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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Sardoal | Miguel Borges garante que bombeiros foram bem servidos

“Em Sardoal os bombeiros foram bem tratados” garantiu o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, esta quarta-feira, durante a reunião pública de câmara. A afirmação surge na sequência das notícias que no início da semana fizeram capas de jornal dando conta de más condições na confecção e fornecimento de refeições aos bombeiros que combateram os grandes incêndios no Centro do País durante o mês de Agosto.

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Miguel Borges acredita que o problema da má alimentação servida aos bombeiros “não se coloca” na região do Médio Tejo. “É um problema de outras regiões onde as coisas não correram muito bem”. O autarca atesta não ter “nenhum feedback de um bombeiro da região” afirmando ter refeições de má qualidade.

Tendo em conta as denúncias que agora estão a ser apuradas através de um inquérito ordenado pelo Ministério da Administração Interna (MAI), Miguel Borges fala em “ruído” pela generalização do problema mas confirma a existência de queixas.

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“Lamento que os bombeiros de Sardoal que vão a esses locais manifestem algum desagrado pela forma como são alimentados”. Falando como presidente de uma câmara municipal que tem bombeiros da administração local diz não poder “ficar indiferente”.

Tais denúncias levaram o MAI a ordenar na segunda-feira a abertura de um inquérito no sentido de apurar a qualidade das refeições aos bombeiros e adequação dos alimentos face ao desgaste que estas missões representam.

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O Jornal de Notícias chegou mesmo a mostrar um vídeo onde se vê que a comida distribuída aos operacionais chegava em sacos de lixo e limitava-se a pão seco, fruta e um sumo.

Reunião pública de Câmara em Sardoal

No município de Sardoal foi estabelecido um acordo com a Santa Casa da Misericórdia e assim que um incêndio deflagre no concelho e que seja necessário o fornecimento de refeições “a Santa Casa garante capacidade de num curto período de duas horas e meia disponibilizar cerca de 450 refeições”, explica Miguel Borges.

O autarca assegura serem refeições de qualidade, confirmando ter estado no teatro de operações onde também comeu. “Todos os operacionais que estiveram no nosso território e cuja logística foi da responsabilidade da Câmara Municipal de Sardoal foram agradados, bem servidos e com uma refeição condigna”.

Miguel Borges referiu os dois incêndios que há menos de um mês deflagraram no concelho de Sardoal. Um em Cabeça das Mós que passou para o concelho vizinho de Abrantes. E outro na freguesia de Alcaravela, o fogo deflagrou encostado ao limite territorial com Mação.

“Accionamos os meios que fazem parte do nosso plano para que a Santa Casa fornecesse as refeições e correu tudo muito bem. A alimentação era excelente, a comida de qualidade e em quantidade”, certifica o presidente.

Miguel Borges adiantou que o mesmo aconteceu aquando do incêndio de Mação. “Combinámos entre os três presidentes [Sardoal, Mação e Abrantes] dividir a logística”. Assim Sardoal passou a fornecer as refeições para os bombeiros na Associação de Monte Cimeiro confeccionadas pela Santa Casa da Misericórdia. A refeições principais são “completas, com sopa, prato principal, fruta e café”, explica.

As refeições têm, segundo Miguel Borges, “o acompanhamento de uma nutricionista que valida o fundamental em termos de nutrientes para as refeições dos operacionais no terreno”.

O presidente sardoalense considera “suficiente” para uma refeição “condigna”, os 7 euros pagos pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, bem como o 1,80 euros para os reforços e pequeno-almoço.

E são seis os pontos considerados por Miguel Borges fundamentais e urgentes para “começar já a trabalhar”. Um deles é a “falácia” dos pedidos de bens para ajudar os bombeiros quando um incêndio tem início porque “essa responsabilidade é das entidades detentoras de corpos de bombeiros e em último caso do presidente de câmara como responsável máximo da Protecção Civil”. Louvando o mérito do cidadão comum que quer ajudar, de uma forma generalizada, “os apelos à população para ofertarem bens que, supostamente, são necessários aos bombeiros, são pura falácia e uma desresponsabilização de quem na verdade o deve fazer”.

Referiu também que o Município de Sardoal tem uma candidatura aprovada no âmbito da “Prevenção Contra Agentes Bióticos e Abióticos (Prevenção da Floresta Contra Incêndios) no valor de 573 731,58€ desde 2014, tendo transitado para o actual PDR 2020 no final de 2016. A candidatura encontra-se aprovada, mas, para a sua execução, não existe dotação financeira. “Lamentavelmente, é muito mais fácil o financiamento para a Reposição do Potencial Produtivo ou Estabilização de Emergência, após destruição por incêndio, do que para a prevenção”, diz.

E sublinhou a existência de um “distanciamento cada vez maior entre o terreno, entre a realidade e entre os decisores”. Considerou ainda a importância de um comandante de agrupamento de distrital na zona do Médio Tejo por fazer a ponte entre os distrito de Santarém e Castelo Branco e de Portalegre. “Alguém que tinha esta visão territorial de três ou quatro distritos e que fazia essa articulação deixou de existir” recordando que neste momento existe um comandante nacional em Carnaxide responsável pela articulação com 18 comandantes distritais no terreno. Modelo que considera “ineficaz”.

Em reunião de câmara o presidente deu igualmente conta de um donativo de uma entidade privada. Foram atribuídos a Sardoal cinco Equipamentos de Protecção Individual. Há cerca de um mês a Câmara Municipal gastou “15 mil euros” neste tipo de Equipamentos. “Não precisamos de fazer peditórios mas temos todo o respeito por quem nos quer oferecer e aceitamos”, sublinha. De acordo com a lei, a aceitação de donativos à Câmara tem de ser decidido em sede de reunião de executivo.

No concelho de Sardoal o incêndio estendeu a sua frente de fogo por 1500 hectares, sendo, no entanto, a área de hectares de floresta ardida menor, ainda por contabilizar.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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