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Sardoal | Sem CLDS, Câmara assume financeiramente projeto Telecuidado

Após o fim do programa CLDS 3G, em setembro, a Câmara de Sardoal assume financeiramente o projeto Telecuidado que neste momento chega a 10 utentes do concelho, com um custo total de 160 euros mensais. A decisão foi aprovada por unanimidade esta quarta-feira, 28 de novembro, em reunião de executivo.

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O projeto Telecuidado vai ser assegurado pelo Município de Sardoal até que, provavelmente no inicio de 2019, surja o programa CLDS – Contratos Locais de Desenvolvimento Social 4G. A decisão foi aprovada em reunião de Câmara Municipal, esta quarta-feira, por unanimidade.

Trata-se de um projeto de “teleassistência que tem como objetivo ajudar idosos carenciados que vivem em situação de isolamento”, explicou ao mediotejo.net o presidente da autarquia Miguel Borges (PSD).

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Um idoso em dificuldades “carrega num botão que desperta numa central, acionando um conjunto de meios de proximidade” seja através de conversa telefónica no sentido de apurar a situação seja entrando em contacto com os familiares mais próximos, nota o autarca. “É uma forma de combater o isolamento destas pessoas”.

O projeto Telecuidado foi implementado no concelho através do CLDS 3G mas o programa terminou em setembro último e com esse fim, o financiamento. “Era um projeto para três anos e agora não faz sentido retirar os aparelhos às pessoas”, justifica o presidente.

Segundo Miguel Borges, o município já havia tentado implementar um programa semelhante “mas não foi muito bem aceite porque as pessoas achavam que estavam a ser controladas”.

Até que chegou o programa CLDS 3G. Com a finalidade de promover a inclusão social dos cidadãos através de ações, a executar em parceria, contribuindo para o aumento da empregabilidade, o combate das situações críticas de pobreza, especialmente a infantil, e da exclusão social em territórios vulneráveis, envelhecidos ou fortemente atingidos por calamidades.

Agora, perante uma nova realidade, a Câmara pretende “assumir a despesa [do Telecuidado], através do apoio à Associação de Assistência Domiciliária que desenvolvia o CLDS em articulação com Município, para que as pessoas possam continuar a ter esse serviço”, referiu o autarca, dando conta de “um possível projeto no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo”, ou através do CLDS 4G, uma vez que “há vontade do Governo que o programa continue no próximo ano”.

O CLDS 3G “foi um programa inovador que trouxe novas respostas que não haviam até então mas continuamos a ter loja social, apoio aos medicamentos, as cantinas sociais, apoio à alimentação e um conjunto de apoios que já tínhamos anteriormente”, indica Miguel Borges, dizendo que o programa visava também promover “o envelhecimento ativo, continuando a existir a Universidade Sénior”, ou seja, “alguns projetos que nasceram com o programa permanecem. As nossas respostas sociais vão continuar”, garante o presidente.

Embora estivesse prevista a continuidade do programa por mais seis meses, tal acabou por não acontecer. Miguel Borges explica que a prorrogação do prazo decorria do “não cumprimento dos objetivos e que houvesse margem financeira. O que aconteceu foi precisamente aquilo que não é costume: atingiu-se os objetivos dentro do prazo e com menos custos. Não foi necessário gastar todo o financiamento que havia para que o CLDS cumprisse as suas metas”.

Por isso o presidente acredita que no início de 2019 o Governo lance a 4ª Geração do programa.

Neste momento o projeto Telecuidado chega a 10 utilizadores de todo o concelho e o apoio do município cifra-se nos 160 euros por mês.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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