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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Sardoal | Município recusa oferta de 100 mil euros para compra da Casa dos Almeidas

A Casa Grande (ou Casa dos Almeidas) mereceu nova proposta de aquisição do imóvel por 100 mil euros, entretanto recusada pelo Executivo de Sardoal. O presidente da Câmara Municipal de Sardoal defende outra alternativa: ceder o imóvel à Turismo Fundos. Recorde-se que a anulação do contrato de concessão também foi aprovado em reunião de Câmara Municipal.

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A Casa dos Almeidas volta a ser assunto em reunião de Câmara Municipal de Sardoal. Miguel Borges informou o Executivo que a também conhecida por Casa Grande “teve uma nova proposta de aquisição”, no valor de 100 mil euros, mas a proposta não foi aceite por “não salvaguardar os interesses do Município” defendeu o presidente.

“Neste momento não há qualquer vínculo entre a Câmara Municipal de Sardoal e o promotor com o qual tínhamos o protocolo assinado. Por pedido do promotor o contrato cessou, como contrapartida do tempo que estivemos à espera houve a cedência do projeto que está aprovado pela Direção Geral do Património e pelo Turismo de Portugal. O promotor, que não abdica de comprar a Casa Grande, e após uma primeira reunião com a Turismo Fundos para tentar o financiamento fez uma oferta de compra que recusámos. Para nós, neste momento, pode ser este promotor a avançar com o projeto como outro qualquer. Temos este edifício disponível e estamos abertos a qualquer proposta que apareça”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges.

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O Executivo considera que “a simples compra e venda não defende os interesses do Município” e por isso o autarca continua a defender o envolvimento da Turismo Fundos na requalificação do imóvel, como uma via para financiamento do projeto de hotel aprovado e pertença do Município. Apesar da entidade ainda não estar envolvida no processo, “nem nada decidido”, Miguel Borges manifesta-se convicto que “desta vez a questão da Casa Grande vai resolver-se”, diz.

Para Miguel Borges “o melhor caminho é através do Turismo Fundos e não a venda direta ao promotor”, uma vez que a entidade tem como acionistas o Turismo de Portugal, a Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco. O autarca defende que o Fundo “tem o conhecimento destas matérias que nós não temos e que fará um acompanhamento especializado, por gente especializada nestes assuntos”.

A realizar-se esta parceria publico-privada a Turismo Fundos, com 53% de capital público para recuperação de imóveis de interesses turístico, assume o papel de gestora do processo de venda da Casa Grande a um promotor interessado havendo depois uma linha de financiamento “e daqui a uns anos a possibilidade do promotor adquirir o imóvel”, nota Miguel Borges ao mediotejo.net.

Presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges. Créditos: mediotejo.net

“Não havendo um vínculo de contrato como havia até à anulação do contrato de concessão a cedência à Turismo Fundos permite não só àquele que é hoje o promotor interessado mas a outros também interessados. Não há só um interlocutor direto, o espectro pode aumentar”, refere.

Uma vantagem que o autarca não despreza, exemplificando com o hipotético encerramento da empresa com a qual o Município estabelecesse protocolo. “O edifício voltava para a Câmara e aqui temos que zelar pelo superior interesse daquilo que é um bem público”. Através de protocolo “não há garantia que daqui a uns anos não possamos ter aqui um elefante branco sem utilidade. Temos de salvaguardar que se alguma coisa não correr bem, há outro caminho”.

Recorde-se que o primeiro protocolo foi assinado a 11 de junho de 2015 e previa-se no contrato a conclusão da obra até junho de 2017. Em 2017 veio a aprovar-se a cessão de posição contratual do projeto de requalificação da Casa Grande e instalação do Hotel de charme à empresa Requisitos de Sonho, Lda., pertencente ao grupo económico da Marimi – Sociedade de Gestão Hoteleira, S.A. (promotor inicial), havendo na altura a prerrogativa de requalificação do Externato Rainha Sta. Isabel para instalação da biblioteca municipal (atualmente localizada no edifício da Casa Grande) a custo zero.

Entretanto, o Município avançou com candidatura no sentido de requalificar o Externato Rainha Sta. Isabel para instalação da Biblioteca, que se encontra então em análise.

A Casa dos Almeidas, ou Casa Grande, é um edifício senhorial localizado no centro da Vila de Sardoal que é propriedade da autarquia e que, no âmbito de um protocolo com um promotor privado, seria cedido por um prazo de 50 anos, para ali ser instalado um hotel de charme. O projeto, que agora é pertença do Município, levou quase dois anos a ser aprovado e mantém-se para qualquer investidor interessado.

O projeto implica a recuperação e ampliação da Casa Grande, adaptando-a a hotel de charme com capacidade para 43 quartos e que prevê a criação de 10 postos de trabalho diretos.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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