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Sábado, Outubro 23, 2021

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Sardoal | Obras na Escola ‘derrapam’ 512 dias com conclusão prevista para 2022

A segunda prorrogação de prazo de conclusão da empreitada da Escola Básica 1, 2, 3 e Secundária de Sardoal foi aprovada por maioria em reunião de executivo. A Escola conta agora com 512 dias de atraso em relação ao prazo de conclusão inicialmente estabelecido.

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A primeira prorrogação de prazo da empreitada de requalificação da Escola Básica e Secundária Drª Maria Judite Serrão Andrade, em Sardoal, ou seja o plano de trabalhos ajustado, foi aprovada pelo Partido Social Democrata (PSD) com os vereadores eleitos pelo Partido Socialista a votar conta, em dezembro de 2020. Na altura, a inauguração estava prevista para agosto de 2021 o que motivou criticas por parte dos vereadores do PS uma vez que cairia em cima das eleições autárquicas.

Tal não aconteceu. A empresa volta a pedir uma segunda prorrogação de prazo de conclusão da empreitada da Escola Básica 1, 2, 3 e Secundária de Sardoal. A primeira prorrogação foi de 285 dias sendo a segunda de 227, ou seja até abril de 2022.

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“Foi-nos pedido pela empresa uma prorrogação do prazo de 227 dias tendo em consideração as dificuldades de aquisição de material sem garantias de prazos de entrega por parte dos fornecedores, dificuldade na correta execução dos trabalhos devido à situação provocada pela pandemia de covid-19 obrigando a frequentes paragens das equipas e no fornecimento de materiais, dificuldades na contratação de mão de obra qualificada”, explicou o presidente Miguel Borges.

ÁUDIO | MIGUEL BORGES, PRESIDENTE CM SARDOAL:

Segundo o autarca trata-se de uma situação que “não nos agrada absolutamente nada” manifestando querer que “a escola entre na normalidade” e que a “conclusão da obra seja feita o mais rapidamente possível”.

No entanto, justifica, “é perfeitamente aceitável” a prorrogação do prazo por um período de 227 dias “sabendo o que se passa em outros municípios e em outras obras”, acrescentou.

Mas para os vereadores do PS esta segunda dilatação do prazo “acaba por ser uma grande discrepância em relação ao período inicial”, disse Pedro Duque manifestando-se “sensível” aos argumentos apresentando, optando o eleito socialista pela abstenção.

ÁUDIO | PEDRO DUQUE, VEREADOR PS CM SARDOAL:

Miguel Borges garante que o executivo de maioria PSD reuniu com a empresa no sentido de conseguir um prazo mais curto, tendo esta manifestado impossibilidade no cumprimento desse pedido “atendendo ao panorama atual nacional”.

O presidente diz que a não aprovação desta segunda prorrogação seria “muito mais prejudicial para os trabalhos”. A prorrogação por mais 227 dias para conclusão da empreitada da Escola de Sardoal foi então aprovada pela maioria com três votos favoráveis de duas abstenções dos vereadores socialistas.

A obra tinha uma previsão de construção de dois anos, concretamente 730 dias. A primeira fase da obra, com todos os edifícios escolares, deveria estar concluída no verão de 2020 para que a segunda fosse entregue no final desse ano (o pavilhão gimnodesportivo), já com a primeira fase em funcionamento. Mas assim não aconteceu, tal como a segunda data de conclusão, apontada para o mês passado, contabilizando 512 dias de atraso na empreitada da Escola.

Em Sardoal, o investimento total na nova escola, que com equipamentos ronda os 5 milhões de euros, é financiado a 85% por fundos comunitários, havendo uma componente suportada pelo Ministério da Educação de 7,5% (200 mil euros) e outra de 7,5% suportada pelo Município, cerca de 400 mil euros.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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