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Quinta-feira, Setembro 23, 2021

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Sardoal | Provedor assume dificuldades financeiras da Santa Casa da Misericórdia

Os “problemas financeiros” da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal foram hoje reconhecidos pelo seu Provedor, Anacleto Batista, tendo o responsável admitido estar a efetuar o “pagamento dos salários aos trabalhadores de forma parcelar por imperativos de ordem financeira” não havendo, no entanto, ordenados em atraso.

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As declarações de Anacleto Batista surgem em reação à aprovação em plenário de trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de uma moção onde exigem o pagamento integral dos ordenados no final de cada mês e não em duas prestações, como tem sucedido há vários meses.

“Nós compreendemos a posição dos trabalhadores, mas não conseguimos [pagar de forma integral] e temos a necessidade imperiosa de fazer assim [o pagamento em duas prestações, uma no início do mês e o restante até ao dia 10 do mesmo mês], sendo certo que, neste momento, não há ordenados em atraso na instituição”, afirmou o responsável pela instituição de solidariedade social.

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Questionado sobre se a situação é para manter e previsivelmente por quanto tempo mais, Anacleto Batista disse que “a situação mantém-se até que se consiga alterar”, nomeadamente através de uma resposta que espera “célere e positiva” a um pedido de apoio no âmbito do plano de reestruturação em curso na instituição que tem hoje 70 funcionários de um total de 120 que já ali laboraram, e menos utentes, com redução de 60 para 44 pessoas em lar, e menos valências, com o encerramento definitivo da creche e fecho provisório do centro de dia.

O responsável assegurou que a Segurança Social “tem conhecimento que os salários dos trabalhadores estão a ser pagos de forma parcelar” e que “tudo se alterará se e quando a ajuda for concedida no âmbito do pedido de apoio efetuado ao Fundo de Socorro Salarial” e ao qual se aguarda resposta favorável para o saneamento financeiro da Santa Casa da Misericórdia.

Anacleto Batista, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal. Foto: mediotejo.net

Os trabalhadores da Misericórdia de Sardoal, reunidos em plenário, aprovaram na sexta-feira uma moção onde exigem o pagamento integral dos ordenados no final de cada mês e não em duas prestações.

“Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal, reunidos em plenário no dia 06 de agosto, vêm exigir junto da Mesa Administrativa da instituição o pagamento integral do seu vencimento no final de cada mês de trabalho e não em duas prestações, como tem vindo a acontecer”, pode ler-se na moção aprovada pelos trabalhadores.

No documento, subscrito por mais de duas dezenas de trabalhadores do total de 70 funcionários da instituição e que entregaram aos responsáveis da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal, é ainda exigido o “respeito pelas funções laborais constantes na legislação para cada categoria profissional e o respeito pelos horários de trabalho legalmente instituídos”.

A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) disse que “a moção resulta das preocupações, dos direitos e das necessidades de cada trabalhador em satisfazer os seus compromissos pessoais”, reclamando à instituição o “pagamento integral do ordenado ao fim do mês e não como tem vindo a ser, que é 50% no fim do mês e 50% dias mais tarde”, situação que decorre na Misericórdia de Sardoal desde dezembro de 2020.

Os trabalhadores exigem também o “respeito pelos conteúdos funcionais e pelos horários de trabalho”, uma situação agravada pela “exaustão física e mental” dos funcionários com uma “situação que se arrasta há vários meses, com ordenado pago aos soluços e menos trabalhadores” na instituição, disse Teresa Faria.

Trabalhadores da Santa Casa de Sardoal em protesto por condições salariais. Foto: DR

A dirigente sindical reiterou o “esgotamento”, as “necessidades” e o “cansaço” dos trabalhadores para afirmar a possibilidade destes realizarem “outras ações de luta”, e que, além de “uma participação à Autoridade das Condições no Trabalho” (ACT), vão “fazer chegar” as suas “preocupações” à União das Misericórdias e ao Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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