- Publicidade -
Domingo, Dezembro 5, 2021
- Publicidade -

Sardoal | Milhão e meio de euros custa ao concelho a passagem da depressão Elsa

A passagem da depressão Elsa por Portugal causou um milhão e 500 mil euros de prejuízos no concelho de Sardoal. O número foi avançado ao nosso jornal pelo presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), que entende que esta catástrofe tem de ser entendida como os incêndios. Indicou que no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CMIT), depois de apurado o valor total dos prejuízos nos 13 concelhos do Médio Tejo, será realizado um pedido conjunto de auxílio ao governo.

- Publicidade -

Os prejuízos provocados pela depressão Elsa, durante a sua passagem por Portugal na semana de 16 a 20 de dezembro de 2019, atingiram o montante de um milhão e 500 mil euros, no concelho de Sardoal.

Mas ao jornal mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, falou esta quarta-feira numa perspetiva global dos concelhos do Médio Tejo. Na semana passada “sugeri à Associação Nacional de Municípios que fosse pedido ao governo uma possibilidade de financiar os municípios. Estamos a falar de valores muito elevados, em alguns municípios o valor dos prejuízos ultrapassa mesmo um milhão de euros”. Como acontece em Sardoal e também no concelho vizinho de Abrantes, por exemplo.

- Publicidade -

A Câmara aponta danos em infraestruturas municipais, pontes, pontões, muros, estradas, barreiras e limpeza de ribeiras. “É uma despesa que ninguém está à espera e se não houver apoio para a recuperação do material destruído será complicado”, disse Miguel Borges, reconhecendo o problema como nacional e não apenas da região.

Por sugestão da Associação Nacional de Municípios, os 13 municípios do Médio Tejo tentam “obter um valor base e depois passar esses valores para a CIMT, que está a articular com os diferentes municípios para chegarmos a um valor global”. A ideia passa por a Associação Nacional de Municípios “conseguir convencer o governo em sede de Orçamento de Estado – estamos nesse período de discussão – criar apoios”, explica o presidente.

Miguel Borges foi mesmo mais longe sugerindo que a linha de crédito dos 50 milhões de euros para os municípios se substituírem aos proprietários incumpridores na limpeza dos terrenos no âmbito do programa Aldeia Seguras, ser utilizado nesta situação de catástrofe.

A linha de crédito “foi muito pouco utilizada, aliás no último ano só 4 municípios é que a utilizaram. Sugeri que fosse constituída uma linha de crédito com algum desse valor para que pudessemos fazer essas recuperações, sempre excecionada à capacidade de endividamento” defende.

O presidente acredita que esse apoio governamental chegará. “É importante ter uma ideia global dos prejuízos e depois perceber aquilo que é preciso fazer. As câmara municipais não vão poder fechar as portas para fazer só este tipo de trabalhos. Teremos de continuar a trabalhar noutras áreas. Isto não pode ser entendido de uma forma diferente dos incêndios. Estamos a falar de catástrofes naturais! Para as quais tem de haver sensibilidade para apoiar”, defendeu.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome