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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Sardoal | Festas do Concelho com cultura, desporto e iguarias a animar o fim de semana

Da animação musical, na noite de sábado com Ala dos Namorados, à Mostra de Saberes e Sabores, com a presença do secretário de Estado das Autarquias Locais, duas exposições, uma de escultura em cerâmica e outra documental, do hipismo ao passeio da Chapa Amarela, do futebol com a Taça da Amizade a demonstração de karaté. Sardoal está em festa até domingo, 23 de setembro, celebrando-se hoje, dia 22, o Dia do Concelho.

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A Mostra de Saberes e Sabores, na Praça Nova, recebeu ao fim da tarde, desta sexta-feira 21 de setembro, os primeiros visitantes que chegaram com vontade de espreitar as ruas do centro da vila, com 30 expositores de artesanato, produtos regionais sardoalenses e dos concelhos vizinhos de Abrantes, Mação, Constância e Vila de Rei, as várias iguarias que inclui pão com chouriço quentinho a sair do forno, os enchidos designadamente o presunto de Mação, a doçaria onde não falta a Palha de Abrantes, os vinhos, cerveja artesanal e até um licor inspirado numa receita de família do auge do Império Português lá para os lados de Goa.

Os mais pequenos não foram esquecidos e as Festas do Concelho de Sardoal contam com roulotte das farturas e algodão doce, bem como pinturas faciais, trampolim para saltar e insuflável para correr e escorregar à vontade. Sendo que as associações concelhias e as entidades particulares de restauração com tasquinhas instaladas nas Festas possuem animação própria.

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A arte também não foi esquecida com a inauguração de duas exposições na presença do secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, no Centro Cultural Gil Vicente. A primeira, a exposição de escultura em cerâmica “Gil Vicente por Armando Correia” tendo os visitantes recebido uma máscara inspirada nas personagens criadas por Gil Vicente para os seus Autos. Ao presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, calhou-lhe o Fidalgo e ao Secretário de Estado a máscara de Procurador, personagens que “acabaram no inferno” gracejou Miguel Borges.

Gil Vicente “teve um inquestionável papel enquanto dramaturgo e poeta português dos séculos XV/XVI, sendo considerado por muitos o maior representante do teatro nacional. Na tragicomédia ‘Pastoril da Serra da Estrela’, na farsa do ‘Juiz da Beira’ e no ‘Auto da Barca do inferno’ encontramos referências efetivas ao território e aos hábitos sardoalenses que vinculam o autor a este concelho”, lê-se no catálogo da exposição. O objetivo da mostra, que na inauguração contou com a presença e com as palavras de Marina Ximenes, que chegou a ser casada com o artista já falecido, é “potenciar o imaginário vicentino através do olhar do ceramista Armando Correia”.

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No espaço Cá da Terra, também ontem inaugurada, pode conhecer-se a exposição documental “A Banda” com instrumentos da Filarmónica União Sardoalense (FUS). “Esta exposição é um complemento de um artigo da revista Zahara, revista de história local da nossa região” explicou Miguel Borges, dizendo ao Secretário de Estado que em Sardoal “não há família nenhuma que não tenha tido um músico na Filarmónica, só na minha casa o contributo é de quatro”.

Miguel Borges considerou a FUS “uma escola fantástica não só de música mas de relações humanas, de convívio, de sentir a terra e a tradição, contribuindo para um bem comum, um trabalho conjunto de uma filarmónica como é a nossa já com 156 anos” acrescentou o autarca, e que segundo o presidente da Banda, César Grácio no dia 1 de dezembro “vão entrar 18 novos pequenos músicos”.

Após a cerimónia oficial de abertura das Festas do Concelho de Sardoal 2018, durante a tarde, no salão nobre do edifício dos Paços do Concelho, na presença de várias individualidades, entre elas o Secretário de Estado, Carlos Miguel, seguiu-se uma visita à Capela de Nossa Senhora do Carmo que vai entrar em obras dentro de dias, à Mostra de Saberes e Sabores e inaugurou-se as exposições. A animação musical e os petiscos chegaram ao início da noite.

O sábado iniciou com a cerimónia oficial do Dia do Concelho, com guarda de honra prestada pela FUS e Bombeiros Municipais de Sardoal. Seguiu-se a entrega das Distinções aos trabalhadores da Autarquia que completam 25 anos de serviço.

O certame abre pelas 14h00, e pelas 16h00 futebol com Taça da Amizade a ser disputada entre ‘Os Lagartos’ de Sardoal e Grupo Desportivo de Alcaravela. Ao mesmo tempo Festa é Festa do Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal (GETAS) no Centro Cultural Gil Vicente. Às 18h00 “Os Duros” vão estar prontos para umas aceleradelas com um Passeio da Chapa Amarela.E o concerto da noite chega pela música e voz dos Ala dos Namorados, às 22h30 na Praça da República.

Domingo é o dia de encerramento das festas sardoalenses, que inicia com o tradicional Festival Hípico a acontecer de manhã a partir das 10h00, com volteio e iniciação aos andamentos a cavalo (destinado a crianças e jovens) meia hora mais tarde.

A Mostra e a Feira volta a abrir às 14h00, e na Praça Nova será a vez de uma demonstração de karaté pela Associação Nacional de Artes Marciais.

O Fado sai à rua pelas 22h00 com Teresa Tapadas, António Pinto Basto, Maria Ana Bobone, Rodrigo Costa Félix e Mafalda Arnauth, a encerrar os festejos da vila que completa 487 anos de história.

E como disse Miguel Borges, considerando “difícil” destacar um evento do programa das Festas, “o São Pedro está a ajudar. Vamos ter umas boas festas”, para os sardolenses e para quem os visita. Aliás, em Sardoal “ninguém é de fora”.

Veja aqui as declarações do presidente da Câmara de Sardoal:

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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