Sardoal | Obras nas Piscinas Municipais Descobertas encarecem 100 mil euros

Piscinas Descobertas de Sardoal estão em obras de beneficiação até ao final deste mês de julho. Foto: mediotejo.net

A Câmara Municipal de Sardoal aprovou por unanimidade a alteração a um empréstimo para cobertura de necessidades de investimento. Em causa o acréscimo financeiro de 100 mil euros nas obras nas piscinas municipais descobertas, num investimento inicialmente previsto de 300 mil euros. As obras deverão estar concluídas em julho e o equipamento poderá abrir ao público em agosto.

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O empréstimo aprovado para cobertura de necessidades de investimento, no valor total de 654 mil euros, além do reforço financeiro para a requalificação da piscina, servirá agora para a pavimentação de Santiago de Montalegre, beneficiação das condutas (cerca de 350 mil euros) e para a obra do talude na entrada da vila (cerca de 103 mil euros). Inicialmente o empréstimo tinha sido contraído para as obras na piscina e para uma intervenção nos passeios da zona histórica da vila de Sardoal, naquela que seria a segunda fase da obra.

Mas afinal, outras prioridades obrigam a esta alteração. Sabe-se agora que as obras de requalificação das Piscinas Municipais Descobertas de Sardoal vão custar mais 100 mil euros, estimando-se um custo final de 400 mil euros que o Município terá de suportar, e por isso reforçar o excedente, uma vez que o investimento tinha sido orçamentado na ordem dos 300 mil euros.

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A esse propósito, na última reunião de Câmara Municipal, dia 18 de junho, o executivo aprovou por unanimidade a alteração a um empréstimo para cobertura de necessidades de investimento, uma vez que o programa BEM apenas contempla 60% de financiamento, “cerca de 180 mil euros e o restante é um esforço financeiro do Município”, esclareceu o presidente Miguel Borges (PSD) explicando ao vereador Carlos Duarte, eleito pelo Partido Socialista, que esse acréscimo no orçamento “não terá comparticipação” mas “a obra não pode ser deixada a meio”.

Piscinas Descobertas de Sardoal estão em obra até julho deste ano 2020. Foto: mediotejo.net

Depois de o Município de Sardoal ter apresentado uma candidatura ao programa de Beneficiação de Equipamentos Municipais (BEM) para a reabilitação das Piscinas Municipais Descobertas, a empreitada iniciou com um prazo de seis meses para execução (físico e financeiro), não sendo passível de renovação.

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A intervenção deveria estar concluída a 1 de abril de 2020, mas tal não aconteceu, com derrapagem dos prazos de conclusão devido a atraso na entrega de alguns equipamentos e em novos problemas para resolver em obra, mas também com um custo da empreitada superior ao inicial.

O BEM, que visa a celebração de contratos-programa entre a administração central e as autarquias locais, é então especificamente dedicado aos municípios do interior para beneficiação de equipamentos e imóveis de interesse municipal, num apoio que não pode ultrapassar os 300 mil euros.

“Numa piscina como a de Sardoal com bastantes anos em que nada foi feito, muitas vezes quando se começa em obra vai-se encontrando outras necessidades de intervenção”, justificou o presidente Miguel Borges, falando em “muitas perdas de água”.

O presidente explica que “há um ponto de partida que é o projeto de reabilitação mas depois durante o decurso da obra – e a lei permite que assim seja – há um conjunto de trabalhos a mais que vão surgindo. Estamos a falar de uma piscina, quando se levanta a tela afinal o número de ruturas são mais do que aquelas que pensávamos existir”.

O programa BEM lançado pelo Governo em junho de 2018 destina-se à valorização de infraestruturas e equipamentos dos municípios do interior e conta com uma dotação de 3,5 milhões de euros, no âmbito da Cooperação Técnica e Financeira entre a administração central e as autarquias.

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Miguel Borges assegura que esta obra nas piscinas descobertas “faz falta” porque aquele equipamento “muito antigo e desadequado” apresentava “enormes perdas de água”. O autarca justifica a decisão por se tratar “de um equipamento com muitos anos”, e com “poucas” melhorias desde a sua construção inicial.

Ora, o programa BEM permite a introdução de medidas “de eficiência energética, para limitar as perdas de água e para melhoria nas mobilidades”, indica Miguel Borges, dando conta que “também os balneários e sanitários” são alvo de requalificação no sentido de “dar uma melhor resposta a quem utiliza durante o verão”.

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