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Terça-feira, Maio 11, 2021

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Sardoal | Loja do Cidadão celebra terceiro aniversário com 71 atendimentos por dia

Os serviços permanentes da Loja do Cidadão de Sardoal fizeram nos primeiros três anos de atividade daquele espaço, 54.025 atendimentos, numa média de 71 por dia. O terceiro aniversário da Loja do Cidadão de Sardoal foi assinalado na quinta-feira, 21 de fevereiro, numa cerimónia que contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa. Luís Goes Pinheiro reforçou a importância do atendimento presencial. 

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As 54 Lojas do Cidadão existentes em Portugal, em 2018, atenderam 9,5 milhões de pessoas, deu conta esta quinta-feira o Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro, na cerimónia que assinalou o terceiro aniversário da loja de Sardoal.

Naquele espaço, que abriu ao público em 18 de fevereiro de 2016, funcionam de forma permanente o Espaço do Cidadão, os serviços da Autoridade Tributária e da Segurança Social, assim como do Instituto de Emprego e Formação Profissional, através do Gabinete de Inserção Profissional. Os serviços permanentes daquela Loja fizeram, nos primeiros três de atividade daquele espaço, 54.025 atendimentos, numa média de 71 por dia.

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Celebração do terceiro aniversário da Loja do Cidadão em Sardoal. Miguel Borges e Luís Goes Pinheiro. Créditos : mediotejo.net

Para o governante, a administração pública “não pode desistir de continuar a prestar bons serviços presenciais” e a criação das Lojas de Cidadão há 20 anos (completos em abril próximo) “é um bom exemplo” do esforço realizado pelo Estado central e pelas autarquias. “Mudou o paradigma! Antes os serviços públicos estavam muito centrados em si próprios. Com a primeira Loja do Cidadão a administração pública ganhou uma visão mais centrada no cidadão”, disse.

Segundo Luís Goes Pinheiro, a Modernização Administrativa passa por “todas as medidas que tenham como consequência simplificar a vida das pessoas, criar um bom ambiente para os negócios ou tornar a administração pública mais eficiente”, tendo aproveitado o momento para falar do investimento que o Governo tem feito na “disponibilização dos serviços online”.

O secretário de Estado sublinhou ainda a importância de outros canais, “nomeadamente o atendimento telefónico, na Segurança Social, na saúde ou para os emigrantes, através de centros de atendimento”, que foram reabertos como da Segurança Social ou do Centro de atendimento consular, ambas medidas Simplex.

Celebração do terceiro aniversário da Loja do Cidadão em Sardoal. O secretário de Estado da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro. Créditos : mediotejo.net

Lembrou, por isso, o lançamento na passada semana do novo portal de serviços públicos eportugal. Contabilizou ainda que o centro de contactos da Segurança Social, “desde que reabriu no final de 2017 até final de 2018, já atendeu mais de dois milhões de chamadas”.

Luís Goes Pinheiro mencionou ainda a reformulação do centro de contacto do Serviço Nacional de Saúde SNS24 para apontar “um milhão e cem mil” atendimentos em 2018. Relativamente à experiência piloto do centro de atendimento consular – em Espanha – lembrou que era “bilingue em português e espanhol para os cidadãos que residem” no país vizinho.

Reforçando a importância da proximidade, para o secretário de Estado o passo em frente deu-se com a criação do Espaço Cidadão “em que um funcionário serve de intermediário de diferentes departamentos do Estado. No passado era impensável haver esta quebra de barreira, o que mostra como as Lojas do Cidadão são relevantes”, defendeu.

Celebração do terceiro aniversário da Loja do Cidadão em Sardoal. O secretário de Estado da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro. Créditos : mediotejo.net

Recorde-se que o Governo prevê a abertura de sete Lojas de Cidadão e mais 90 Espaços Cidadão em 2019, além de uma nova Loja do Cidadão em Lisboa.

Em Sardoal, além dos serviços permanentes da Loja do Cidadão, também a Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo ali presta atendimento semanal e a Associação Comercial e Empresarial, bem como a Associação de Agricultores estão presentes quinzenalmente. O edifício alberga ainda o cowork Espaço Empreende, um Balcão Multisserviços com dois postos de atendimento que podem ser reservados por diversas entidades, o Arquivo Municipal e o Arquivo Histórico Municipal.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), começou por dizer que  a média de 71 atendimentos por dia na Loja do Cidadão de Sardoal são o reflexo da “eficiência e eficácia dos nossos serviços e também da qualidade de todos os trabalhadores. Com a Loja triplicámos o número de respostas do Estado no território”, considerou Miguel Borges.

O autarca não deixou passar em branco que pairava sobre o concelho “a possibilidade de alguns serviços públicos saírem” do território, até “pela proximidade de Sardoal com algumas cidades de maior dimensão”.

Admitiu que o Governo – o anterior e o atual – “foi sensível à interioridade” aproveitando para deixar um recado ao secretário de Estado: “a centralidade ainda existe, mas se queremos um interior povoado, com gente, temos de dar serviços e não centralizar nos grandes centros urbanos”, defendeu.

Celebração do terceiro aniversário da Loja do Cidadão em Sardoal. Miguel Borges e Luís Goes Pinheiro mostram o Livro dos Elogios. Créditos : mediotejo.net

A Loja de Cidadão de Sardoal “veio criar uma nova realidade que também serve os concelhos aqui à volta. Ao mesmo tempo teve o papel de recuperação deste espaço [antiga panificadora], que se encontrava devoluto” notou Miguel Borges.

Sobre o recente Gabinete de Apoio ao Emigrante o presidente fez um primeiro balanço “positivo” com “um ritmo de um atendimento por dia”. Conclui referindo o Livro de Elogios “tem mais elogios do que o Livro de Reclamações” tem reclamações dos utentes, e “quando assim é estamos satisfeitos!”, afirmou.

Após uma visita às instalações, convidados e funcionários da Loja do Cidadão cantaram os parabéns, o secretário de Estado apagou a vela e cortou-se o bolo de aniversário.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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