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Sardoal | Obra de beneficiação do SAR de Cabeça das Mós já arrancou e dura um ano

Já arrancou a obra de beneficiação do Sistema de Drenagem de Águas Residuais (SAR) de Cabeça das Mós, Sardoal, no valor de mais de 800 mil euros e prazo de execução de um ano, deu conta o presidente da autarquia, Miguel Borges, em reunião de executivo.

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O procedimento foi aberto pela Tejo Ambiente – Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo, com um valor base de 821.678,61 euros. A empreitada tem um prazo de execução de 365 dias, e prevê a beneficiação do Sistema de Drenagem de Águas Residuais (SAR) de Cabeça das Mós. Trata-se de uma intervenção com financiamento em 85% do PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, com uma componente nacional na ordem dos 123 mil euros.

A empreitada de beneficiação do Sistema de Drenagem de Águas Residuais contempla a “construção de um coletor de esgotos e de uma conduta elevatória a ser colocada na zona norte” da aldeia, bem como “arruamentos” da competência da Câmara deu conta o presidente.

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O Executivo Municipal aguardava que “esta obra se fizesse para pôr novo pavimento em alguns locais, quase em toda a aldeia”, avançou Miguel Borges (PSD).

Isto porque Cabeça das Mós tem duas ETAR e o Município pretende anular uma delas e construir uma nova “com mais capacidades, e depois o sistema vai bombear de uma zona de Cabeça das Mós para a nova ETAR. O que queremos é encerrar a zona norte de Cabeça das Mós com o esgoto e fica praticamente toda a aldeia beneficiada”, destacou.

O projeto está ligado a uma candidatura que o Município apresentou ao PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, que ronda os dois milhões de euros para cinco intervenções a realizar no concelho. O caso da reformulação do sistema de adução à localidade de São Simão, da reformulação do sistema de adução à localidade de Valhascos, remodelação e beneficiação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Panascos e remodelação e beneficiação da ETAR de Vale das Onegas.

Miguel Borges nota que a candidatura foi proposta pela “nova empresa intermunicipal de gestão de água em baixa, integrada por seis municípios do Médio Tejo”.

Na última sessão de Câmara Miguel Borges falou ainda sobre a fatura da água cobrada pela empresa Tejo Ambiente, dando conta de faturas que não correspondiam a leituras reais – apenas por estimativa – procedimento do qual decorreram faturas de valores inferiores ao consumo real e com valores muito elevados devido aos acertos.

“Não há surpresa nenhuma em relação ao tarifário, ou seja, os elevados valores que apareciam na faturação não tinham a ver com o aumento do tarifário mas sim com uma má leitura” critica.

Segundo Miguel Borges “as leituras não eram feitas corretamente nem atempadamente o que provocou que as pessoas tivessem um acumular de valores de todo dispensável” disse esperando que a situação seja regularizada.

O presidente fez notar que a empresa Tejo Ambiente existe para “servir os municípios, a competência é dos municípios, as câmaras municipais são responsáveis, os problemas temos de ser nós a resolver, a empresa é nossa”.

Miguel Borges diz continuar a acreditar na “mais valia” da Tejo Ambiente. “Esta obra feita em Cabeça das Mós nunca teria financiamento comunitário se não fosse enquadrada nesta escala que é dada pela intermunicipalidade. Aliás neste âmbito a União Europeia só financia a partir de uma determinada escala, que isoladamente não temos. Daí a constituição desta empresa ser benéfica para municípios pequenos como Sardoal” considera.

A pavimentação, no entanto, será “com os fundos próprios do Município” uma vez que não há financiamento comunitário.

O presidente falou num investimento de mais de 20 milhões de euros nos seis municípios, dando relevo às candidaturas a fundos europeus, tendo em conta os elevados valores.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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