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Domingo, Novembro 28, 2021

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Sardoal | Demissões na Santa Casa da Misericórdia “não encerra as portas” da instituição – Miguel Borges

A Mesa Administrativa e o Conselho Fiscal da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal encontram-se demissionários. Após os seus membros apresentarem renúncia dos mandatos – válidos até 2023 – aguarda-se eventualmente por eleições. A Câmara continua preocupada, com o presidente a afirmar que “essa preocupação só terminará quando tudo estiver solucionado”.

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Os membros da Mesa Administrativa, incluindo o provedor Anacleto Batista, e do Conselho Fiscal da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal, apresentaram a renúncia dos mandatos, no passado sábado dia 30 de outubro, tal como o mediotejo.net noticiou.

O pedido de renúncia entregue ao presidente da Assembleia Geral foi acompanhado de um documento justificativo, tendo o mesmo sido dirigido a outras entidades, entre elas o Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

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Contactado pelo mediotejo.net, o presidente da Assembleia Geral, Miguel Borges, disse que a renúncia agora apresentada vem ao encontro do que já havia sugerido, tendo em conta que muitos dos irmãos não se identificam com a atual gestão da instituição, que emprega cerca de 80 trabalhadores e tem dezenas de pessoas a seu cargo.

No papel de irmão, Miguel Borges defendeu que as eleições serão o passo mais lógico a dar de seguida, tendo salvaguardado que a equipa demissionária se mantém em funções até que nova equipa diretiva seja eleita, caso seja essa a decisão a tomar, e que, entretanto, o dia a dia da instituição continuará a decorrer como até aqui.

Como presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges manifesta-se preocupado com a situação da Santa da Casa da Misericórdia, até por ser uma dos maiores empregadoras do concelho.

“A Câmara tem manifestado sempre uma enorme preocupação e temos acompanhado sempre esta questão da Santa Casa. Na verdade, é o segundo ou terceiro empregador do concelho, neste momento não posso precisar, mas tem também responsabilidades sociais muito importantes que não podem ser descuidadas”, afirmou ao mediotejo.net.

Santa Casa da Misericórdia de Sardoal. Créditos: DR

Com cerca de 80 funcionários e dezenas de utentes nas valências de lar, apoio domiciliário e centro de dia, na Santa Casa da Misericórdia de Sardoal tem havido nos últimos tempos problemas de pagamento dos salários dos trabalhadores, com o mesmo a decorrer em duas tranches, e sido identificada a necessidade de se proceder a um saneamento financeiro da instituição.

Segundo o presidente da Câmara essas responsabilidades sociais passam precisamente por “garantir os postos de trabalho e garantir que essas pessoas têm o seu rendimento ao fim do mês” mas também “garantir que os utentes possam continuar a ter essa resposta que é fundamental, seja na valência no lar, no apoio domiciliário seja em que modelo for”.

Para Miguel Borges a preocupação não terminou com a tomada de posição dos órgãos socais que neste momento se encontram demissionários. “Só terminará quando tudo isto estiver solucionado. Os problemas existem, a situação financeira existe.”

O autarca lembra que a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal “fez um pedido ao Fundo de Emergência Social e está a aguardar resposta. Se faz esse pedido e se for aprovado é porque comprovadamente há essa necessidade, e como tal convém resolver todos estes problemas rapidamente”.

Miguel Borges nota que a instituição “necessita de estabilidade; dos dirigentes, dos trabalhadores e dos utentes”. Que se traduz na estabilidade “da comunidade, da região porque a Santa Casa não responde só a Sardoal. Temos de estar confiantes e ter a garantia que o trabalho ali é bem feito e que há uma gestão eficiente e eficaz”.

O presidente recusa restringir o papel da Câmara Municipal ao de entidade observadora mas garante ser “uma entidade disponível para ajudar a Santa Casa sempre que queira dentro das nossas competências legais”.

Além disso, classifica a instituição de “parceiro fundamental” no Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico. “O património que a Santa Casa tem é valiosíssimo. Algum dele também precisa de ser recuperado, precisamos de passar para essa fase, sendo certo que primeiro as pessoas, mas é algo que não podemos descuidar. Somos observadores atentos, acompanhamos todos aqueles que precisam. Os funcionários têm-se dirigido a nós em situações mais difíceis”.

Miguel Borges dá conta de, recentemente, ter reunido com o sindicato representante dos trabalhadores da Santa Casa no sentido de ultrapassar a situação de instabilidade. E ter, igualmente, reunido com o provedor da Santa Casa e com o diretor distrital da Segurança Social. “Queremos ajudar a resolver este assunto que não encerra as portas da Santa Casa. É um problema comunitário”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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