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Sábado, Outubro 16, 2021

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Sardoal | Faturação da Tejo Ambiente volta a falhar e a apresentar “constrangimentos desagradáveis” (c/áudio)

A faturação apresentada pela empresa Tejo Ambiente volta a causar “constrangimentos” em Sardoal, informou o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), na última reunião de executivo. Miguel Borges deu conta dos erros na faturação configurarem uma situação preocupante.

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Na atuação da empresa Tejo Ambiente relativamente à faturação “voltámos a ter constrangimentos”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Sardoal. Miguel Borges deu conta dos erros na faturação configurarem uma situação preocupante. “Alguns munícipes têm feito chegar alguns lamentos” pelo facto da empresa “não estar a funcionar como deve ser”, como tinha sido assumido pela administração da empresa.

Na última reunião de Câmara, o autarca explicou que o problema está relacionado com a leitura dos contadores e considera a situação “desagradável”. Como presidente de Câmara de um município acionista da Tejo Ambiente disse que o município assumirá as suas responsabilidades em todo o processo tendo feito notar que pouco mais pode fazer do que “alertar a administração e a direção técnica que estas coisas não podem acontecer”.

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Após o encaminhamento das reclamações que chegaram à Câmara Municipal de Sardoal “houve 170 clientes em que o operador do contador não fez a leitura, o que fez com que a faturação a esses clientes venha com consumos a zero, unicamente com as tarifas fixas”.

OIÇA AQUI O PRESIDENTE DA CÂMARA

Recorda-se que no dia 1 de julho de 2019 o Município de Sardoal, juntamente com os Municípios de Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Vila Nova da Barquinha e Tomar, formalizaram em escritura pública a constituição da Empresa Intermunicipal – Tejo Ambiente.

Segundo os seis municípios aderentes, esta empresa “foi constituída visando a união de esforços e a racionalização de meios operacionais, através de boas práticas de gestão e economias de escala. Só assim será possível acedermos aos fundos comunitários fundamentais para a renovação dos sistemas de abastecimento de água, águas residuais e resíduos sólidos urbanos”. Esta foi uma decisão aprovada por unanimidade em todos os órgãos autárquicos.

Segundo Miguel Borges o executivo municipal de Sardoal aguarda “o reporte” da empresa responsável pela leitura dos contadores contratada pela Tejo Ambiente. “Houve este percalço novamente com os Municípios de Mação e Sardoal. A mesma empresa está a trabalhar noutros locais e não tem havido problemas” assegura justificando com “o azar com os operacionais que estão a fazer estas leituras. Sei que houve um procedimento disciplinar em relação à pessoa que estava a fazer este trabalho que não cumpriu”.

O presidente aponta como solução uma nova leitura “este mês” dos 170 contadores para que ainda em março “seja feita a faturação dos consumos deste mês para não somar aos consumos do próximo mês”. Miguel Borges refere que a fatura virá “sem as tarifas, porque essas já vêm na fatura anterior”.

Ainda assim o presidente da Câmara isenta de responsabilidades a administração da Tejo Ambiente fazendo notar que essa terceira entidade “deveria cumprir o serviço para o qual a Tejo Ambiente está a pagar e não o está a fazer nas devidas condições com prejuízos, mais uma vez, para os nossos munícipes”.

A Câmara de Sardoal aguarda agora pelo relatório que a Tejo Ambiente solicitou à operadora responsável pela leitura dos contadores “para perceber se há mais alguma coisa a fazer”. Miguel Borges considera “já ser tempo de se ultrapassar estes problemas”.

Inicialmente estava previsto o arranque da empresa no dia 1 de janeiro de 2020 para os seis municípios, mas a transferência dos serviços de água, saneamento e resíduos para a Tejo Ambiente aconteceu apenas a 1 de junho do ano passado.

A reunião de Câmara Municipal de Sardoal realizou-se por videoconferência. Créditos: mediotejo.net

A Tejo Ambiente tem por objetivo “privilegiar relações de confiança e inovação com os respetivos utilizadores, bem como serviços de forma mais eficiente e ambientalmente sustentada”.

A empresa tem um capital social de 600 mil euros e os municípios de Tomar e de Ourém detêm as maiores participações (com 35,63% e 32,37%, respetivamente), seguido de Mação (10,85%), Ferreira do Zêzere (7,94%), Vila Nova da Barquinha (7,63%) e Sardoal (5,58%).

Os municípios de Ourém e Tomar vão receber investimentos nas próximas décadas na ordem dos 33,8 e 33,4 ME, respetivamente, seguindo-se depois Mação (17,7 ME), Ferreira do Zêzere (13,5), Vila Nova da Barquinha (8,7 ME) e Sardoal (5,5 ME).

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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