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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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Sardoal | Mais capacitação e formação nas III Jornadas do Associativismo

As III Jornadas do Associativismo decorreram este sábado, dia 28 de abril, no Centro Cultural Gil Vicente, promovidas pelo Município de Sardoal e pelo CLDS 3G | Sardoal SIM com o apoio da Fajudis – Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém. Este ano, a ação debruçou-se sobre a capacitação dos agentes associativos e a criação de eventos. Após o debate, ficou no ar o tema para as próximas jornadas. Provavelmente passará pela inovação no associativismo.

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As Jornadas do Associativismo em Sardoal começaram por ser encontros para evitar a sobreposição de eventos na calendarização do concelho e para debater os planos de atividades. Depois evoluíram pela “necessidade que todo o tecido associativo tem de se agrupar, discutir e partilhar aquilo que são as suas práticas e com isso retirarem vantagens para aplicação no seu dia a dia” explicou ao mediotejo.net o vereador da Câmara Municipal de Sardoal, Pedro Rosa.

Atualmente acontecem uma vez por ano, também como um momento de reflexão e “sobretudo de capacitação dos dirigentes associativos”, acrescenta.

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Pedro Rosa dá conta de um associativismo assente em voluntariado e boa vontade não raras vezes em detrimento da própria vida pessoal daqueles que se dedicam a esta causa, encontrando-se situações de desconhecimento da legislação.

“Hoje em dia ser agente associativo tem obrigações, regras que é preciso cumprir” e portanto “sentimos necessidade de capacitar os dirigentes de modo a que possam servir melhor as nossas comunidades”, participando nas Jornadas não apenas coletividades e associações do concelho mas também de outros pontos da região.

III Jornadas do Associativismo em Sardoal

A sessão iniciou-se com uma ação de ‘Capacitação de Agentes Associativos’, subordinada ao tema “Organização e Funcionamento dos Órgãos Sociais” com Sérgio Pratas, da Fajudis, licenciado em Direito e mestre em Administração e Políticas Públicas.

No período da tarde, seguiu-se uma sessão sobre “Organização de Eventos” onde foram abordados: a organização de uma atividade, pelo CLDS 3G (Contrato Local de Desenvolvimento Social Terceira Geração) Sardoal SIM (Solidário, Inclusivo e Moderno); os direitos de autor; o licenciamento de uma atividade; e os apoios municipais, com debate e partilha de experiências entre os participantes.

No encerramento do encontro, Pedro Rosa fez um balanço “claramente positivo”, com adesão de maior número de associações. Em 2018 marcaram presença mais de 15 coletividades.

“Aquelas que não estiveram justificaram com muita pena o facto de não estarem porque o hábito que criamos de nos encontrar”, também com o pretexto de assinatura dos Protocolos de Apoio ao Associativismo entre a Câmara Municipal e as associações concelhias, “é acima de tudo um momento de partilha. Cada um de nós passa a experiência que tem e tira ilações das críticas ou sugestões apontadas”.

O vereador do PSD referiu que alguns dirigentes associativos saíram das Jornadas mais esclarecidos porque “não tinham noção da responsabilidade” assumida, considerando que tais esclarecimentos “só trazem vantagens” de segurança no seu trabalho associativo.

Durante a tarde teve ainda lugar a assinatura dos Protocolos de Apoio ao Associativismo, entre a Câmara Municipal e associações concelhias. Cinco estiveram presentes e outras ausentes, por impossibilidade dos presidentes das respetivas direções. A este programa de apoio foram apresentadas quinze candidaturas.

III Jornadas do Associativismo em Sardoal

O investimento da CM, nesta fase de candidatura, “em termos financeiros não é muito expressivo”, admitiu o vereador, até porque Sardoal “tem dois momentos de abertura de candidaturas aos diversos programas ao dispor”.

Na assinatura destes protocolos a CM investiu “cerca de 30 mil euros” mas “existe um conjunto de apoios que são dados e que não são espelhados em termos financeiros no protocolo” ainda assim considerados, explicou Pedro Rosa, referindo-se nomeadamente a “apoios logísticos, que vão desde a cedência do autocarro municipal, na isenção de taxas na utilização de equipamentos”.

Além disso, sublinha, o Município compromete-se a assumir “todas as despesas de manutenção”.

No final do ano o Executivo espera contabilizar “um apoio bastante expressivo”, que no momento é impossível calcular, muito por causa dos “protocolos de desenvolvimento desportivo” na área de formação desportiva a decorrer em setembro. “O investimento que o Sardoal faz é aquele que o tecido associativo considera o necessário. Portanto, estamos a reagir às necessidades demonstradas pelas associações”, afirma.

Por seu lado, o presidente da Câmara, Miguel Borges, garantiu que o Município “gostava de apoiar muito mais” mas lembrou que não são tempos fáceis em termos financeiros, referindo-se ao investimento que o Município terá de fazer na questão da limpeza dos terrenos florestais.

Utilizando a expressão “ a manta é curta”, sugeriu que as associações procurem formas de financiamento que não passem apenas pela CM, como a Fundação Calouste Gulbenkian , o Instituto Português do Desporto e da Juventude ou a Direção-Geral das Artes.

Assinatura dos Protocolos de Apoio ao Associativismo, entre a Câmara Municipal de Sardoal e associações concelhias

Em 2019, nas próximas Jornadas, o tema deverá contemplar a inovação. “Importa cada vez mais inovar” nas atividades realizadas pelas coletividades. “Temos de nos adaptar às novas realidades da sociedade”, disse Pedro Rosa, dando conta que a ideia do tema surgiu durante o debate das III Jornadas até para projetar a região para fora com o objetivo de alcançar outros públicos quem sabe até das áreas metropolitanas.

Como referiu um dos intervenientes “a associação tinha um papel muito importante há alguns anos porque era o único local, nomeadamente onde os mais idosas tinham acesso a serviços, até respostas na área social”.

Hoje, “obriga a que sejamos criativos no que disponibilizamos à nossa comunidade também para que possamos atrair os jovens, para que possam ser o garante da continuidade do associativismo e da vitalidade que queremos”.

Pedro Rosa finalizou deixando um convite para aquele que será o VIII Festival Estímulo organizado pela Associação de Jovens do Sardoal a acontecer no dia 26 de maio no Centro Cultural Gil Vicente.

Colocando igualmente a tónica na inovação, “virado para os hábitos dos jovens da atualidade e a forma como ocupam os seus tempos livres”, considerou tratar-se de mais “um momento de reflexão aberto a uma comunidade muito mais alargada”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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