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Sábado, Outubro 23, 2021

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Sardoal | Miguel Borges (PSD) renova mandato com mais 34 votos que o PS (C/ÁUDIO)

O PSD venceu as eleições autárquicas, deste domingo, em Sardoal, depois de apurados os resultados das suas quatro freguesias, segundo os dados do Ministério da Administração Interna. Miguel Borges foi reeleito para um terceiro mandato tendo somado mais 34 votos que o PS, liderado por Pedro Duque.

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“É uma vitória!” começou por afirmar Miguel Borges depois do Partido Social Democrata ter conseguido segurar a Câmara Municipal de Sardoal por 34 votos de diferença em relação ao segundo partido mais votado, ou seja o Partido Socialista, que manteve o mesmo número de vereadores, dois, tal como o PSD, que segurou os três vereadores que detinha.

O candidato social-democrata Miguel Borges obteve 45,22%, seguido do PS, com 43,75%, e do Chega, com 4,91% dos votos, mas este último sem representação no executivo municipal. A CDU conseguiu 2,33% dos votos expressos e o CDS-PP 0,60%.

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No entanto, o cabeça de lista pelo PSD à Câmara de Sardoal, que renova o seu mandato de presidente, reconhece que “a diferença tem de ter uma leitura expressiva”. Justifica dizendo que o PSD “perdeu muitos votos numa freguesia mais florestal onde o executivo municipal realizou uma intervenção em nome do ICNF, a obrigatoriedade de fazer faixas. É algo que nem sempre é bem entendido pelas pessoas e jugo que fomos penalizados por aí, para além de algum desgaste natural que possa haver”, comentou.

Embora considere esta última probabilidade avançada de “incompreensível” porque, disse, o executivo de maioria PSD “tem muita obra no terreno, muita obra já adjudicada neste momento e vamos terminar aquilo que me propus em 2013, fazer um ciclo de 3 mandatos. Os sardoalenses depositaram em nós confiança e é essa confiança que vamos levar até ao fim por mais quatro anos”.

Miguel Borges (PSD) vai cumprir o seu terceiro e último mandato em Sardoal. Foto: Paulo Jorge de Sousa

De acordo com os dados, o candidato do PSD conseguiu 1.049 votos e três mandatos, enquanto o candidato do PS, Pedro Duque, conquistou 1.015 votos e alcançou os restantes dois mandatos.

ÁUDIO | MIGUEL BORGES, PRESIDENTE E CANDIDATO PSD:

Na Freguesia de Sardoal o PS venceu com 48,54% , representando 649 votos, e o PSD alcançou 46,45% dos votos, contabilizando 621. Em Valhascos venceu o PSD com 48,59% dos votos expressos (121 votos), tendo o PS alcançado 46,99% , ou seja, 117 votos, um total de quatro votos de diferença.

Em Alcaravela a vitória coube ao PSD com 55,25% (305 votos) tendo o PS conquistado 39,86% (220 votos). Em Santiago de Montalegre a balança dos votos também pendeu para o PSD, ganhando a Assembleia de Freguesia com 61,54% (112 votos), sendo que o PS conseguiu 35,71% (65 votos).

Na leitura dos resultados para as Assembleias de Freguesia, Miguel Borges lembrou que o PSD candidatou “dois novos candidatos, dois jovens a Santiago de Montalegre e em Valhascos, os vencedores. Houve aqui também alguns elementos nossos que optaram por outros caminhos partidários, foi uma opção, a democracia tem destas coisas”.

Miguel Borges admitiu que o PSD “tinha grande expectativa de recuperar Sardoal” mas “mais uma vez perdemos a freguesia por vinte e poucos votos. Poderia ter sido diferente mas não foi por falta de esforço. Foi uma campanha excelente, andámos na rua, andámos no terreno, explicando às pessoas os problemas que ainda temos e que vamos resolver nos próximos quatro anos”, garantiu.

PSD venceu Sardoal com mais 34 votos que o PS. Foto: Paulo Jorge de Sousa

Lembrando que em Sardoal “são poucos” Miguel Borges disse que “independente da força política que cada um tenha, não se lembre que existe um concelho chamado Sardoal a três ou quatro meses das eleições. O Sardoal precisa do empenho e da dedicação de todos os sardoalenses, de todos os que gostam de Sardoal durante todo este tempo e não apenas em vésperas de eleições”. Este é o desafio!”, afirmou.

