Sardoal | Miguel Borges responde a vereador do PS recusando política “do oportunismo”

Miguel Borges, presidente da CM Sardoal. Foto: mediotejo.net

A prometida resposta de Miguel Borges a Carlos Duarte chegou esta quinta-feira, 19 de dezembro, em reunião de Executivo. Em forma de declaração política o presidente da Câmara de Sardoal disse que o vereador do Partido Socialista proferiu “um texto vazio de conteúdo” recusando “a política do imediato, do facilitismo, do oportunismo, bem próprio de que não olha a meios para atingir os fins, os seus fins, pessoais e não coletivos, perigosamente crescentes na sociedade europeia”.

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Na reunião de Câmara Municipal de Sardoal, do dia 27 de novembro, o vereador Carlos Duarte, eleito pelo Partido Socialista (PS), fez uma intervenção política em texto lido, onde apresentou os seus pontos de vista sobre algumas matérias da gestão autárquica do Partido Social Democrata (PSD). O presidente da Câmara, Miguel Borges, não respondeu no momento, deixando a resposta para a reunião desta quinta-feira.

Considerou “um texto vazio de conteúdo e até de difícil […] próprio de quem parece andar intencionalmente distraído”. Falando numa lógica de estratégia regional “como fator de desenvolvimento e coesão local”, Miguel Borges assegurou que o Executivo do PSD está consciente “das nossas potencialidades mas também das nossas limitações, é neste binómio que incidimos a nossa gestão política, utilizando os fatores positivos na minimização dos menos positivos ou até mesmo negativos”.

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Assegura que a sua equipa tudo fará “para melhorar, cada vez mais, a qualidade de vida dos sardoalenses” numa “gestão com enorme positivismo, conscientes de que o futuro sustentável do Concelho se constrói com visão e estratégias de futuro a médio e longo prazo. Recusamos a política do imediato, do facilitismo, do oportunismo, bem próprio de que não olha a meios para atingir os fins, os seus fins, pessoais e não coletivos, perigosamente crescentes na sociedade europeia”, notou.

Para assegurar essa “qualidade de vida, este bem-estar coletivo, é necessário direcionarmos a gestão em diferentes sentidos, digo mesmo, em todos os sentidos e isso temo-lo feito e vamos continuar a fazer” garantiu aconselhando ao vereador socialista “a leitura atenta do Boletim Municipal no seu todo ou do Editorial, onde tenho feito referência à nossa visão estratégica e aos resultados da mesma nas diferentes ações”, referiu o autarca.

Dessa forma, diz Miguel Borges, ”não seria necessário aqui recordar que, há bem pouco tempo, foi aprovada a atribuição dos últimos três lotes do Parque Empresarial de Sardoal, onde se vão fixar duas novas empresas e onde uma já aí existente fará a sua expansão. Não seria necessário recordar que nas antigas instalações da Sarplás se instalou uma nova empresa que já se encontra a laborar, com dezenas de postos de trabalho, sendo alguns trabalhadores do Concelho […]. Se uma leitura atenta existisse, não seria necessário recordar o crescimento e a renovação do comércio local que se tem verificado nos últimos tempos”.

Reunião de Câmara de Sardoal. Créditos: mediotejo.net

Acreditando numa evolução demográfica positiva deu conta que “há muitos anos que o Centro de Saúde não acompanhava tantas grávidas como atualmente” e, a “talhe de foice”, recordou “o Programa de Apoio à Natalidade, as Refeições Gratuitas no Agrupamento de Escolas para todas as crianças até ao fim do 2º ciclo de escolaridade, o protocolo com a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal no Apoio à Valência de Creche, as Bolsas de Estudo, os Prémios de Mérito, as Viagens de Estudo, os diferentes projetos na educação que vimos implementando, como a Educação Pela Arte, o Projeto READ (Reading Education Assistence Dogs ), Experimenta+Ciência Sardoal, Miúdos Digitais, apoio às diferentes atividades das Associações no âmbito da formação e ocupação de tempos livres, como é o caso do ATL de verão, o MósFérias, e a formação desportiva no âmbito do Grupo Desportivo ‘Os Lagartos’; e no âmbito cultural protagonizada pelo GETAS, pela Filarmónica União Sardoalense e pelo grupo ‘Os Resineiros” de Alcaravela’”.

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Na sua declaração política Carlos Duarte referiu “a perda de alunos do Agrupamento de Escolas de Sardoal para outros concelhos”. Na resposta Miguel Borges diz que o vereador do PS “omite que o número de alunos no Agrupamento de Escolas de Sardoal não diminuiu. Se, infelizmente, a nossa população não tem aumentado e se o número de alunos aumentou, só posso deduzir que temos sido atrativos em relação a outros concelhos, nomeadamente nos ciclos mais baixos”.

Miguel Borges questiona a observação de Carlos Duarte sobre “ter sido esquecido“ o velho espaço da biblioteca uma vez que “deveria saber os passos que têm sido dados na recuperação do Externato Rainha Santa Isabel para aí ser instalada a Biblioteca Municipal” e menciona que na última Assembleia Municipal um deputado municipal do PS entregou ao presidente da Câmara uma cópia de um abaixo-assinado pedindo a requalificação do referido Externato.

Miguel Borges lembrou aos vereadores do PS que “no dia 15 de março de 2018, em reunião de Câmara foram aprovados documentos estratégicos para o desenvolvimento do Concelho” falando “da Estratégia Integrada de Desenvolvimento de Sardoal, Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico para o Concelho de Sardoal e da nova Identidade Visual (Sardoal Terra Pura)”.

Para a elaboração destes documentos foram solicitados contributos aos vereadores do PS, “mas não o fizeram” afirma, admitindo que concordam com os documentos, aprovados por unanimidade. “Não podemos ziguezaguear nas intenções, muito menos nas estratégias. Estes documentos foram pensados para terem a sua execução num período não inferior a 10 anos. É assim que pensamos, é assim que estamos a trabalhar”, vincou.

No que diz respeito à Ação Social, Miguel Borges recordou que o Município de Sardoal foi pioneiro “no Programa Abem – Rede Solidária do Medicamento” lembrando também “o trabalho desenvolvido na Universidade Sénior e a excelente articulação com os demais parceiros sociais. Em muitos dos casos o trabalho é silencioso, longe das ‘luzes da ribalta’, porque temos de ser credíveis e dar confiança a quem de nós necessita”, defende.

O autarca do PSD terminou a declaração política com um excerto do editorial do Boletim Municipal nº 86: “Todos nós contemplamos o cimo da escada com uma enorme vontade de lá chegar, mas, para alcançarmos o desejado topo, é necessário subirmos degrau a degrau e, por vezes, começar de novo. É necessário que os degraus desta escada sejam fortes, sustentáveis, de modo a que o trajeto seja seguro, eficaz e duradouro. O cimo da escada poderá demorar muitos anos a ser alcançado (dois, três, quatro ciclos autárquicos). O tempo falará por nós quando construirmos degraus preciosos para que os nossos filhos e netos estejam cada vez mais perto do topo da escada”.

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