Sardoal | Executivo discute Educação com presidente a garantir que abertura do ano escolar não está comprometida

Visita à empreitada de requalificação da Escola Básica e secundária de Sardoal. (foto de arquivo) Créditos: mediotejo.net

Na primeira reunião de Câmara presencial em Sardoal, durante a pandemia de covid-19, realizada na quarta-feira, 20 de maio, o tema mais abordado pelo executivo foi a Educação: o regresso às aulas presenciais dos alunos do 11º e 12º ano, a creche de Sardoal que continua encerrada e a continuidade das obras da Escola de Sardoal em contexto de pandemia, com a oposição a questionar se a abertura no próximo ano letivo está comprometida. Miguel Borges negou.

Cerca de 80% dos alunos do ensino secundário regressaram na passada segunda-feira às escolas, segundo a Associação Nacional de Dirigentes Escolares, referindo-se aos estudantes do 11.º e 12.º anos de escolaridade que estiveram dois meses com ensino à distância devido à pandemia de covid-19. Em Sardoal não foi diferente e o vereador Pedro Rosa (PSD), com o pelouro da Educação, deu conta na última reunião de executivo, que o regresso decorreu dentro da normalidade.

Os alunos regressaram para o terceiro-período “de acordo com as regras estabelecidas pelo Ministério da Educação que dentro da anormalidade em que nos encontramos decorreu com a normalidade possível. Temos os alunos de 11º e 12º a assistir a aulas presenciais, nas disciplinas a que vão ser propostos a exame”, explicou Pedro Rosa.

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Para que este arranque fosse possível “houve que reorganizar os transportes. Estamos a transportar os nossos alunos com recurso às nossas viaturas. Alguns que estavam mais distantes estão a ser transportados através da Comunidade Intermunicipal, são apenas dois alunos”, indicou.

O Ministério da Educação permitiu às escolas aumentar os horários dos professores com horários reduzidos ou contratar novos docentes, tendo em conta que a pandemia levou também à definição de novas regras, como o distanciamento social que em alguns casos implicou o desdobramento de turmas.

Segundo Pedro Rosa para este arranque das aulas presenciais decorreu também “uma ação de formação para todos os funcionários” no sentido de “agirem em conformidade com as indicações do Ministério da Educação”.

Reunião de Câmara Municipal de Sardoal. Créditos: mediotejo.net

Ainda sobre a Educação e a situação epidemiológica o vereador Pedro Duque (PS) quis saber se a covid-19 poderia afetar a continuidade das obras na Escola de Sardoal e questionou se a abertura do ano escolar, em setembro, poderia estar comprometida.

O presidente da Câmara Municipal garantiu que “nunca a abertura do ano escolar vai ser comprometida. Seja de que forma for. Porque o pior que pode acontecer é o ano escolar começar como está a acabar: com as mesmas instalações. Não há prejuízo algum!”, considerou.

No entanto, Miguel Borges (PSD) admitiu “alguma variação” assegurando que Sardoal está preparado. Devido à pandemia de covid-19 a empresa responsável pela empreitada da nova escola pode “ter dificuldades em obter alguns materiais, equipamentos importados e mesmo nacionais”, tendo feito notar que “muitas fábricas estiveram fechadas e pode não haver essa capacidade de fornecimento de material com a mesma celeridade que gostaríamos”.

Relativamente à abertura em setembro como estava previsto, Miguel Borges diz que até ao momento a empresa não comunicou qualquer atraso na obra ou que não será concluída na data prevista.

Por seu lado, o vereador Carlos Duarte (PS) quis saber se a creche de Sardoal, uma valência da Santa Casa da Misericórdia, já estaria em funcionamento. Em resposta Miguel Borges disse que “não abriu. Não houve inscrições. Os pais preferiram manter as crianças em casa”. O autarca acrescentou que todos os funcionários foram submetidos a testes de diagnóstico ao SARS-CoV-2.

Nesta retoma das aulas presenciais, que estavam suspensas desde 16 de maio pelo Governo como forma de conter a disseminação do novo coronavírus, Miguel Borges esclareceu os vereadores da oposição que o material de higienização dos espaços ou equipamentos de proteção são da responsabilidade do Ministério da Educação. Material que foi distribuído na semana passada pelo Governo pelas mais de 500 escolas que reabriram.

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