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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Sardoal | PS acusa executivo social democrata de ser “força de bloqueio” ao trabalho da Junta de Freguesia

Em ano de eleições autárquicas as discussões permanecem acesas nas reuniões de Câmara Municipal de Sardoal, desta vez, em causa, a declaração política do vereador eleito pelo PS, Pedro Duque, através da qual falou em ataques políticos. “Assistimos nos últimos dias a mais um ataque por parte do PSD de Sardoal, à pessoa do presidente da Junta de Freguesia de Sardoal, que, relembra-se, tal como os outros seus pares, foi democraticamente eleito pelos sardoalenses”, afirmou Duque. Em resposta, Miguel Borges (PSD) disse não entender a afirmação do vereador socialista, nomeadamente quando fala em “força de bloqueio”.

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O vereador socialista começou por reconhecer que “as redes sociais são um veículo de comunicação e de informação, cada vez mais importante, tal a facilidade de se lhe aceder e prontidão com que se carregam com novos conteúdos”. Portanto, reconheceu também “nas páginas institucionais, desde que assumidas, uma total legitimidade para a representação das suas instituições”.

Contudo, continuou Pedro Duque, “como se não bastassem os já ‘tradicionais’ afrontos nas páginas habituais, surgiu esta semana uma outra página que se assume gerida pelo PSD de Sardoal (pelo menos não houve até agora qualquer desmentido), cujo nome e objetivos assumidos estão diretamente ligados com Junta de Freguesia de Sardoal, visando o seu presidente atual”.

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“É evidente que o PSD de Sardoal nunca ‘perdoou’ ao PS de Sardoal ter recuperado a presidência da Junta de Freguesia de Sardoal, aliás, logo no discurso de vitória, o atual presidente da Câmara fez questão de particularizar e dizer que no dia seguinte começaria a campanha para recuperar a presidência da Junta de Freguesia de Sardoal. Como diz o povo se bem o disse, melhor o fez”, afirmou o eleito socialista e candidato às eleições deste ano.

O vereador Pedro Duque durante a reunião de Câmara realizada através de videoconferência. Créditos: mediotejo.net

Pedro Duque acusa a Câmara Municipal de Sardoal, e o seu presidente, durante este mandato, de “nunca conseguiram ver ou quiseram ver a Junta de Freguesia de Sardoal como um verdadeiro parceiro, com quem podiam estabelecer parcerias, quer funcionais, quer logísticas, tudo no interesse dos sardoalenses em geral e dos residentes na Freguesia de Sardoal em particular. Ao invés, a Câmara Municipal funcionou sempre como uma força de bloqueio às atividades e propostas que a Junta de Freguesia de Sardoal pretendia levar a cabo. Tudo servia de pretexto para impedir ou para criar obstáculos à realização das pretensões da Junta de Freguesia”.

Invocando a nova página do PSD de Sardoal “Freguesia de Sardoal – O Futuro somos nós” refere que “começa muito mal” apesar de se apresentar como sendo gerida “com rigor, verdade e transparência”. Aponta e critica o facto de o atual presidente da Junta de Sardoal “estar a exercer o cargo em regime de meio tempo, sugerindo algum aproveitamento pessoal do presidente de Junta, perante a eventual falta de necessidade deste encargo”.

Mas Pedro Duque nota que “para além de ser visível, evidente e na generalidade reconhecido o trabalho e o mérito da intervenção do Presidente da Junta de Freguesia de Sardoal, nas mais variadas áreas de atuação, proximidade, apoio associativo, modernização dos serviços, restauração e embelezamento dos espaços que tem a seu cargo…, etc, etc, etc, tudo isto com um dispêndio de tempo pessoal, muito para além do que é o horário de trabalho, o que é facto é que, por ter o Presidente em regime de meio-tempo, a Freguesia de Sardoal tem um encargo mensal acrescido na ordem dos 300 euros, pois como se sabe, qualquer presidente de junta de Freguesia, competente ou incompetente, presente ou ausente, ativo ou dormente, tem uma retribuição mensal de 280 euros”.

