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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Sardoal: O mundo sentou-se ao piano e veio para ficar (Multimédia)

O Centro Cultural Gil Vicente recebeu na noite da passada terça-feira, dia 26, o concerto dos premiados do Coimbra World Piano Meeting. Sete jovens vindos de todo o mundo sentaram-se ao piano e ao longo de mais de uma hora demonstraram a mestria que os torna os melhores entre os melhores. A assinatura de um protocolo entre o município do Sardoal e a Academia Internacional de Música Aquiles Delle Vigne assegurou que este foi o primeiro momento de muitos no concelho.

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Uma noite a meio da semana com frio e a concorrência de jogos de futebol na televisão eram motivos mais do que suficientes para justificar uma fraca adesão ao concerto de piano previsto para as 21h00, mas o auditório do Centro Cultural Gil Vicente quase encheu para assistir ao concerto dos premiados do Coimbra World Piano Meeting.

O evento decorreu entre os dias 21 e 27 de janeiro e tem o cunho da Academia Internacional de Música Aquiles Delle Vigne (A2DV), que reuniu em Coimbra 46 jovens pianistas de todo o mundo (Canadá, Espanha, EUA, Itália, Japão e Rússia) e cinco mestres internacionais no ensino do piano. Muito do prestígio internacional alcançado por esta escola deve-se ao seu diretor artístico, o mestre Aquiles Delle Vigne, que deu o primeiro recital de piano com a idade de oito anos e foi aluno de Claudio Arrau, Eduardo del Pueyo e Georges Cziffra.

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Aos concertos realizados em Coimbra e Figueira da Foz juntou-se o da noite passada, no Sardoal, que levou ao auditório do centro cultural sete pianistas que se distinguiram no concurso internacional de Coimbra. O sub-diretor artístico da escola, Manuel Araújo, apresentou os jovens talentos e as composições interpretadas por cada um.

Joshua Wong veio do Canadá e foi o primeiro a sentar-se ao piano. A grande revelação da edição deste ano do evento, com apenas 12 anos, tocou o concerto n. 4 de Chopin. Vicente Prieto, de Espanha, optou por um compositor do século XX, Manuel de Falla e a sua “Poesia Betica”. Ambos foram distinguidos com diplomas de mérito no Coimbra World Piano Meeting e ficaram muito perto dos primeiros lugares.

A noite continuou com o concerto de Grieg, interpretado pelo canadiano por John Chan, os concertos n.º 3 e n.º 1 de Prokofiev, pelas mãos do japonês Kazuo Irie e da norte-americana Tracy Chang e o concerto n.º 1 de Listz, trazido pelo russo Timofey Dolya. O vencedor do concurso, Toshihiro Kaneshige, do Japão, foi o último a subir ao palco para tocar o concerto n.º 3 de Bartok.

A passagem destes talentos pelo Sardoal marcou o início de um ciclo de eventos deste género no concelho através de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal do Sardoal e a A2DV. Miguel Borges, presidente da autarquia, firmou o protocolo juntamente com Manuel Araújo e o coordenador geral da escola, José Campos.

Em declarações ao mediotejo.net, Miguel Borges, sublinhou que a realização do concerto no Sardoal e a assinatura do protocolo representam “uma oportunidade muito grande de termos, na nossa região, contacto com grandes pianistas de nível mundial que, apesar de jovens, são grandes intérpretes de grandes escolas pianísticas”. Entre as diversas iniciativas previstas, Miguel Borges destacou o festival nacional de piano, que se realizará no próximo mês de agosto.

Para o presidente da câmara trata-se de “um momento muito importante” para o concelho na medida em que o desenvolvimento cultural tem implícito o desenvolvimento económico e vem enriquecer a oferta cultural existente, destacando a pintura, a dança e o teatro.

A realização de iniciativas como a segunda edição do festival de jazz e o concerto da pianista Joana Gama, previstos para breve, não representam uma afirmação do Sardoal como concelho direcionado unicamente para a música eclética. Nas palavras de Miguel Borges, a aposta deve ser feita de forma geral no “desenvolvimento artístico e cultural das populações”, que também é “uma responsabilidade dos políticos”.

O presidente e maestro lembrou ainda que os últimos quadros comunitários “estavam muito orientados para o betão, para a obra”, deixando para trás “a cultura e a qualidade de vida”, acrescentando que “essa parte nós estamos a trabalhá-la porque é fundamental para o desenvolvimento equilibrado de uma sociedade”.

Aguardam-se mais iniciativas ao longo de 2016. As populações agradecem e a cultura também.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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