Quinta-feira, Março 4, 2021
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Sardoal: Erik Satie pelas mãos de Joana Gama no Centro Cultural Gil Vicente

O Centro Cultural Gil Vicente recebe este sábado, dia 2, o concerto de Joana Gama integrado na digressão nacional que assinala os 150 anos do nascimento do compositor e pianista Erik Satie em 12 localidades diferentes. Cada uma recebe um concerto mensal e o Sardoal foi escolhido para o espetáculo de julho, antes do estilo inconfundível e desconcertante de Satie seguir nas mãos da pianista portuguesa para Cacela Velha, Serpa, Faro, Castelo Branco e Braga.

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Erik Satie nasceu em Honfleur, França, no ano de 1866. Em 1983, 97 mais tarde, Braga recebia a recém-nascida Joana Gama. O que têm em comum? Ambos são pianistas e a segunda encontra-se a percorrer o país numa digressão que assinala os 150 anos do nascimento do compositor que certamente já nos influenciou num qualquer momento da vida. É a ele que devemos a Musique d’Ameublement ou a “música-mobília”, mais conhecida por música ambiente.

A pianista sobre ao palco do Centro Cultural Gil Vicente no próximo sábado, a partir das 21h30, para interpretar seis obras de um nome incontornável dos movimentos de vanguarda artísticos parisienses, como o minimalismo e o teatro do absurdo, e forte influência nas composições de Claude Debussy e Maurice Ravel. O concerto integra a digressão Satie 150, que desde janeiro pára uma vez por mês numa localidade portuguesa diferente e assim continuará até dezembro.

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Satie dá nome à digressão e além das suas obras serão interpretadas outras de John Cage, Carlos Marecos, Arvo Pärt, John Adams e Alexander Scriabin, mas as mãos são de Joana Gama, que aos cinco anos de idade, em 1988, se sentou ao piano no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian sob orientação de Ema Pais Martins, Ana Rita Lima e João Paulo Teixeira e nunca mais parou.

Mais tarde fez as malas e seguiu para a Royal Academy of Music, em Londres, regressando a Portugal para concluir a licenciatura em Piano na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Tania Achot, em 2005. Novas malas feitas e a capital ficou para trás ao prosseguir os estudos na Universidade de Évora, onde obteve o Mestrado em Interpretação e terminará brevemente o Doutoramento em Música Contemporânea Portuguesa para Piano.

A par da formação académica, a vocação foi-se fortalecendo com a participação em diversas masterclasses com músicos nacionais e internacionais e foi reconhecida por três prémios Jovens Músicos/Antena 2, dois primeiros lugares em 2005 e 2008 e um terceiro lugar em 2004.

Joana Gama foi construindo assim a carreira profissional, a par de participações em diversas iniciativas culturais realizadas no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz e no Centro Cultural de Belém, ambos em Lisboa, na Casa da Música, no Porto, ou no Theatro Circo, em Braga. À integração regular na Orquestra Metropolitana de Lisboa, entre 2005 e 2009, juntou as na Orquestra do Algarve, na Orquestra Sinfónica Juvenil e, mais recentemente, no Lisbon Ensemble 20/21, na Orchestrutopica e no Sond’Ar-Te Electric Ensemble.

Antes de chegar a Satie 150, em 2016, a pianista cujo repertório privilegia os séculos XX e XXI também se dedicou ao ensino na Escola Profissional Metropolitana, desenvolveu trabalhos em que aliou a música à dança, teatro, cinema e fotografia e o piano à eletrónica, participou em festivais estrangeiros e fundou o Centro para os Assuntos de Artes e Arquitetura – Guimarães e o atelier de tipografia e edições “O Homem do Saco”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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