E acusa o PSD de Sardoal de “despudor” quando coloca “em causa esta opção do presidente da Junta de Freguesia de Sardoal, cuja mais-valia perante a qualidade de vida da população é evidente, quando o Município sob a sua presidência, dispõe de um gabinete de apoio com uma Chefe de Gabinete, uma Secretária, até há bem pouco com um Assessor (atual comandante dos Bombeiros Municipais) acrescido de um gabinete de comunicação com quatro elementos, sendo dois deles Técnicos Superiores de Design e outros dois de Técnicos Superiores de Imagem”.

Acrescenta que o PSD de Sardoal revela “para além de um tique absolutista, uma falta de sentido democrático e o desrespeito para com os candidatos aos restantes órgãos autárquicos concelhios, assumindo-os de forma arrogante e sobranceira, como seus, já conquistados”.

OIÇA AQUI A DECLARAÇÃO POLITICA DO PS

Por seu lado, o presidente da Câmara de Sardoal, Miguel Borges (PSD), recusou comentar “a disputa partidária” deixando-a “para outros fóruns que não uma reunião de Câmara”. Em resposta considerou não fazer sentido as questões trazidas por Pedro Duque para a reunião de executivo municipal.

E diz não perceber o que quis dizer Pedro Duque com “forças de bloqueio” embora reconheça que a Câmara e a Junta de Freguesia de Sardoal nem sempre estiveram de acordo. “Temos ideias diferentes para o território. Coisas que são da nossa competência e outras que são da competência do senhor presidente da Junta”, disse.

Miguel Borges considera “muito importante” o “respeito institucional e ideias diferentes” garantindo que o tratamento tem sido igual” aos vários presidentes de junta quer no apoio quer naquilo que o executivo municipal desaprova.

E sublinha que o vereador socialista “nunca viu o presidente de Câmara num órgão de comunicação social dizer mal e tratar mal [o presidente de Câmara] como o presidente da Junta já fez […] se houve alguém, que já veio para os órgãos de comunicação social falta ao respeito ao presidente de Câmara, não fui eu! Nem fui eu que nunca na vida, publicamente ou se calhar me privado, faltei ao respeito a qualquer representante institucional desta casa, entenda-se presidentes de junta”.

O presidente Miguel Borges durante a reunião de Câmara realizada através de videoconferência. Créditos: mediotejo.net

Borges lamentou ainda a referência ao gabinete de comunicação da Câmara, referindo ser “injusto”, lembrando o seu trabalho municipal ao serviço do concelho, colaborando também com as quatro juntas de freguesia, e criticou a “colagem ao staff político” do gabinete da presidência. Ou seja, à chefe de gabinete da presidência, secretária e assessor, todos cargos de nomeação política.

Relativamente a esse tema, Miguel Borges refere “ter direito enquanto presidente de Câmara” ao tal “staff” político, esclarecendo que “nunca o adjunto ficou ao mesmo tempo que a secretária do gabinete da presidência. Nunca houve coincidência dos três cargos”, frisou exigindo algum “rigor” tendo em conta a “responsabilidade institucional”.

Reconhecendo que o presidente da Junta de Sardoal tem legitimidade para estar a meio tempo, considerou que importa “perceber se valeu a pena ou não termos um presidente de Junta a meio tempo, coisa que não tivemos com os outros. Se calhar valeu, se calhar não valeu! Esse é um julgamento que os sardoalenses terão de fazer”.

OIÇA AQUI A RESPOSTA DO PRESIDENTE DA CÂMARA

A propósito das publicações do PS nas redes sociais, Miguel Borges mencionou a praia fluvial defendida para a barragem da Lapa e perguntou de que forma a oposição a tornaria exequível, relembrando que o executivo já recebeu uma carta da Agência Portuguesa do Ambiente proibindo a construção de uma praia fluvial nessa zona, quer a jusante quer a montante da barragem.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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