Sardoal | Santa Casa da Misericórdia avança com plano de reestruturação para dispensar trabalhadores

A Santa Casa da Misericórdia de Sardoal está a estudar a redução do seu quadro de pessoal e em cima da mesa encontra-se um plano de reestruturação que pode implicar rescisões por mútuo acordo ou um despedimento coletivo. Entretanto, 18 trabalhadores da instituição já foram contactados para ficarem “ao corrente da situação financeira” da instituição, disse ao mediotejo.net o provedor Anacleto Batista.

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A Santa Casa da Misericórdia de Sardoal prepara um plano de reestruturação da instituição com o objetivo de reduzir o quadro de pessoal, mas contrariamente ao que circula nas redes sociais o provedor da instituição, Anacleto Batista, nega qualquer despedimento e diz ser “mentira” a intenção de despedir “30” trabalhadores.

Sem rejeitar a necessidade de reduzir o número de recursos humanos – neste momento trabalham na Santa Casa 97 pessoas – admite que “foram contactados 18 trabalhadores” na eventualidade da instituição ter de estabelecer acordos com vista a rescisões ou mesmo um despedimento coletivo, mas “não há números fixados!”, assegura.

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Após a conclusão do plano de reestruturação “é que sabemos” o número de pessoas a dispensar. Para já, existe “uma intenção de realizar o equilíbrio financeiro” da Santa Casa sendo “incomportável manter os 97 trabalhadores porque, neste momento, representa quase um trabalhador por utente”, justifica Anacleto Batista, lembrando que a instituição tem 44 utentes em ERPI (Estrutura Residencial Para Idosos) com acordo com a Segurança Social, numa redução “de 16 utentes” por imposição da mesma Segurança Social.

Se “a situação não se reverter” ou seja, “se a Segurança Social não alargar o acordo para mais utentes, só há duas soluções: ou reduzimos o quadro de pessoal ou fechamos na totalidade”, garante o provedor, adiantando que os trabalhadores com contrato a prazo não verão os seus contratos renovados.

No entanto, nada é oficial neste momento, apesar do assunto circular pelas redes sociais e ser tema de conversa entre os trabalhadores da instituição. Por seu lado, o provedor dá conta da realização de reuniões na tentativa de encontrar uma solução para os problemas financeiros da Santa Casa de Misericórdia.

“Se houver despedimento coletivo não será para já. São processos que demoram tempo e exigem negociações. Com os trabalhadores da Creche [que encerrou no dia 31 de agosto por “incapacidade financeira”] as negociações demoraram 90 dias” tendo saído uma educadora e quatro ajudantes de ação educativa, lembra o provedor.

A valência de creche gerava “um prejuízo mensal na ordem dos 50 mil euros por ano” sendo que o total já contabiliza 260 mil euros, indica. Atento aos “rumores” Anacleto Batista lamenta que “ninguém critique a Segurança Social ou o Governo”.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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