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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Sardoal | Projeto de artes participativas procura jovens para cinco criações artísticas

A Materiais Diversos procura pessoas entre os 15 e os 18 anos, residentes no concelho de Sardoal (mas também de Évora e Lisboa) interessadas em integrar o projeto de artes participativas e colaborar no desenvolvimento e apresentação pública de cinco criações artísticas.

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A Materiais Diversos abriu candidaturas para jovens e artistas dos distritos de Évora e Santarém para o projeto de arte participativa Dentes de Leão, que, até março de 2023, desafia a criação cultural em Évora e Sardoal. A associação cultural abriu duas convocatórias, uma para artistas e outra para jovens, para o projeto que vai decorrer entre janeiro de 2022 e março de 2023.

Segundo nota de imprensa, intervenientes de Sardoal e Évora, Lisboa, Reiquiavique (capital da Islândia) e Oslo (capital da Noruega) “vão participar em encontros informais, residências artísticas, oficinas e laboratórios e trabalhar em conjunto na criação e apresentação de projetos colaborativos”.

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Dentes de Leão é um projeto no âmbito das artes participativas que investe na população jovem de Sardoal (e Évora) para a capacitação e sustentabilidade destes territórios. Além do investimento na criação e programação, tem uma forte componente de desenvolvimento de públicos e proporciona formação avançada para artistas e mediadores culturais, apostando ainda na investigação, monitorização e avaliação.

Este projeto reúne várias instituições culturais: Materiais Diversos (Lisboa), Pó de Vir a Ser (Évora), Academy of the Senses (Reykjavik), Município de Sardoal, Culturgest (Lisboa), Município de Évora, OsloMet (Oslo), Instituto de História da Arte e Instituto de Comunicação da Nova (Universidade Nova de Lisboa), Universidade de Évora e Assimagra.

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Numa das convocatórias, aberta até 5 de janeiro de 2022, a Materiais Diversos procura jovens entre os 15 e os 18 anos, residentes no concelho de Sardoal (mas também de Évora e Lisboa), interessados em integrar o projeto e em “colaborar no desenvolvimento e apresentação pública de cinco criações artísticas”.

Propõem que os candidatos integrem um dos três grupos de jovens do projeto (Sardoal, Évora e Lisboa) para: Identificar temas, pessoas e lugares que pareçam importantes para as localidades; Discutir sobre a realidade dos territórios com os artistas e a equipa do Dentes de Leão; Selecionar quatro propostas artísticas que pareçam interessantes para desenvolver no Sardoal (e em Évora) e opinar junto dos artistas sobre o desenvolvimento dos seus projetos; Colaborar na organização das apresentações públicas (Évora, Sardoal e Lisboa); e Colaborar na avaliação do projeto.

O objetivo passa por aprender com os jovens a partir da sua visão das artes e da cultura, nomeadamente criar mais oportunidades para os jovens na área da cultura; criar espaços de diálogo e colaboração entre artistas e a comunidade; alimentar e dar visibilidade à vida cultural do Sardoal e de Évora; e realizar intercâmbios culturais entre Évora, Sardoal e Lisboa e entre Portugal, Islândia e Noruega.

Ao nosso jornal o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, explicou tratar-se de uma candidatura no âmbito do Connecting Dots – Mobilidade Artística e Desenvolvimento de Públicos. O concurso financia projetos desenvolvidos em parceira obrigatória entre entidades artísticas sediadas em Portugal, entidades artísticas dos países doadores (Noruega, Islândia e Liechtenstein) e municípios situados no território de baixa densidade ou regiões autónomas.

Num financiamento é de 85% das despesas elegíveis, num montante máximo por projeto de 400 mil euros e mínimo de 250 mil euros. Elegendo propostas com um período de execução compreendido entre 18 e 24 meses. No caso do Município de Sardoal representa um montante de 5 mil euros por ano em dois anos, num total de 10 mil euros.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SARDOAL, MIGUEL BORGES:

A outra convocatória dirige-se a artistas menores de 40 anos e naturais ou residentes nos distritos de Évora e de Santarém, que se podem candidatar até ao próximo dia 14 de dezembro, sendo, até dia 20, escolhidos 12 pela qualidade e potencial do portfólio apresentado, pertinência do projeto no seu percurso, relação com os territórios, motivação para as artes participativas, compreensão do âmbito e objetivos do projeto.

Os artistas selecionados para integrar o projeto terão uma primeira fase de formação e pesquisa, a decorrer de janeiro a maio de 2022, e uma segunda de criação e apresentação, de junho de 2022 a março de 2023.

Na primeira fase, os artistas participarão em dois laboratórios e duas residências partilhadas, apresentando seguidamente propostas concebidas para Sardoal (e também para Évora), as quais serão objeto de uma seleção, com a colaboração dos jovens, num encontro que se realizará em maio de 2022 na Culturgest, em Lisboa.

Desta seleção, resultarão cinco criações (uma delas de um artista da Islândia), a serem desenvolvidas ao longo da segunda fase, em residências artísticas no Sardoal (e em Évora). As apresentações acontecerão nos ciclos de artes participativas no Sardoal e em atelier aberto em Évora, ambas em outubro de 2022, e em Lisboa, em janeiro de 2023.

“Ao longo de todo o processo, será dada grande importância à participação dos jovens de Sardoal, Évora e Lisboa, a quem caberá mapear os territórios onde os projetos se irão desenvolver, partilhar inquietações e expectativas e colaborar com todos os artistas, pelo que se preveem encontros mensais (presenciais ou virtuais) entre estes intervenientes”, lê-se na mesma nota.

A Materiais Diversos é uma associação cultural sem fins lucrativos, criada em 2003, com a missão de promover a investigação e a criação artísticas, assim como sensibilizar diferentes públicos para as artes performativas, em especial a dança.

Esta missão concretiza-se através do apoio a diversos artistas e projetos, do Festival Materiais Diversos e de um programa de Desenvolvimento de Públicos, nos municípios de Alcanena e do Cartaxo.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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