Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quinta-feira, Agosto 5, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Sardoal | PSD diz que OE 2017 “é uma ficção” em Jornadas de Consolidação, Crescimento e Coesão

A vice-presidente do PSD, Teresa Morais, esteve no sábado em Sardoal na sessão das Jornadas Consolidação, Crescimento e Coesão (CCC) que decorreram no Centro Cultural Gil Vicente, tendo aquela responsável descrito o Orçamento do Estado para 2017 como uma “ficção” e disse que “o governo mente descaradamente”.

- Publicidade -

Em nota de imprensa de resumo das Jornadas CCC, pode ler-se que “quando o Governo afirma, no seu Relatório do Orçamento do Estado para 2017, que existe uma aceleração do crescimento, alicerçado no consumo privado, está a faltar à verdade”, refere a vice-presidente do PSD.

“Na realidade, o crescimento de 0,9% de 2016 está muito abaixo dos 1,6% alcançados no ano passado. E fica também aquém das estimativas de crescimento do próprio Governo: em abril, projetava 1,8% e, em outubro, reviu em baixa e previa 1,2%”. Lembrando as previsões da Comissão Europeia, conhecidas esta semana, a responsável do PSD apontou que “tanto 2016 como 2017 e 2018 poderão ser anos perdidos, se o Governo não alterar o rumo até aqui seguido e se as estimativas de crescimento de Bruxelas se confirmarem, uma vez que ficam abaixo do que Portugal alcançou no último ano da governação liderada pelo PSD”. E 2015 “foi o ano a seguir à conclusão do programa de ajustamento”, sublinhou.

- Publicidade -

psd5
Em 2016, referiu, o investimento “caiu abaixo de zero. O investimento público, aquele pelo qual clamavam os partidos da esquerda, cresceu 18,5% em 2015”, lembrou a vice-presidente do PSD, para “contrapor a realidade deste ano: uma queda de perto de 27% neste indicador”. Foto: DR

“A par do crescimento económico anémico e do aumento da dívida pública em mais de 12 mil milhões de euros, num ano, a realidade impõe uma leitura pessimista que o PSD não recusa”, defendeu Teresa Morais tendo questionado como “como é que o país vai sustentar a sua despesa, que aumenta sempre com este governo? Como é que se vai pagar a despesa, com o crescimento anémico?” A resposta, avançou, é “por via do agravamento da carga fiscal”.

Para 2017, segundo Teresa Morais, o caminho que o Governo seguirá deverá ser o mesmo. “E o Orçamento do próximo ano”, caracterizou a vice-presidente do PSD, “ilude as pessoas porque tem uma propaganda associada, optando por aumentar impostos indiretos, que são mais cegos e injustos mas menos evidentes. É também enganador, como já este ano se mostrou enganadora a ideia de que as famílias têm mais dinheiro, já que os números mostram que o rendimento disponível é de 1,3% em 2016, contra os 2,2% de 2015.

O PSD sabe que “o país devia estar a fazer reformas de fundo”, anotou ainda Teresa Morais, referindo-se aos exemplos da Segurança Social, do setor da saúde e da reforma fiscal abandonada e destacando que o país devia estar a reforçar o combate às desigualdades sociais.

psd2
Teresa Morais foi muito crítica relativamente ao atual Governo: “uma equipa que transformou em cortes permanentes as cativações dos diferentes ministérios, o que está a “impedir os serviços públicos de funcionar com normalidade”. Foto: DR

Pedro Pimpão falou do Orçamento do Estado para 2017 nas áreas da educação e da cultura, que descreveu como “uma desilusão”. Apontando que o ministério da Educação “está refém da Fenprof”, o deputado recordou que o Governo do PSD conseguiu reduzir o abandono escolar precoce em 15% e que a política educativa do atual governo é marcada por “cortes cegos” e atrasos nos pagamentos às escolas. “Tenho uma escola profissional no meu território que não recebe verbas desde dezembro do ano passado, verbas para transportes escolares e subsídios de alimentação que não chegam às famílias, aos pais, às crianças”, disse Pedro Pimpão.

psd1
A vice-presidente do PSD, Teresa Morais, esteve no sábado em Sardoal na sessão das Jornadas Consolidação, Crescimento e Coesão (CCC) que decorreram no Centro Cultural Gil Vicente. Foto: DR

O Orçamento para a Cultura é, de resto, inferior ao que o Governo do PSD dedicou a esta área, apesar das “artimanhas” do Executivo. Pedro Pimpão referia-se à inclusão da pasta da comunicação social e da RTP no ministério da Cultura. No caso da televisão pública, o deputado disse que o Governo pretende usar as verbas que existem através da contribuição audiovisual e “usá-las como almofada orçamental”, através do gabinete das Finanças. “Os riscos são a instabilidade e a governamentalização da RTP”, disse.

Para o deputado Duarte Marques, o Orçamento do Estado para 2017 “afeta o distrito de Santarém da mesma forma que prejudica todo o país, com o retrocesso em medidas para a redução do IRC. Com a agravante de que Santarém estava a crescer acima da média nacional, quando hoje o que se verifica é a paralisação de medidas positivas como os apoios do IEFP à contratação”.

psd3

Criticando fortemente a “falta de força” do PS Santarém junto do seu Governo, Duarte Marques voltou a afirmar que Santarém é o único distrito do país a ter ficado de fora do plano do Executivo para apoiar as perdas na sequência dos incêndios deste ano e na recuperação do capital produtivo. “O ministro [da Agricultura] não abriu um concurso para estas verbas”, afirmou, atribuindo à “incompetência” do gabinete o atual cenário, em que os concelhos de Sardoal, Abrantes e Salvaterra de Magos não podem concorrer àqueles apoios”.

No que à Saúde diz respeito, segundo o deputado, “a primeira grande crítica a fazer ao Orçamento é que, para o distrito de Santarém, afinal há menos dinheiro do que este ano”. O deputado natural de Mação disse ainda que “o único investimento que o distrito de Santarém deverá receber é aquele que o governo do PSD deixou planeado para o Hospital Distrital de Santarém”.

Na Educação, a situação é “igualmente preocupante, tendo em conta que o Governo não paga às escolas profissionais desde janeiro, devendo já 200 milhões de euros, afirmou. Trata-se da “política de desinvestimento”, disse, “refletida igualmente nas obras de que Santarém precisa, para tratar problemas como os da poluição em pontos do distrito, como Alcanena”.

Duarte Marques deixou ainda uma palavra sobre a cultura, “pasta em que o governo anterior trabalhou para melhorar Santarém. Todo o distrito merece ter capelas restauradas como o Sardoal tem”, afirmou Duarte Marques, recordando as “verbas na ordem dos quatro milhões de euros atribuídas pelo Executivo de Pedro Passos Coelho à recuperação de património do Médio Tejo”.

Coube a Nuno Serra, como presidente da Distrital do PSD Santarém, conduzir a sessão. O deputado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD lembrou aos presentes que o Orçamento de 2017 “vai definir o nosso futuro”, no sentido em que “as opções que a proposta do Governo traz vão condicionar o próximo ano”.

O que está em causa, disse, é o trabalho que fizemos nos últimos quatro anos”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome