Sardoal | Oficina do Reformado ajuda idosos desfavorecidos nos serviços domésticos

Carpinteiro. Imagem ilustrativa. Créditos: Pixabay

A iniciativa é da Junta de Freguesia de Sardoal, e foi aprovada pelo executivo socialista na segunda-feira, 27 de agosto. A Oficina do Reformado, que entra esta terça-feira (28) em vigor, pretende ser um serviço social de “pequenas reparações domésticas ao domicílio” de canalização, carpintaria, eletricidade, entre outros, à população idosa, reformada, e mais desfavorecida financeiramente da vila de Sardoal.

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Trata-se de um serviço gratuito prestado pela Junta de Freguesia de Sardoal que “assenta em cinco grandes pontos: carpintaria, eletricidade, canalização, serralharia e serviços de pedreiro”, explica ao mediotejo.net o presidente da Junta de Freguesia de Sardoal, Miguel Alves. Os fregueses que podem aceder a estes serviços têm de preencher alguns requisitos como “ter idade igual ou superior a 65 anos, ser pensionista ou reformado e possuírem carências económicas”, acrescentou o presidente.

A ideia da Oficina do Reformado surgiu tendo por base o diagnóstico social da freguesia de Sardoal, o qual refere que uma considerável percentagem da população residente se encontra na faixa etária dos 65 ou mais anos, 25,8%. Tendo em conta que “a população idosa é uma das camadas sociais mais desprotegidas e mais abrangidas por situações de isolamento”, a Junta, por si, “ou em parceria com outras entidades que desejarem colaborar e fazer parte do projeto de solidariedade social, pretende minimizar tal situação, congregando vontades e criando respostas renovadas em beneficio da população reformada da freguesia”, pode ler-se no preâmbulo do regulamento.

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Miguel Alves, presidente da Junta de Freguesia de Sardoal. Créditos: JF de Sardoal

Em 21 anos de profissão como gerente bancário, Miguel Alves diz ter tido “a sorte de conhecer muito bem a zona de Sardoal, Abrantes, Vila de Rei e Mação” áreas onde trabalhou adquirindo o conhecimento das carências económicas da população. Talvez por isso, “quem fica abalizado para analisar as dificuldades económicas é o presidente”, refere.

E Miguel Alves dá exemplos: “Um móvel que precisa de ser mudado e a pessoa tem 80 anos e não consegue, os estores de uma janela que estão para baixo, colocação de puxadores, substituição de tomadas de eletricidade”.

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Os funcionários da Junta de Freguesia “realizam esses pequenos arranjos consignados ao espaço interior, e eventualmente algum serviço no exterior” desde que aprovado pelo presidente da Junta de Freguesia, que acredita ficarem os seus fregueses “agradecidos por terem alguém que de uma forma totalmente gratuita” encontre solução para estes problemas.

A Junta possui para tal “técnicos especializados como carpinteiro, pedreiro, canalizador”, adianta. O atendimento será “por ordem de chegada tendo em conta a situação mais urgente, de maior gravidade e risco” refere Miguel Alves.

Para dar conhecimento à população deste serviço social, “vão ser distribuídos flyers pela população e colocados em estabelecimentos comerciais, colocadas também informações nas redes sociais, na página da Junta de Freguesia”. Depois disso, as pessoas podem solicitar os serviços através de telefone ou de e-mail. Mediante os pedidos de apoio “serão analisados, no sentido de verificar se estão preenchidos os requisitos para a realização do serviço”.

A Oficina do Reformado será “para durar”, pelo menos, durante o mandato de Miguel Alves. “Enquanto o Executivo estiver no ativo e a laborar vai decorrer e é para continuar”, sendo um serviço “apenas de mão de obra, não fornece o material. Faz a compra o requerente… gastaríamos, mas a Junta de Freguesia não tem essa disponibilidade financeira”, nota.

No entanto, segundo o regulamento “em situações de carência financeira e devidamente comprovada, os materiais são adquiridos pela Junta de Freguesia”.

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O autarca entende ainda que “a implementação deste serviço gera uma maior proximidade entre a Junta de Freguesia e a comunidade sénior, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida através da satisfação de algumas necessidades básicas relacionadas com o conforto e a segurança das suas habitações”.

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