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Sardoal | Miguel Borges, presidente da Câmara, supera covid com nota artística (c/VIDEO) 

Com a entrada num novo ano, Miguel Borges, autarca em Sardoal, músico e professor, assinalou o regresso a uma vida tida por normal com nota artística depois de uma dura batalha contra o vírus SARS-CoV-2 e que o obrigou a estar hospitalizado 19 dias. Livros, música e poetas foram amigos que se juntaram ao apoio medico e familiar na superação dos efeitos nefastos da covid-19.

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Assim que saiu de casa, Miguel Borges visitou as obras de uma escola em Sardoal ao toque de acordeão e na sexta-feira, com um país em luto, foi ao piano que homenageou Carlos do Carmo com ‘No teu poema’, tema com letra e música de José Luís Tinoco.

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Casado e com quatro filhos, Miguel Borges soube que estava infetado com o novo coronavírus numa sexta-feira, 13 de novembro, num processo que o obrigou a ser hospitalizado em Abrantes com problemas respiratórios, febre e tosse. Dali só saiu no dia 8 de dezembro, ao fim de 19 dias, e com menos 14 quilos. Hoje, rodeado de amigos e familiares, retoma as rotinas e a ‘cozinhoterapia’, inspirando-se nos livros, música e poemas da vida, como relatou ao nosso jornal.

“O retomar ao serviço é consequência das melhoras na minha condição ao nível físico e psicológico. É certo que não estou ainda totalmente recuperado mas sinto que posso partilhar a recuperação com o trabalho, moderado e sem correr riscos. O fim de semana vai ser passado em leituras de legislação, atas, mails e outros documentos que não foram acompanhados por mim, mas pelo meu vice-presidente e restante equipa, e que teve ao longo deste período um trabalho “hercúleo”, disse Miguel Borges, que deu conta de como foram feitas de “emoções fortes” as suas primeiras saídas de casa.

“Nos últimos dias, a minha baixa médica permitia-me sair de casa e a minha primeira saída foi precisamente uma visita às obras da Escola Nova que vai entrar em funções na próxima segunda feira. Uma enorme curiosidade e uma grande emoção. Esta escola é fruto de uma luta minha, com mais de 10 anos. Recordo-me que a minha primeira reunião ainda como vice-presidente foi ao Ministério da Educação sensibilizando os decisores políticos de então desta enorme necessidade para o nosso Concelho. Foi um dia de emoções muito fortes. Devagarinho, muito devagarinho, sempre amparado pela Ana Borges e pela Leonor Borges, lá consegui percorrer aquele espaço de sonho”, contou.

Questionado sobre a sua condição para retomar as rotinas normais, Borges disse estar pronto para iniciar uma nova fase.

“Segunda feira estarei no meu gabinete retomando a normalidade possível. Ainda me canso bastante, a respiração ainda não voltou ao normal assim como a massa muscular, mas sinto que, controladamente, posso voltar a desempenhar o papel que me cabe, que me foi entregue no contributo do desenvolvimento do nosso Concelho. Há muito para fazer, mãos à obra!”, afirmou.

Miguel Borges vai assim voltar a presidir às reuniões de câmara e da proteção civil distrital, seja em teletrabalho, seja de forma presencial. “Nas duas modalidades, como me sentir mais confortável”, disse, deixando os conselhos avisados de quem passou por uma luta muito difícil contra os sintomas provocados pelo novo coronavírus.

“As pessoas têm de cumprir todas as regras porque tudo isto é muito, muito mau. Dou especial atenção ao número de óbitos e estes, proporcionalmente, colocam-nos aos níveis de outros países da Europa. Não nos podemos esquecer que existem outras patologias que estão a ser adiadas no seu tratamento. A nossa postura responsável perante a pandemia não só salva vidas, vítimas da COVID, mas fará com que a normalidade regresse o mais rapidamente possível, salvando muitas mais vidas. Está, em muito, nas nossas mãos”.

Ouvimos dizer que “vamos todos ficar bem”! Não é verdade, nem todos ficarão bem, alguns irão sucumbir perante a doença. Quantos? Depende muito dos nossos comportamentos. Temos de ser responsáveis, por nós e por quem nos rodeia!”, alertou.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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