Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Sardoal | Derby sardoalense com sabor a (muito) pouco

Equipas perfiladas

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Venda Nova 1 – Alcaravela 1
Sardoal, 09 de Abril de 2017, 16 horas
Campeonato Distrital de Futebol de 11 da Inatel – Delegação de Santarém
2ª Fase – Grupo E2 – 9ª jornada
Comissão de Desenvolvimento Cultural e Recreativo de Venda Nova 1 – Grupo Desportivo de Alcaravela 1

Diz-se na gíria futebolística que “perder nem a feijões” e esse dito popular melhor se aplica se estivermos a falar de um derby.

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Venda Nova e Alcaravela entraram em no sintético de Sardoal com essa disposição e cedo se constatou que iríamos assistir a algo um pouco diferente do habitual entre estas duas formações cujos resultados são (quase) sempre fartos em golos, pois são confrontos abertos onde as oportunidades acabam por surgir naturalmente. Só para recordar, a última vez que as equipas do Concelho de Sardoal se defrontaram, na 1ª volta desta fase, foram cinco os tentos apontados: vitória, na ocasião, para os homens de Alcaravela por 3 bolas a 2 mas com incerteza de resultado até ao final!

Numa tarde quente e com as bancadas no Municipal de Sardoal bem compostas de público afecto aos dois conjuntos (outro cenário já habitual) entrou bem melhor a turma de Alcaravela com um bloco defensivo bem definido e bastante sólido que terá apanhado de surpresa os pupilos de Paulo Dias que tiveram grandes dificuldades de penetração no último reduto dos forasteiros que iam aproveitando para construir jogadas de foro ofensivo, mas também sem causar grande perigo.

Até à meia hora de jogo, apenas duas vezes vezes as balizas estiveram ameaçadas. Primeiro a do Venda Nova, aos 15 minutos, quando, completamente isolado e apenas com nelson Santos pela frente, o capitão alcaravelense Rui Dias, desperdiça soberana oportunidade para inaugurar o marcador. Um minuto depois foi a vez de Paulo Silva, de Venda Nova, se deixar antecipar por um defesa contrário mesmo na hora em que preparava o remate.

Neste primeiro tempo, a melhor ocasião para a equipa da casa chegou aos 35 minutos quando, na transformação de um livre direto, Ricardo Dias atinge o poste esquerdo da baliza à guarda de Pedro Duque que estaria batido se o remate fosse mais certeiro.

Bola ao poste de Ricardo Dias

Quando as equipas já só esperavam pelo apito de João Alcobaça para irem para o descanso, numa jogada desenhada no lado direito do ataque do Alcaravela, Paulo Sila comete infração em que o árbitro não teve dúvidas e assinalou a marca de livre de 11 metros. Cara a cara com Nelson Santos, Bruno Pita não enjeitou a possibilidade de dar vantagem à sua equipa mesmo na hora de recolherem aos balneários.

O golo do Alcaravela era um prémio para a equipa mais esclarecedora do primeiro tempo pese embora as poucas oportunidades de golo que ocorreram nesses 40 minutos.

Reatada a partida, cabia aos comandados de Paulo Dias darem uma resposta mais eficiente e era forçosamente necessário fazer qualquer coisa no imediato. O técnico dos locais chama a jogo Duarte Baptista por troca com Diogo Roldão com a intenção de dar maior consistência e mobilidade abrindo desse modo uma maior frente de ataque, o que parece ter surtido efeito.

A Venda Nova surgiu com outra determinação tomando conta dos acontecimentos dando a nítida sensação que estaríamos a assistir a outro encontro de futebol completamente diferente da do primeiro tempo.

Todavia, e aproveitando o adiantamento dos rapazes da casa, é do Alcaravela a primeira ocasião de perigo do período complementar com Pedro Antunes, aos 47 minutos a permitir que Nelson Santos brilhasse com uma fantástica defesa para canto.

Ataque Alcaravela

A partir desse momento, o jogo tornou-se mais “ríspido” com algumas disputas individuais mais “agressivas” (não confundir com “maldosas”) o que obrigou a que o trio de arbitragem tivesse que intervir por diversas vezes. Resultado mais evidente dessas situações foi o caso do atleta Pedro Bento que, num espaço de cinco minutos (47 e 52), vê a cartolina amarela recebendo ordem de expulsão ficando, a partir de então, o Alcaravela a jogar com dez unidades.

