Sardoal | Empresa de produção de óleos vai instalar-se no Parque Empresarial

Reunião de Câmara de Sardoal

O Parque Empresarial de Sardoal vai ter uma nova empresa que se candidatou a um dos dois lotes de terreno na posse do Município, atribuído pelo “preço simbólico” de 150 euros. Miguel Borges esclarece que os 2500 metros quadrados de terreno não permitem grande área de construção e seria “impossível” instalar um investidor de maiores dimensões. Trata-se uma empresa de produção de óleos com fins diversos tendo como origem os produtos provenientes da floresta.

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A atribuição de um dos dois lotes de terreno na posse do Município de Sardoal, no Parque Empresarial do concelho, foi aprovada por unanimidade em reunião de Executivo, pelo valor de 150 euros, esta quarta-feira. A Câmara Municipal efetivou “duas candidaturas separadas”, sendo que o processo relativo ao segundo lote encontra-se em curso.

O presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges, reconhece tratarem-se de lotes com dimensões “pequenas” e tendo em conta as exigências do plano de pormenor da zona industrial, “não é possível fazer uma grande área de construção”.

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A empresa candidata apresenta-se numa área “inovadora de produção de óleos com fins diversos tendo como origem os produtos provenientes da floresta. Há aqui alguma ligação com a ciência”, refere Miguel Borges, e vai criar um posto de trabalho. Para avaliar o projeto constitui-se uma comissão de análise da qual saiu um relatório que acabou por estar na base da aprovação da atribuição em reunião de Executivo.

Embora esta atribuição não decorra da alteração do regulamento do Parque Empresarial de Sardoal, o Executivo decidiu altera-lo com o objetivo de reverter para o Município os lotes de terreno atribuídos mas sem criação de riqueza. “O diálogo com os detentores dos lotes já começou no sentido da reversão ser realizada em comum acordo das partes, caso contrário teremos de nos socorrer de instâncias superiores”.

O Parque Industrial de Sardoal, tal como os restantes do País, surgiu como zona industrial criada através de fundos comunitários. Contudo, “o regulamento existente não correspondia às necessidades do Município, incluindo situações em que os lotes tinham sido atribuídos mas nenhuma empresa ali instalada”, explicou o autarca.

No âmbito do novo regulamento a empresa à qual foi atribuído, ontem, o lote de terreno, tem agora um prazo para iniciar a laboração e “se nada for feito o lote reverte novamente para o Município”, indicou Miguel Borges dando ênfase às atuais “regras que permitem salvaguardar os interesses” do concelho de Sardoal.

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