fica sempre uma sensação de perda” mas perante o número de movimentos ao balcão “ficamos sem muita margem de manobra para que uma empresa privada se mantenha nestas circunstâncias no nosso território” referiu Miguel Borges.

No sentido de manter a proximidade daquele banco com os munícipes o presidente disponibilizou a Loja do Cidadão enquanto proposta de instalação e manutenção de um serviço de atendimento ao público, “mesmo funcionando num menor número de dias”, explicou, acrescentando que o Millennium bcp quer iniciar este novo modelo de atendimento dos seus clientes em Sardoal “já na próxima semana”.

Reunião de Câmara Municipal de Sardoal

O presidente adiantou que “os administradores do bcp visitaram a Loja do Cidadão e transmitiram à sua coordenadora que iam apresentar uma proposta à Câmara para que se mantenha o serviço de atendimento ao público em alguns dias por mês, num horário que entendam, a presença do banco no concelho”.

Questionado pelo mediotejo.net sobre os motivos que levam ao encerramento da sucursal o Millennium bcp indica ter “feito ao longo dos últimos anos um esforço grande de otimização da sua rede de distribuição física garantindo que as sucursais têm dimensão e rentabilidade suficiente para serem economicamente viáveis”.

A instituição bancária justificou a decisão dizendo que, por outro lado, “as sucursais circundantes são reforçadas com meios humanos e técnicos que permitam gerir um expectável maior afluxo de clientes e de negócio”.

Apesar do mediotejo.net ter questionado sobre se será mantido algum serviço de proximidade e atendimento ao público, seja através do balcão da Loja do Cidadão de Sardoal ou postos móveis de atendimento, o banco não respondeu.

Ainda segundo o Millennium bcp, a sucursal do Sardoal tem 3 colaboradores. “Um colaborador irá para a sucursal de Abrantes e os restantes serão distribuídos por sucursais circundantes da região de acordo com as necessidades de colaboradores identificadas nas sucursais”.

Quem não se conforma com o fecho do balcão é o presidente da junta de freguesia de Sardoal, Miguel Alves (PS) tendo o autarca apontado para “muitos prejuízos” ao nível do comércio local e lembrado a “relação histórica com a população e empresários” locais.

“Com este fecho e com os clientes a não irem ao banco que se situa no centro histórico de Sardoal, perde a dinâmica da vila e perde o comércio local, desde a restauração, aos supermercados, à farmácia e ao serviço de táxis. Não me conformo com este encerramento”, afirmou.

Miguel Borges informou a vereação do encerramento da sucursal do bcp, em Sardoal, durante a reunião de Câmara Municipal, na quarta-feira 13 de dezembro.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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