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Sardoal | ‘Oficina do Reformado’ apoia idosos com serviço gratuito de reparações domésticas

Apesar da pandemia, a Junta de Freguesia de Sardoal mantém ativa a Oficina do Reformado. Um serviço social disponível à população idosa, reformada, e mais desfavorecida financeiramente. Desde agosto de 2018 que o mesmo está disponível para resolver “pequenas reparações domésticas ao domicílio” ao nível de canalização, carpintaria, eletricidade, entre outros.

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A Oficina do Reformado mantém-se no ativo e tem mostrado ser um serviço “funcional”, diz ao mediotejo.net o presidente da Junta de Freguesia de Sardoal. Mesmo com a situação pandémica, durante o ano passado o serviço social manteve-se mas “os pedidos reduziram em 2020”, reconhece Miguel Alves, embora “tenham utilizado o serviço de entrega porta a porta de medicamentos, de bens essenciais e ração para animais” implementado igualmente pela Junta no âmbito das medidas de apoio devido à covid-19.

No entanto, quanto à Oficina do Reformado, os fregueses que utilizam o serviço desde 2018 “repetem. Ou para mudar uma mesa grande, ou para arranjar uma janela empenada, ou uma torneira que verta água. Sabem que existe e telefonam ou vão à Junta” solicitar esse apoio. Os utilizadores manifestam-se “muito agradados”, assegura. A Freguesia de Sardoal conta com cerca de 2300 habitantes, de uma população “envelhecida”, nota.

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Trata-se de um serviço gratuito prestado pela Junta de Freguesia de Sardoal que “assenta em cinco grandes pontos: carpintaria, eletricidade, canalização, serralharia e serviços de pedreiro”, explica Miguel Alves. Os fregueses que podem aceder a estes serviços têm de preencher alguns requisitos como “ter idade igual ou superior a 65 anos, ser pensionista ou reformado e possuírem carências económicas”, acrescentou o presidente.

Conta que a divulgação faz-se basicamente através “do boca a boca” embora a Junta de Freguesia tenha procedido à distribuição de flyers, pela população, informado nas redes sociais e na página da Junta de Freguesia. Também no Natal de 2019 “no postal que entregámos a cada um dos fregueses de Sardoal divulgámos o serviço” da Oficina do Reformado, conta.

Durante o atual confinamento “ainda não fomos solicitados. As pessoas têm evitado pedir o serviço, até por bom senso. Mas se for solicitado antes de irmos a casa das pessoas, a Junta pedirá um parecer à Direção Geral da Saúde”, assegura o presidente.

A ideia da Oficina do Reformado surgiu tendo por base o diagnóstico social da freguesia de Sardoal, o qual refere que uma considerável percentagem da população residente se encontra na faixa etária dos 65 ou mais anos, 25,8%. Tendo em conta que “a população idosa é uma das camadas sociais mais desprotegidas e mais abrangidas por situações de isolamento”, a Junta, por si, “ou em parceria com outras entidades que desejarem colaborar e fazer parte do projeto de solidariedade social, pretende minimizar tal situação, congregando vontades e criando respostas renovadas em beneficio da população reformada da freguesia”, pode ler-se no preâmbulo do regulamento.

Os funcionários da Junta de Freguesia “realizam esses pequenos arranjos consignados ao espaço interior, e eventualmente algum serviço no exterior” desde que aprovado pelo presidente da Junta de Freguesia, que acredita ficarem os seus fregueses “agradecidos por terem alguém que de uma forma totalmente gratuita” encontre solução para estes problemas.

A Junta possui para tal “técnicos especializados como carpinteiro, pedreiro, canalizador”, adianta. O atendimento será “por ordem de chegada tendo em conta a situação mais urgente, de maior gravidade e risco”, refere Miguel Alves.

As pessoas podem solicitar os serviços através de telefone ou de e-mail. Mediante os pedidos de apoio “serão analisados, no sentido de verificar se estão preenchidos os requisitos para a realização do serviço”.

A Oficina do Reformado está “para durar”, pelo menos, durante o mandato de Miguel Alves, sendo um serviço “apenas de mão de obra, não fornece o material. Faz a compra o requerente… gastaríamos, mas a Junta de Freguesia não tem essa disponibilidade financeira”, nota.

No entanto, segundo o regulamento “em situações de carência financeira e devidamente comprovada, os materiais são adquiridos pela Junta de Freguesia”.

O autarca entende ainda que “a implementação deste serviço gera uma maior proximidade entre a Junta de Freguesia e a comunidade sénior, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida através da satisfação de algumas necessidades básicas relacionadas com o conforto e a segurança das suas habitações”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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