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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Sardoal | Despedidas e agradecimentos na última Assembleia Municipal

Aquela que foi a última sessão da Assembleia Municipal de Sardoal, desta legislatura, ficou marcada por despedidas, agradecimentos e pela rapidez com que os deputados municipais votaram os seis pontos da Ordem de Trabalhos. Nos 45 minutos de reunião não houve lugar a polémicas nem a entusiasmada troca de palavras, exceto numa pequena critica socialista quanto à data da sessão. O deputado Adério Garcia manifestou desagrado no agendamento da mesma em plena campanha para as eleições autárquicas.

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Os deputados da Assembleia Municipal de Sardoal, eleitos há quatro anos, realizaram a última reunião do mandato, esta terça-feira 26 de setembro, onde o presidente da Assembleia Municipal, Miguel Jorge Alves (PSD), apelou ao “bom senso de todos no sentido de dignificar “ aquele órgão. Isto porque, a última sessão decorreu em plena campanha eleitoral.

O deputado municipal Adérito Garcia, da bancada PS, manifestou descontentamento pela data escolhida para a realização da última sessão. “Preferíamos que fosse realizada antes do período de campanha eleitoral”, confessou.

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Miguel Jorge Alves concordou com a posição socialista justificando tal atraso com “a situação de calamidade” vivida durante o verão no concelho. Em contraponto, Anacleto Batista (PSD) sublinha que apesar da campanha eleitoral em curso “a Assembleia está a funcionar em pleno”.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), esclarece que “a intenção era realizar a Assembleia Municipal no início de setembro mas devido aos incêndios não foi possível”.

A propósito dos incêndios florestais, o deputado Francisco Lopes (GIS – Grupo de Independentes por Sardoal) questionou o presidente da câmara sobre o que correu mal durante os fogos florestais no concelho. “Os incêndios correm sempre mal. A floresta arde” afirmou Miguel Borges. “Estão a ser apurados os erros que ocorreram este ano” explicou, indicando como mais significativo o incêndio que decorreu em Cabeça das Mós e ainda o que “chegou do Norte e só parou em Gavião”.

Assembleia Municipal em Sardoal

O presidente aproveitou também o momento para referir que “os fogos não melhoram de ano para ano, quando muito mantém a mesma gravidade dos anos anteriores. Vivemos um pouco à base do improviso. E há muita coisa para ser pensada começando pelos próprios municípios”.

Miguel Borges respondeu a outra pergunta do deputado Francisco Lopes sobre a perda de 25 alunos no pré-escolar, no presente ano letivo, indicando um decréscimo da população.
“É preocupante. Temos um país inclinado para o litoral e temos de inverter essa tendência” analisa o autarca.

No rescaldo das Festas do concelho, o presidente da Assembleia Municipal considerou oportuno enaltecer “o esforço de todas as associações das freguesias de Sardoal e de toda a população” não deixando de mencionar a tolerância “daqueles que têm de suportar o ruído”. Nessa sequência elogiou os funcionários da autarquia. No mesmo sentido foi a intervenção do deputado socialista Adério Gracia.

Quatro dos seis pontos da Ordem de Trabalhos foram aprovados por unanimidade, exceto o número quatro relativo a um aditamento ao empréstimo para obras concluídas em Valhascos. “Há a libertação de 44 mil euros, disponível para ser aplicado noutra obra”, explicou Miguel Borges. A proposta para aplicação dessa verba noutra obra – em São Domingos e Lobata – foi aprovada com maioria, com 13 votos favoráveis do PSD e do GIS e 4 abstenções do PS. E ainda o ponto cinco relativo à revisão orçamental relacionada com a assinatura de um protocolo com o CRIA e com os concelhos de Abrantes e Mação no sentido de apoiar as famílias mais carenciadas. Igualmente aprovado com maioria com 13 votos do PSD e GIS e 4 votos de abstenção do PS.

Por fim, e na hora da despedida, elevou-se o ambiente democrático que pautou todas as sessões. Miguel Jorge Alves agradeceu a solidariedade institucional no esforço da resolução dos problemas que se foram colocando durante este mandato que agora termina, e referiu o seu apreço pela defesa dos interesses do concelho.

“Agora, com alguma nostalgia, chegou o momento de agradecer a todos aqueles que deram um contributo” para o concelho. “Agradecer a forma como participaram nas Assembleias Municipais” apesar das diferenças entre bancadas “estamos aqui com interesse naquilo que é o nosso concelho, a postos para continuar a dar o que Sardoal merece”, afirmou.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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