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Domingo, Setembro 26, 2021

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Sardoal | Funcionários da Santa Casa em protesto por condições salariais e de trabalho (C/ÁUDIO)

Cerca de 20 trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal estiveram hoje reunidos em plenário para exigir que o seu vencimento seja pago integralmente no fim do mês e não em duas tranches mensais, como sucede desde dezembro de 2020, dando conta das suas necessidades pessoais e familiares e admitindo endurecer as suas posições reivindicativas.

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A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) disse ao mediotejo.net que foi hoje aprovada uma moção onde reclamam à instituição, que emprega cerca de 70 pessoas, o “pagamento integral do ordenado ao fim do mês e não como tem vindo a ser, que é 50% no fim do mês e 50% dias mais tarde”, exigindo também o “respeito pelos conteúdos funcionais e pelos horários de trabalho”, uma situação agravada pela “exaustão física e mental” dos trabalhadores com uma situação que se arrasta há vários meses.

ÁUDIO | TERESA FARIA, DIRIGENTE STFPSSRA

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Os problemas financeiros daquela instituição de solidariedade social são do domínio público tendo Anacleto Batista, provedor da Santa Casa, reconhecido que se está a efetuar o pagamento dos salários aos trabalhadores de forma parcelar.

Desde o mês de dezembro de 2020 e até este mês de agosto de 2021 – ou seja, há nove meses – que os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal recebem 50% do salário no início do mês e o restante até ao dia 10 do mesmo mês.

Ao nosso jornal, em abril deste ano, Anacleto Batista apontou o dedo à Segurança Social como causa dos problemas financeiros da instituição uma vez que “proibiu de ter mais utentes – tinha na altura 44 em ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas), 4 da Segurança Social e 40 da responsabilidade da instituição – no cumprimento do acordo quando a Santa Casa tinha cerca de 60”, explicou.

O provedor garantiu que a Segurança Social tem conhecimento que os salários dos trabalhadores estão a ser pagos de forma parcelar, sendo que a instituição “já pediu apoios e está a aguardar uma decisão”, acrescentou, na ocasião.

Hoje, os trabalhadores aprovaram uma moção que entregaram aos responsáveis da instituição reclamando por soluções para os problemas elencados, tendo Teresa Faria dado conta de ter seguido uma participação para a Autoridade das Condições no Trabalho (ACT) que vão fazer chegar as suas preocupações à União das Misericórdias e ao próprio Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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