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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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Sardoal | Miguel Borges diz que PS entrou “no campo da ‘coscuvilhice’”

Em reunião de Câmara anterior, o vereador Pedro Duque, eleito pelo PS em Sardoal, leu uma declaração política na qual acusava o PSD de aliciar candidatos prometendo empregos, referindo-se a “alguns preparativos que se estão a fazer para as eleições autárquicas”. A resposta do PSD não tardou e, esta quarta-feira, 7 de abril, o presidente Miguel Borges acusou os vereadores socialistas de ultrapassarem “o campo da política, como atividade nobre de servir a causa pública”.

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“Nos últimos meses temos assistido no concelho de Sardoal a um conjunto das já habituais movimentações e jogos de bastidores em vésperas de eleições autárquicas”, começou por dizer Pedro Duque, eleito pelo PS, na reunião de Câmara Municipal de Sardoal, dia 24 de março.

Segundo o vereador socialista, “são por demais evidentes os indícios de que o presidente da Câmara e o partido pelo qual foi eleito continuam a usar e abusar dos já de si reduzidos meios e recursos do Município e do próprio cargo para o qual foram democraticamente eleitos, para com isso exercer pressão ou aliciar potenciais candidatos com promessas de emprego ou de qualquer outro tipo”.

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O presidente Miguel Borges, na reunião de Câmara Municipal de Sardoal que decorreu por videoconferência. Créditos: mediotejo.net

A resposta chegou pela voz do presidente Miguel Borges que, em forma de declaração política, disse que “as afirmações proferidas” pelos vereadores do PS “revelam-se de enorme gravidade, proporcional à irresponsabilidade de quem as diz”.

Lembra ter o PSD esperado “até ao fim do período antes da ordem de trabalhos para que os senhores vereadores concretizassem o que afirmaram, como não só desafiámos a que fosse feito como o exigimos perante tão levianas acusações. Nada foi dito!”

Citando as palavras de Pedro Duque, pelas quais afirmou “aliciar potenciais candidatos com promessas de emprego ou de qualquer outro tipo” Miguel Borges insiste que em “sede própria” os vereadores socialistas “devem dizer quem e como foram feitos esses aliciamentos e com que recursos do Município”.

Numa declaração política assinada também por Jorge Gaspar e Pedro Rosa, os eleitos pelo PSD solicitam aos vereadores da oposição, “muito em especial o senhor vereador Pedro Duque, também presidente da concelhia do Partido Socialista, para aqui, em sede própria, demonstrar as afirmações que o Partido Socialista fez nas redes sociais da sua responsabilidade e passo a citar: ‘Não defendemos que a obra não se faça, mas sim com um foco condutor na liderança de quem comanda o nosso destino, em que a preocupação seja o Sardoal e não os interesses de alguns’”.

OIÇA AQUI O PRESIDENTE MIGUEL BORGES

Miguel Borges pediu esclarecimentos sobre “Quais os interesses a que os senhores se referem? Quais as obras a que os senhores se referem? Quais os aliciamentos?”.

Para os eleitos do PSD, os vereadores do PS “ultrapassaram o campo da política, como atividade nobre de servir a causa pública” e “entraram no campo da ‘coscuvilhice’, da maledicência pura e dura”.

“Os senhores não olham a meios para atingir os vossos objetivos, os vossos interesses, não os interesses do nosso Concelho, não os interesses dos sardoalenses. Para isso, não contem connosco. Preferimos perder as eleições do que perder a honra e a dignidade.”

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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