Sardoal | Município quer reaproveitar antiga escola primária de Cabeça das Mós

Foto: mediotejo.net

Na passada reunião de Câmara, que decorreu esta quarta-feira à tarde, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, após ser interpelado pelo vereador eleito pelo Partido Socialista, Carlos Duarte sobre alguns imóveis degradados, o autarca Miguel Borges (PSD) referiu estar a autarquia a trabalhar numa candidatura para implementação de um projeto de “fins turísticos” na antiga escola primária da aldeia de Cabeça das Mós, potenciando a sua preservação e desenvolvendo aquele edifício à comunidade enquanto novo equipamento.

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Miguel Borges, presidente da Câmara de Sardoal, explicou à comunicação social que existe uma obrigação de distinguir “aquilo que é património da Câmara”, caso da antiga escola primária da Cabeça das Mós, que é pertença do município e à qual o executivo municipal quer “dar utilidade”.

“Queremos que esse equipamento esteja ao serviço da nossa comunidade”, disse, fazendo notar que a CMS está “neste momento a desenvolver uma candidatura no âmbito do turismo, para que esse espaço possa servir de apoio também à estratégia municipal no âmbito dos percursos pedestres, de BTT, junto à barragem da Lapa, um sítio de excelência para existir um espaço que possa dar resposta neste âmbito”.

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Segundo explicação do autarca, este projeto não será efetivamente um espaço de alojamento local, mas sim, uma “estação ou espaço de apoio” para os visitantes e praticantes de modalidades ligadas à natureza, como o BTT, trail, caminhada, que tenha um local que “possa ser ponto de partida, onde possam fazer uma refeição, com um bar de apoio, uma loja de comercialização de produtos locais”.

Na sessão de executivo camarário foram ainda relembrados outros imóveis em avançado estado de degradação, caso da Casa do Povo de Alcaravela, onde o Rancho local ensaiava, apontada pelos vereadores do PS como sendo uma das primeiras Casas do Povo a serem construídas no país e que se encontra inutilizada, mas segundo Miguel Borges (PSD) há um problema em termos de “titularidade” do imóvel, uma vez que não é propriedade da Câmara, e “não havendo um dono com legitimidade torna-se muito difícil fazer uma candidatura”, referindo que essa oportunidade deverá ser aproveitada por coletividades ou mesmo através da junta de freguesia, com apoio de entidades como a Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior.

“Estamos disponíveis para colaborar como noutras circunstâncias, em termos de elaboração de projeto e apoio à candidatura, para que se dê destino àquela casa que é um edifício muito bonito e uma das primeiras do país”, terminou o autarca.

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