Gostaria que houvesse “elevação” e “nobreza” na política, acusando “uma força política” que nos últimos meses “foi humilhado, ofendido. Não é assim que se ganham eleições, Não é assim que atraímos os melhores para a vida política, nem é assim que atraímos os jovens para a vida política. Não valeu, ganhámos na mesma!”, afirmou, rejeitando, que no futuro, que o País caia em extremismos “como está a acontecer por essa Europa fora”.

Os socialistas Pedro Duque e Miguel Alves durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2021. Créditos: PS

Do lado do Partido Socialista, Pedro Duque destacou uma “campanha de proximidade e sinceridade sem grandes promessas, sem grande projetos megalómanos. Tentámos ser o mais objetivos possível”, declarou ao mediotejo.net.

Duque disse ainda que durante a campanha eleitoral o PS percebeu que “havia uma empatia que foi crescendo” e aliado a esse crescimento, uma “esperança” de que o PS poderia ganhar a Câmara. Mas assim não sucedeu, com o PSD a ganhar e a ser o partido mais votado, com 34 votos de diferença.

PS elegeu dois vereadores no concelho de Sardoal e revalidou a liderança na freguesia sede do município. Foto: Sérgio Marques

Perante tal resultado final, “houve uma sensação de morrer na praia”, mas fica “sobretudo uma equipa coesa, de trabalho” que o PS afirma ter conseguido reunir. “As pessoas reconheceram que estamos focados no Sardoal, só no Sardoal e nos problemas de Sardoal. É um projeto que tem pernas para andar e cá estaremos” a partir desta segunda-feira, 27 de setembro, para “pensar nas próximas eleições”.

ÁUDIO | PEDRO DUQUE, VEREADOR E CANDIDATO PS SARDOAL:

Quanto às freguesias, o socialista Miguel Alves manteve a Junta de Freguesia de Sardoal. “Foi uma luta difícil, muito renhida, tinha sido uma aposta forte do PSD, a recuperação a freguesia. Moveram muitas das suas energias”, analisou Pedro Duque. Entende que os sociais democratas, por causa disso, “talvez tenham descurado a campanha para a Câmara, havendo um excesso de confiança”.

Nos Valhascos, devido a uma equipa “super motivada” o PSD venceu e mantém a Junta de Freguesia, mas apenas por mais quatro votos. “Não foi possível, mas a partir de amanhã o trabalho está no terreno para essa recuperação daqui a quatro anos”, disse Duque. “Recuperámos a autoestima e recuperámos o respeito. O PS, há alguns anos a esta parte, nas freguesias, estava um pouco afastado de votações dignas de algum registo”, notou.

As freguesias de Alcaravela e Santiago de Montalegre mantiveram-se no PSD. Relativamente a Alcaravela, Pedro Duque fala “numa pequena vitória pessoal” isto porque o PS foi o partido mais votado para a Câmara, ainda que por dois votos. “Não é uma diferença muito acentuada mas para mim foi uma vitória e um reconhecimento importantíssimo”.

Felicitando todos os eleitos, Pedro Duque lembrou ainda a “importância” dos eleitos para a oposição. “É importante e pertinente que o façamos com maior empenho e seriedade, cujo foco seja o concelho de Sardoal”, disse, referindo-se à vila e às freguesias.

PS ficou a 34 votos do PSD em Sardoal. Foto: Sérgio Marques

Aquele que será o líder da oposição na Câmara Municipal deu conta que a partir do novo mandato o PS “lá estará mais uma vez para fazer uma oposição séria, construtiva, quando tiver de ser, uma oposição de escrutínio quando tiver de ser. Os sardoalenses podem contar connosco”, assegurou, fazendo notar que o resultado atingido é fruto do trabalho que o PS tem realizado nos últimos anos na Câmara Municipal de Sardoal, embora na oposição.

Nas contas para a Assembleia Municipal, o PSD elege oito deputados municipais e o PS sete deputados. A CDU é a terceira força mais votada mas com zero mandatos.

Sardoal mais uma vez afasta-se da média nacional no que toca a abstenção, sendo a participação de 72,48%. No concelho são 3.201 eleitores inscritos sendo que foram às urnas escolher os seus representantes 2.320 votantes.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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