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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Sardoal: Convidados das residências artísticas NNM 2016 apresentam-se ao Médio Tejo

Ana Torrie, Carlos Pinheiro e Marco Mendes aceitaram o convite para a segunda edição da residência artística Novo Novo México e chegaram à região no início de julho. Nos próximos tempos vão continuar a percorrer os concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal em busca de inspiração e esta sexta-feira, dia 22, partilham no Centro Cultural Gil Vicente a criatividade que trazem do Porto para trabalhar a matéria-prima que têm nas mãos, “O Território e a Paisagem do Médio Tejo”.

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O projeto residências artísticas Novo Novo México teve a primeira edição em 2012, ano em que a associação cultural Palha de Abrantes decidiu resistir ao “desaparecimento da produção artística deste país” utilizando-a para “promover a região” através de trabalhos associados à imagem em movimento. Na altura, aceitaram o convite os lisboetas da dupla Sara & André e Eduardo Guerra e Miguel Ferrão, ambos responsáveis pelo projeto Musa Paradisíaca. Com eles partilharam alojamento o abrantino Sérgio Vieira e o francês Mattia Denisse.

Nesta segunda edição, os convites foram enviados para o Porto e aceites por Ana Torrie, Carlos Pinheiro e Marco Mendes. A matéria-prima do processo criativo em desenvolvimento desde o início do mês é o “O Território e a Paisagem do Médio Tejo” e, segundo Lurdes Martins, presidente da associação cultural Palha de Abrantes, a experiência irá perdurar “nas cabeças de quem vem e das pessoas das terras”.

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As terras são Abrantes, Mação e Sardoal pois o projeto Residências Artísticas Novo Novo México é transversal aos três concelhos. O alojamento dos artistas é assegurado no primeiro em casas particulares de elementos da associação e nos restantes em instalações cedidas no âmbito de parcerias. Ana Torrie, Carlos Pinheiro e Marco Mendes já passaram pela Carregueira (Mação) e quando chegarem ao Sardoal ficarão perto do Centro Cultural Gil Vicente.

Conseguir apoios não para esta edição não foi fácil e a responsável pela associação cultural organizadora da iniciativa destaca que “as pessoas estão muito reticentes” no que diz respeito a este tipo de projetos. O facto é justificado pelo “erro” de “não se reforçar o que existe” em termos culturais e se optar pela multiplicação de associações e iniciativas que resultam na “divisão do público”. Outras razões apontadas são o “desconhecimento” da qualidade dos artistas por parte de quem decide ou não apoiar e, muitas vezes, aposta mais no entretenimento do que na cultura.

(foto: Palha de Abrantes)
Sara & André, Musa Paradisíaca, Mattia Denisse e Sérgio Vieira foram os artistas convidados da primeira edição (foto: Palha de Abrantes)

Uma vez conseguidos os primeiros apoios, falta encontrar parceiros para a publicação em que a Palha de Abrantes pretende reunir os resultados destas residências artísticas. A apresentação final dos trabalhos está agendada para outubro/novembro, em local a definir, e estão a ser desenvolvidos contactos para que as criações de Ana Torrie, Carlos Pinheiro e Marco Mendes possam percorrer o Médio Tejo. Até lá, os artistas têm muito trabalho pela frente e esta sexta-feira dão-se a conhecer à região no Centro Cultural Gil Vicente (Sardoal), a partir das 21h30, numa apresentação que inclui o olhar técnico da arqueóloga Sara Cura sobre “O Território e a Paisagem do Médio Tejo”.

Os currículos que levam Lurdes Martins caraterizar convidados de 2016 como “pessoas muito boas”, “conceituados” e “de vanguarda” são vastos. Destacam-se a fundação do atelier Guilhotina e orientação do projeto Chapa Azul por Ana Torrie, o desenho da capa do álbum “Zero” (João Guimarães) e ilustração da agenda 2015/16 do Serviço Educativo da Casa da Música por Carlos Pinheiro e a conquista de Marco Mendes, com “Zombie”, do Prémio Nacional de Banda Desenhada para Melhor Álbum Português no Amadora BD 2015.

Além do trabalho ativo desenvolvido no norte do país, os três têm pontos comuns nos seus trajetos artísticos. Ana Torrie e Carlos Pinheiro integram o coletivo Senhorio e são licenciados em Escultura na Faculdade de Belas Artes do Porto, tendo Ana acrescentado à formação académica o mestrado em Técnicas de Impressão. Marco Mendes também está ligado a esta universidade com a licenciatura em Design Gráfico e o doutoramento em Arte e Design. Este partilha com Carlos Pinheiro a experiência de membro fundador e professor no projeto Clube de Desenho e a docência noutros estabelecimentos de ensino.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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