Desse facto se aproveitou a Venda Nova que, também na transformação de uma grande penalidade, empata a partida aos 55 minutos por intermédio de Eduardo Dias. Após a obtenção do golo, e na tentativa de repor a bola em jogo o mais rápido possível, Pedro Fernandes (Venda Nova) envolve-se com um contrário pela disputa da bola, dentro da baliza acabada de ser violada, tendo o juíz da partida considerado que este agredira o adversário admoestando-o com cartão vermelho direto, para seu próprio espanto e de toda a falange de apoio afecta à equipa local.

Ataque Venda Nova

Com 25 minutos para jogar, a partida estava empatada em golos e as equipas voltavam a ter o mesmo número de intervenientes.

Mostrando mais querer, foi a vez da Venda Nova, que ia dispondo de mais algum espaço no terreno, para desferir alguns ataques, dois deles a obrigarem Pedro Duque a aplicar-se na defesa das suas redes, mostrando que ainda é capaz de ser útil à sua equipa, dando-lhe confiança entre os postes.

A partida arrastava-se para o seu final, perdendo a pouca qualidade que já tinha mostrado, cabendo aos visitantes a última chance de golo no derradeiro minuto, mas Bruno Pita não conseguiu converter em golo um livre direto que parecia ser feito à sua medida.

Ataque Alcaravela – último lance da partida

Foi o “canto do cisne” de um jogo morno e pouco disputado em que um ponto para cada conjunto acaba por ser uma mal menor, tendo em conta o facto de ambos já estarem apurados para os oitavos de final da prova e que, na derradeira jornada, terão oportunidade de rectificar o que de menos bom apresentaram no Municipal de Sardoal.

Apesar de algumas decisões mais duvidosas e de disciplinarmente nem sempre estar bem, o trio de arbitragem conduzido por João Alcobaça acaba por não ter influência direta no resultado que se aceita por aquilo que as equipas fizeram (ou não fizeram, depende da perspetiva) ao longo dos 80 minutos.

A Venda Nova, que após esta jornada sobe ao primeiro posto da classificação, viaja dia 23 de abril até Rio de Moinhos enquanto que o Alcaravela medirá forças, no seu reduto e no mesmo dia, com a formação de S. Miguel do Rio Torto com apenas dois pontos a separá-las com vantagem para o conjunto do Concelho de Abrantes e onde os resultados dessa jornada final serão determinantes para definir as posições finais.

Ficha do jogo
Parque Desportivo Municipal de Sardoal
Árbitro: João Alcobaça
Árbitros Assistentes: Sérgio Marujo e João Lamas

C.D.C.R. Venda Nova
Nelson Santos, Bruno Gomes, Luís Silva (cap.), Pedro Fernandes, Luís Marques, Diogo Roldão (Duarte Baptista), Eduardo Dias (Filipe Gil), Miguel Cadete (Túlio Almeida), Ricardo Dias, Jorge Gil (João Fernandes) e Paulo Silva
Suplentes: Sérgio Salgueiro, Anderson Santos, Duarte Baptista, Túlio Almeida, João Fernandes e Filipe Gil
Treinador: Paulo Dias

G.D. Alcaravela
Pedro Duque, João Pedro, Miguel Gaspar, Pedro Bento, Victor Pissarreira (Daniel Gonçalves), Pedro Antunes (Tó-Zé Serras), Bruno Gaspar, Bruno Pita, Rui Pita (cap.), João Gaspar e André Lobato
Suplentes: Fábio Meneses, Márcio Farinha, Tó-Zé Serras, Fábio Pita e Daniel Gonçalves
Treinador(es): Pedro Duque, Rui Serras e Vítor Pissarreira

Disciplina:
Cartões Amarelos:
C.D.C.R. Venda Nova: Diogo Roldão (12’), Nelson Santos (40’) e Paulo Silva (41’)
G.D. Alcaravela: Bruno Gaspar (33’), Pedro Antunes (40’), João Gaspar (42’) e Pedro Bento (47’ e 52’)

Cartões Vermelhos:
C.D.C.R. Venda Nova: Pedro Fernandes (55’: direto)
G.D. Alcaravela: Pedro Bento (52’: por acumulação)

Marcadores:
C.D.C.R. Venda Nova: Eduardo Dias (55’ g.p.)
G.D. Alcaravela: Bruno Pita (42 g.p.)

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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