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Sardoal | PS acusa PSD de “aliciar candidatos prometendo empregos”, presidente diz que é “falso” (C/ÁUDIO)

Em ano de eleições autárquicas, o vereador Pedro Duque, eleito pelo PS na Câmara de Sardoal, leu uma declaração política em reunião de executivo na qual acusa o PSD de aliciar candidatos prometendo empregos. Justifica a pertinência da intervenção pelo momento em que “muitas decisões têm de ser tomadas” no sentido de “entrarmos numa espiral de alguma possível lisura porque acho que estamos a começar menos bem”, disse, referindo-se a “alguns preparativos que se estão a fazer para as eleições autárquicas”. Em resposta, Miguel Borges nega e exige saber “a quem é que estamos a prometer seja o que for”.

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“Nos últimos meses temos assistido no concelho de Sardoal a um conjunto das já habituais movimentações e jogos de bastidores em vésperas de eleições autárquicas”, começou por dizer Pedro Duque, eleito pelo PS, na última reunião de Câmara Municipal de Sardoal, dia 24 de março.

Segundo o vereador socialista, “são por demais evidentes os indícios de que o presidente da Câmara e o partido pelo qual foi eleito continuam a usar e abusar dos já de si reduzidos meios e recursos do Município e do próprio cargo para o qual foram democraticamente eleitos, para com isso exercer pressão ou aliciar potenciais candidatos com promessas de emprego ou de qualquer outro tipo”.

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Considera “evidente uma clara tendência para dispor sem reserva dos meios do Município para com esta prática, se alargar a prole e com isto expandir o seu raio de influência junto dos eleitores sardoalenses”. Sem se mostrar surpreendido, manifestou “total reprovação” em “sede própria” na expectativa de “um ato de contrição e se perceba que se estão a ultrapassar limites muito para além do que é razoável e até legal”.

Após a ler a declaração política, Pedro Duque sugeriu ao presidente da Câmara, Miguel Borges (PSD), que não pedisse que “identifique ou que concretize” porque segundo afirmou “todos nós sabemos, os sardoalenses também sabem quais as questões que estão aqui inerentes. Portanto não faça essa habitual vitimização”.

OIÇA AQUI O VEREADOR PEDRO DUQUE

 

Em resposta, Miguel Borges manifestou-se perentório: “não faço ideia daquilo de que o senhor está a falar!”. Desafiando Pedro Duque a provar o que acabara de dizer, o presidente classificou a declaração política do vereador da oposição de “mau! É muito mau aquilo que o senhor está a fazer”, afirmou, referindo que nenhum eleito do PSD se revê nas declarações do vereador socialista.

“Aquilo que o senhor está a dizer é falso”, acrescentou o presidente, vincando que os eleitos do PSD “nunca” utilizaram “os meios do Município para fins que não sejam o proveito do próprio Município, a valorização e desenvolvimento do concelho”.

Recordando uma afirmação do deputado do PS, Adérito Garcia, em sede de Assembleia Municipal, relativamente a “obras feitas por interesse de alguns”, Miguel Borges exige que Pedro Duque especifique “de que forma estamos a utilizar o Município e a quem é que estamos a prometer seja o que for, sob pena de manchar completamente a sua credibilidade política. O senhor não pode vir para aqui dizer estas coisa e a seguir: não me peça para dizer quem é”, vincou.

OIÇA AQUI O PRESIDENTE MIGUEL BORGES

Apesar disso, Pedro Duque optou por não especificar a quem se referia a sua declaração política.

Miguel Borges, atual presidente da Câmara Municipal de Sardoal, é o candidato anunciado às eleições autárquicas pelo PSD. Pedro Duque, atual vereador eleito pelo PS, é o candidato dos socialistas nas eleições que vão decorrer este ano, sendo os dois nomes conhecidos até ao momento.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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