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Sardoal | Maus cheiros na Tapada da Torre motivam queixas da Junta de Freguesia à Tejo Ambiente

A Junta de Freguesia de Sardoal efetuou duas reclamações junto da empresa Tejo Ambiente por causa de maus cheiros na Tapada da Torre e na Rua do Impasse. Uma queixa individual através do presidente de Junta, Miguel Alves, e uma institucional através da Junta de Freguesia. A reclamação “com carácter de urgência” justifica-se, segundo Miguel Alves, pois considera “inconcebível que pelo menos desde Janeiro” o assunto permaneça sem solução. O problema ambiental foi também abordado pelo presidente da Câmara na quarta-feira, 24 de março, em reunião de executivo. Miguel Borges garantiu que, para encontrar uma solução, no terreno estão operacionais da Câmara e da empresa Tejo Ambiente, responsável pelo saneamento no concelho.

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Na queixa enviada à empresa Tejo Ambiente, a que o mediotejo.net teve acesso, o presidente da Junta de Freguesia de Sardoal dá conta de receber com regularidade, quer através de e-mail quer através do site da Junta ou página oficial do Facebook “reclamações sobre o cheiro desagradável que tem ocorrido há uns meses a esta parte, com mais incidência desde janeiro com um cheiro nauseabundo que não permite durante alguns dias os moradores da Rua do Impasse e Tapada da Torre sequer fazer as suas refeições”.

Ao mediotejo.net o presidente da Junta de Freguesia de Sardoal confirma ter recebido desde o inicio de janeiro “uma série de reclamações” sobre maus cheiros nessa zona da vila. Desconhece “se estará relacionado com a construção da nova escola” de Sardoal mas nota “uma certa coincidência. Parece-nos que há um retorno de cheiro que não conseguimos descobrir de onde vem, com mais incidência a partir das 19h00 e também de manhã às 08h00”, indica.

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Para Miguel Alves o problema do “cheiro nauseabundo” trata-se de “saúde publica” fazendo “um repto aos senhores da Tejo Ambiente” no sentido de passarem na Tapada da Torre ou na Rua do Impasse “por volta das 19h00”. Relata que, num passeio que realizou de motociclo no ultimo fim-de-semana, “na estrada a 20 ou 30 km/hora não se podia aguentar, quanto mais dentro de uma habitação”, vinca.

Nota tratar-se de um bairro social “com pessoas que precisam de ser apoiadas e que mesmo assim sofrem na pele um ataque constante à sua saúde e à dos seus filhos. Estamos a falar de casais com três crianças. Acredito plenamente que se este assunto não fosse num bairro pobre mas num ‘bairro chique’ a situação já estava resolvida. E não se vê solução!”, afirma.

OIÇA AQUI O PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA

Solicitando “uma análise urgente” o presidente da Junta de Freguesia de Sardoal dá conta da presença de operacionais da Tejo Ambiente no terreno mas considera que a situação exige “técnicos especializados, com meios e capacidade diferente daquela que tem intervindo”, esperando que “de uma vez por todas o assunto seja eficazmente tratado”.

Segundo Miguel Alves alguns residente naquela zona da vila também reclamaram junto da empresa Tejo Ambiente.

Na última reunião de executivo municipal, o presidente da Câmara, Miguel Borges, também referiu os maus cheiros na Tapada da Torre, uma situação que “poderá ter ou não a ver com a Tejo Ambiente, indiretamente terá, diretamente saberemos mais tarde”, disse.

OIÇA AQUI O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL

“Alguns munícipes” queixaram-se à Câmara Municipal dos maus cheiros, até porque “são arrendatários de um prédio que é da Câmara Municipal e alguns têm-nos feito chegar este desconforto e desagrado porque a determinada altura começou a haver maus cheiros dentro das suas habitações”, acrescentou o autarca.

Para Miguel Borges “importa resolver este assunto” e indicou que os operacionais da Câmara Municipal em conjunto com os operacionais da Tejo Ambiente “estão no terreno”.

Reconhecendo a existência “de um qualquer fenómeno” refere que “de repente começou a aparecer estes maus cheiros dentro das habitações das pessoas. Estamos a fazer esse trabalho! Uma situação desagradável que queremos que se resolva o mais rapidamente possível”.

Entretanto, a empresa Tejo Ambiente respondeu à Junta de Freguesia de Sardoal. Nessa resposta, a que o mediotejo.net teve acesso, é referido que “após diversas deslocações ao local, foram efetuadas limpezas aos coletores existentes, na Tapada da Torre e na Rua do Impasse, em dias distintos, apesar de não se terem verificado obstruções nem nenhuma não conformidade que provocasse tal ocorrência”.

“Caso o cheiro persista e ocorra no interior do edifício, solicitamos que verifique se o sistema de sifonagem está a funcionar corretamente, se todas as caixas existentes no interior no edifício se encontrem conformes e se existem sifões em todos os pontos de descarga de água residuais. De referir que os sifões são dispositivos integrados nos aparelhos sanitários ou inseridos nos ramais de descarga que têm como objetivo impedir a passagem de gases para o interior dos edifícios”, conclui.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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