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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Sardoal | Próximo ano letivo arranca em setembro já na nova escola (C/AUDIO)

A Escola Básica 1, 2, 3 e Secundária de Sardoal irá acolher os alunos no novo edifício já em setembro, apesar da empreitada, no valor na ordem dos 5 milhões de euros, decorrer com um mês de atraso em relação ao inicialmente previsto. A garantia é dada pelo presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges (PSD). Em declarações ao mediotejo-net, o autarca dá ainda conta da publicação do aviso da abertura do procedimento para fornecimento de mobiliário escolar destinado à nova escola no valor de 183 735,50 euros.

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Uma “escola nova” em Sardoal sempre foi cavalo de batalha do presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges, e “se tudo correr como está previsto, em setembro o ano letivo começa no edifício novo” diz apesar da empreitada de requalificação da Escola Básica e Secundária Drª Maria Judite Serrão Andrade estar a decorrer “com um mês de atraso” em relação aos prazos inicialmente previstos, indica o autarca.

Entretanto, foi publicado em Diário da República o aviso da abertura do procedimento para fornecimento de mobiliário escolar destinado à Escola Básica 1, 2, 3 e Secundária de Sardoal no valor de 183 735,50 euros.

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“Mais um passo importante” considerou Miguel Borges. Significa “que estamos a chegar à fase final, e a aquisição do mobiliário escolar é fundamental” mesmo com alguns constrangimentos ligados à pandemia de covid-19, como a entrega de material, e também a certificação de algumas entidades explica o presidente da Câmara Municipal.

“As obras estavam para ser concluídas no final de dezembro de 2020. Acreditamos que em janeiro ou fevereiro de 2021 a obra estará concluída, não havendo surpresas nomeadamente quanto à entrega de equipamentos que chegam de outros países, fruto desta situação” de covid-19.

A empresa responsável pela obra havia garantido que durante o verão de 2020 a primeira fase da obra, com todos os edifícios escolares, estaria concluída para que a segunda fosse entregue no final do ano (o pavilhão gimnodesportivo), já com a primeira fase em funcionamento.

Isto porque a obra, com previsão de dois anos, está a ser realizada por fases. A escola nova terá a forma idêntica a um T, “o edifício novo surge sem demolição dos edifícios antigos principais” para que as aulas continuassem a funcionar dentro da normalidade, explicou o presidente. Até que chegou, em março último, a pandemia que encerrou os estabelecimentos de ensino.

Apesar disso, já estava previsto que apenas no final da obra fosse “demolido o edifício onde está o pavilhão polivalente, a cantina e o refeitório e aí nascerá o pavilhão polidesportivo” que servirá também a comunidade, uma lacuna que Sardoal tem neste momento.
Ou seja, “é possível que os alunos comecem as aulas no edifício novo, passando à última fase do processo de obra. Os serviços que estavam a ser prestados no polivalente passam a ser prestados no edifício novo” acrescenta.

A primeira fase do futuro Centro Escolar de Sardoal deverá ser inaugurado já em setembro. Foto: DR

Questionado sobre a transferência de competências na área da Educação para as autarquias Miguel Borges lembra que o Município de Sardoal, assumiu essas competências em 2009. “Fomos pioneiros em todo este processo. No dia 1 de janeiro de 2010 foram transferidas integralmente essas competências do Estado para a autarquia”.

O presidente esclareceu que no concelho “não há alterações no plano escolar” ou seja, “escolas para encerrar” lembrando que há 5 anos encerrou-se a escola básica em Alcaravela, “numa decisão unânime” por se entender que devido ao número de crianças, seria “preferível transportar as crianças, para lhes dar outra qualidade de ensino” uma vez que os alunos daquela freguesia teriam “um professor para os quatro níveis de ensino, ao mesmo tempo. Ora concentrando tudo numa escola só permite um professor para um nível, ou no máximo um professor para dois níveis de ensino” justifica. Aliás, o contrário pode estar agora a acontecer, porque segundo Miguel Borges, o Jardim de Infância da Presa conta com maior número de inscrições.

Para a nova escola, o investimento total, com equipamentos “ronda os 5 milhões de euros, financiado a 85% por fundos comunitários, há uma componente suportada pelo Ministério da Educação de 7,5% (200 mil euros) e outra de 7,5% suportada pelo Município”, detalhou, acrescentando que o investimento do Município ronda os 400 mil euros. Miguel Borges considera “uma obra comedida, à dimensão” de Sardoal.

Lembra que “foi uma luta” para conseguir uma nova escola em Sardoal, uma vez que “ficou de fora da Parque Escolar. Conseguimos então mais tarde”. A nova escola foi o assunto discutido entre o presidente e “o maior número de secretários de Estado e diretores regionais” com quem falou, assegura, “tentando sensibilizá-los para a necessidade da nossa escola. O jovem sardolense merece ter as mesmas condições e oportunidades de aprendizagem que tem um jovem de Cascais, Loures, Sintra, Lisboa, Porto… seja onde for”.

Miguel Borges defende para o interior do País “estruturas de educação de cultura, desportivas com qualidade”, também como forma de atração e fixação de residentes. “Ninguém se fixa numa terra pensando em constituir família, pensando em ter filhos, se não tiver uma boa resposta educativa. E essa boa resposta passa não só pelos excelentes professores, auxiliares, comunidade educativa mas também pelas condições dos equipamentos escolares”.

A tipologia do edifício da escola “está preparada para crescer, se for caso disso. Pensámos num projeto olhando para o futuro agindo no presente”, conclui. Atualmente a escola conta com cerca de 440 alunos.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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