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Sábado, Setembro 25, 2021

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Sardoal: Nova escola sede e nova biblioteca municipal à vista

O executivo camarário sardoalense reuniu esta quarta-feira, dia 22, e entre os assuntos da Ordem de Trabalhos estiveram em discussão a recuperação da Escola EB 2,3 Dr.a Maria Judite Serrão Andrade e a mudança da biblioteca municipal para o Externato Rainha Santa Isabel, no âmbito do Contrato de Direito de Uso da Casa Grande. Ambos os pontos foram aprovados, mas não sem alguma celeuma entre o presidente da autarquia e os vereadores da oposição.

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A reunião da Câmara Municipal do Sardoal realizou-se esta quarta-feira, tendo-se destacado aos pontos relacionados com a proposta de protocolo com o Ministério da Educação para as obras de requalificação da Escola EB 2,3 Dr.a Maria Judite Serrão Andrade e o aditamento ao Contrato do Direito de Uso associado à Casa Grande. Ambos foram aprovados, perspetivando uma nova escola sede e uma nova biblioteca municipal num futuro próximo.

O ponto relativo à requalificação da escola sede foi aprovado por unanimidade, com algumas críticas por parte de Fernando Cascalheira Vasco (PS) e Rui Serras (GIS). Os vereadores da oposição salientaram que a aplicação do valor na ordem dos 3.7 milhões de euros deveria considerar outras necessidades sociais do concelho, nomeadamente a população envelhecida.

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A obra foi anunciada por António Miguel Borges no início deste ano e integra os investimentos territoriais integrados da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e da Comissão Coordenadora do Centro. Na reunião desta quarta-feira o presidente da autarquia desvalorizou as críticas da oposição, destacando “vamos fazer uma escola nova com um pavilhão desportivo que resolve uma lacuna no concelho por 3,7 milhões de euros”.

O financiamento inicialmente previsto implicava um apoio de 85% por fundos comunitários e de 15% pelo Ministério da Educação. No entanto, a percentagem associada à componente nacional sofreu alterações e, segundo António Miguel Borges, o Estado apenas comparticipará 7,5% do investimento, sendo os restantes 7,5% assegurados pelo município. Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da autarquia salientou que “nós achamos prioritária a requalificação do Parque Escolar e, independentemente de quem assume a componente nacional, iremos avançar”.

A votação do ponto relacionado com o Contrato do Direito de Uso da Casa Grande (ou dos Almeidas), foi menos consensual, tendo o mesmo sido aprovado por maioria com o voto contra do vereador socialista Fernando Cascalheira Vasco e a abstenção do vereador do GIS – Grupo de Independentes do Concelho de Sardoal, Rui Serras. Ambos afirmaram manter as suas “dúvidas” sobre o contrato assinado em 2014 que cede gratuitamente o edifício durante 50 anos a um investidor privado para a construção de um “hotel de charme” no antigo palacete.

O aditamento ao Contrato do Direito de Uso agora aprovado implica a cedência do espaço da atual biblioteca municipal, que passará a funcionar no Externato Rainha Santa Isabel uma vez concluídas as obras de recuperação que o promotor se comprometeu a realizar naquele edifício. Segundo António Miguel Borges, a mudança de instalações já foi aprovada pela DGLAB – Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

O atraso de 24 meses nas obras do hotel de charme que estavam previstas arrancar após a assinatura do protocolo entre a autarquia e o investidor privado (através da empresa Marimi, Sociedade de Gestão Hoteleira, SA) foi igualmente apontado por Fernando Cascalheira Vasco e Rui Serras. O receio demonstrado por estes vereadores de que futuros atrasos possam colocar em risco o funcionamento da biblioteca municipal durante a empreitada foi apaziguado por António Miguel Borges, que destacou a criação de “10 postos de trabalho” no novo equipamento turístico projetado com cerca de 40 quartos, piscinas, sala de eventos, SPA, restaurante e áreas de lazer.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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