Sardoal | Peregrino alemão será acolhido no Centro de Férias do Codes “se quiser ficar”, diz autarca

O peregrino alemão tem utilizado os fontanários públicos do Sardoal para a sua higiene básica. Foto: DR

Em Sardoal encontra-se um peregrino que se dirige a Santiago de Compostela, em Espanha. É alemão, chegou a Portugal via Ayamonte, com passaporte de peregrino, tendo os seus caminhos passado já por Roma, Lourdes, Fátima ou Assis. O percurso foi agora interrompido pela pandemia de covid-19. Nos últimos dias tem pernoitado nas antigas bombas de combustível Avia, com autorização dos proprietários, e utiliza os fontanários da vila para a sua higiene pessoal. A situação está a causar celeuma entre os sardoalenses mas o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges, garante que o caso está a ser acompanhado pelas autoridades e diz que, se for vontade do peregrino, durante o Estado de Emergência, poderá ser acolhido no Centro de Férias do Codes.

No Sardoal costuma-se dizer que “ninguém é de fora”, mas nos últimos dias a presença de um estrangeiro na vila tem incomodado alguns sardoalenses. Trata-se de um peregrino alemão, que estava a caminho de Santiago de Compostela, em Espanha, e que de momento está a pernoitar nas instalações das antigas bombas de combustível Avia, sem grandes condições sanitárias.

O presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, avançou ao mediotejo.net que “se for vontade do peregrino ficar em Sardoal” durante o Estado de Emergência “irá para o Centro de Férias do Codes e através da Segurança Social receberá o devido apoio”.

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A Guarda Nacional Republicana está a acompanhar o caso e “a recolher dados de identificação” da pessoa em causa e uma “nova abordagem será feita hoje”, assegurou o presidente ao nosso jornal. “Aparentemente o peregrino estava de passagem e segundo a GNR a sua vontade é seguir caminho. As autoridades estão neste momento a analisar essa possibilidade”, no entanto, “os planos de contingência preveem situações de vulnerabilidade social, seja um peregrino ou um sem abrigo. Vamos ver qual é a expectativa do peregrino”, diz o presidente, estando, portanto, o caso em avaliação.

Miguel Borges lembra que “não é a primeira vez que acontece” uma situação desta natureza. “Normalmente são recebidos ou no quartel dos Bombeiros ou na Santa Casa da Misericórdia, mas devido às contingências da pandemia, até porque não sabemos se [os errantes] estão contaminados, não pode ser. Neste momento nem os familiares fazem visitas na Santa Casa da Misericórdia e no quartel dos Bombeiros só entram bombeiros”, explica.

Questionado se o peregrino tem a possibilidade de fazer o teste à covid-19, a resposta é negativa. “Não há forma de fazer o teste. Se fosse institucionalizado teria de o fazer, caso contrário só por indicação médica”, explica Miguel Borges.

Nesta Semana Santa, e falando em peregrinação, recorda-se que para os cristãos entre as catorze obras de misericórdia contam-se três de importância vital: “dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede e dar pousadas aos peregrinos.”

A solução encontrada pela autarquia passa pela antiga escola primária transformada em campo de férias. “Com instalações preparadas para qualquer situação de emergência, onde pode tomar banho, fazer comida e dormir numa cama” enquanto for necessário. É um equipamento de partilha intermunicipal e, “neste momento, temos de nos ajudar uns aos outros”, reforça o autarca.

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